Plataforma Marítima de Atlântida
| Plataforma Marítima de Atlântida | |
|---|---|
![]() Plataforma de Atlântida em janeiro de 2026 | |
| Informações gerais | |
| Tipo | Píer / Plataforma de pesca |
| Inauguração | 1975 |
| Estado | Interditada / Parcialmente colapsada |
| Proprietário(a) | União (Gestão: Asuplama) |
| Geografia | |
| País | |
| Localização | Xangri-Lá, Rio Grande do Sul |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
A Plataforma Marítima de Atlântida é uma estrutura de concreto armado localizada no balneário de Atlântida, no município de Xangri-Lá, no Litoral Norte do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.
Avançando aproximadamente 280 metros mar adentro, a estrutura serviu por décadas como um importante ponto turístico e local de pesca esportiva.[1] Atualmente, encontra-se interditada e em estado de ruína parcial após sucessivos colapsos estruturais ocorridos entre 2023 e 2025, aguardando definições jurídicas sobre sua recuperação ou demolição.[2]
História
A plataforma foi idealizada pelo empresário Antônio Casaccia e inaugurada em agosto de 1970, com o objetivo de servir como local para pesca e lazer. Em 20 de dezembro de 1975, a gestão foi transferida para a Associação dos Usuários da Plataforma Marítima de Atlântida (Asuplama), entidade que passou a ser responsável pela manutenção e operação do píer.[1]
Durante as décadas de 1970 e 1980, a Asuplama chegou a contar com 1,8 mil sócios, e o local consolidou-se como um centro social de referência para pescadores, surfistas e turistas. Além da pesca, a plataforma tornou-se um ponto privilegiado para a observação da fauna marinha e das competições de surfe da região.
Deterioração prévia
Antes dos colapsos definitivos na década de 2020, a estrutura já apresentava histórico de danos causados por ressacas e falta de manutenção profunda. Incidentes notáveis de danos parciais ocorreram em 1997, 2016 e 2019, mas as reparações realizadas não foram suficientes para conter a fadiga do material e a corrosão das vigas.[3]
Colapsos estruturais
A partir de 2023, a estrutura entrou em colapso progressivo devido à ação de eventos climáticos extremos combinados com a fragilidade estrutural.
Colapso de 2023
Na madrugada de 15 de outubro de 2023, a plataforma sofreu seu primeiro desabamento grave. Parte da estrutura de concreto cedeu e caiu no mar após uma forte ressaca. O local já estava interditado preventivamente desde a sexta-feira anterior, após a identificação de rachaduras críticas, o que evitou vítimas fatais. O incidente marcou o fechamento total do acesso ao público.[3]
Colapso de 2025
Em 28 de julho de 2025, durante a passagem de um ciclone extratropical que atingiu a costa gaúcha, a plataforma sofreu um novo e mais severo desabamento. A força das ondas derrubou um trecho de aproximadamente 25 metros, incluindo a área onde ficava o restaurante e a sede da associação, alterando drasticamente a paisagem da praia.[2]
Impasse atual
A recuperação da Plataforma Marítima de Atlântida tornou-se objeto de um complexo impasse jurídico, financeiro e administrativo. A estrutura está localizada em terreno de marinha (pertencente à União), mas sua gestão era privada (Asuplama).
Em 2022, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) envolvendo o Ministério Público Federal, a prefeitura e a Asuplama tentava regularizar a situação, mas a burocracia atrasou obras estruturais preventivas.[1]
Após os desabamentos, a Asuplama relatou uma queda de 90% em sua arrecadação, inviabilizando financeiramente a reconstrução por conta própria. A Prefeitura de Xangri-Lá condicionou qualquer intervenção aos resultados de laudos técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e à definição sobre a responsabilidade legal pelos custos — estimados preliminarmente em mais de R$ 1 milhão apenas para medidas emergenciais ou demolição.[4]
Referências
- ↑ a b c «Reforma da plataforma marítima de Atlântida esbarra em entraves burocráticos». GZH. 14 de fevereiro de 2022. Consultado em 11 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Plataforma marítima de praia do RS desaba; veja antes e depois do ponto turístico». G1. 28 de julho de 2025. Consultado em 11 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Plataforma marítima de Atlântida desaba». G1. 15 de outubro de 2023. Consultado em 11 de janeiro de 2026
- ↑ «Impasse trava recuperação da plataforma de pesca de Atlântida no litoral do RS um ano após desmoronamento». G1. 15 de outubro de 2024. Consultado em 11 de janeiro de 2026
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