Praça da Manjedoura
Praça da Manjedoura | |
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| Localização | Belém, Palestina |
| Tipo | Praça |
| Coordenadas | |
A Praça da Manjedoura (em árabe: ميدان المهد; em hebraico: כיכר האבוס) é uma praça no centro de Belém, na Palestina. Seu nome deriva da manjedoura onde se diz que Jesus nasceu, o que, segundo a tradição cristã, ocorreu na Gruta da Natividade, venerada desde o século IV na Basílica da Natividade. Na Praça da Manjedoura encontram-se a Mesquita de Omar, a única mesquita da Cidade Velha, e o Centro de Paz Palestino. As ruas que levam à praça estão relacionadas à fé cristã, como a Rua da Estrela e a Rua da Natividade.
Entre 1998 e 1999, a praça foi renovada para aliviar o congestionamento do trânsito e atualmente é, em grande parte, exclusiva para pedestres. É principalmente um ponto de encontro para os moradores locais e para os muitos peregrinos da cidade. Há fileiras de árvores de celtis australis que proporcionam sombra às pessoas, com bancos e fontes feitos de calcário local branco-amarelado conhecido como mármore de Naqab.
Celebrações de Natal

A Praça da Manjedoura é um ponto central para todas as celebrações de Natal em Belém, com uma gigantesca árvore de Natal coroando a praça. É o local tradicional onde moradores e peregrinos cantam canções de Natal antes da missa da meia-noite na Igreja da Natividade. O Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém e a Igreja Apostólica Armênia seguem o calendário juliano liturgicamente, enquanto a Igreja Católica Romana segue o calendário gregoriano moderno. Assim, as missas da Véspera de Natal para as confissões orientais e ocidentais são realizadas em dias diferentes. A Igreja Católica Romana celebra a Natividade em 25 de dezembro; as celebrações ortodoxas são em 7 de janeiro.
Local para atividades esportivas e culturais
Em 21 de abril de 2013, a Praça da Manjedoura foi o ponto de partida e chegada da Maratona da Palestina.
Cerco da Basílica da Natividade
Em maio de 2002, durante uma incursão das Forças de Defesa de Israel na praça, como parte da Operação Escudo Defensivo, vários moradores locais (alguns dos quais armados) e ativistas pela paz refugiaram-se na Basílica da Natividade.[1] O local tornou-se palco de um impasse que durou cinco semanas. Estima-se que entre 120 e 240 pessoas estivessem no interior da igreja. Os palestinos alegaram que vários palestinos dentro do complexo da igreja foram mortos a tiros por franco-atiradores israelenses durante o cerco. O cerco terminou com um acordo para que 13 militantes fossem enviados via Chipre para vários países europeus e outros 26 para Gaza. Os restantes foram libertados. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que 40 dispositivos explosivos foram encontrados e removidos do complexo após o término do impasse.[2]
Referências
- ↑ arjan (22 de agosto de 2002). «Israeli distortions during the siege on the Church of the Nativity» (em inglês). Consultado em 27 de junho de 2016
- ↑ Gunmen exit Church of Nativity CBC, 10 de maio de 2002
