Pintassilgo-verde

Pintassilgo-verde
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Fringillidae
Subfamília: Carduelinae
Gênero: Spinus
Espécies:
S. olivaceus
Nome binomial
Spinus olivaceus
Sinónimos
  • Sporagra olivacea
  • Carduelis olivacea

O Pintassilgo-verde (Spinus olivaceus[2] ou Carduelis olivacea) é uma espécie de ave da família Fringillidae.

Pode ser encontrada nos seguintes países: Bolívia, Equador e Peru.

Descrição

Com um comprimento de 10 cm, é muito parecido com o pintassilgo-de-cabeça-preta (Spinus magellanicus), mas mais pequeno e com a barra alar mais estreita.[3] O macho tem o capuz negro, o peito e os flancos são amarelos, o dorso é verde-oliva com estrias negras muito ténues, o uropígio é amarelo, as asas são pretas com uma barra amarela, a cauda é preta com penas amarelas. A fêmea é parecida com o macho mas com cores mais baças, a cabeça é verde-oliva e não preta.

Distribuição

Distribui-se por três países na encosta leste da Cordilheira dos Andes:[4] Sudeste do Equador (Loja, Zamora-Chinchipe, Morona-Santiago), Peru (Amazonas, San Martín, Huánuco, Junín, Cusco, Puno) e oeste e centro da Bolívia (La Paz, Cochabamba, Santa Cruz).

Taxonomia

Descoberto por Berlepsch e Stolzmann, em 1894, em Vitoc, Juní, Peru tendo-lhe dado o nome de Spinus olivaceus. É muito semelhante ao pintassilgo-de-cabeça-preta (Spinus magellanica), diferindo nas escolhas de habitat, hibridiza com as subespécies do S. magellanicus da sua zona de distribuição. Sem subespécies.[4]

Habitat

Os seus habitats naturais são: florestas tropicais e subtropicais húmidas de montanha de árvores de folha persistente, florestas secundárias altamente degradadas, bosques. Encontra-se entre os 900 e os 2500m de altitude.[5]

Alimentação

Alimenta-se principalmente de sementes de asteráceas, como o cardo, a que junta em período de reprodução pulgões e larvas de insectos,[3] mas também come, segundo fotos de Ottaviani (2011), frutos de falso-pau-brasil (Caesalpinia spinosa), sementes de manjericão (Ocimum basilicum) e flores de uma bromeliácea do género Vriesea.

Nidificação

O período de reprodução dura entre Fevereiro e Outubro, conforme a região. O ninho em forma de taça é construído em árvores ou arbustos, com pauzinhos, raízes secas, musgo e forrado com penugem vegetal. A fêmea põe 3 ou 4 ovos azul-esbranquiçados com pintas castanhas e pretas. As crias nascem ao fim de 12 dias e saem do ninho aos 17 dias.

Filogenia

Foi obtida por Antonio Arnaiz-Villena et al.[6][7]

Referências

  1. BirdLife International (2016). «Spinus olivaceus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016: e.T22720389A94667989. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22720389A94667989.enAcessível livremente. Consultado em 13 de novembro de 2021 
  2. Frank Gill & David Donsker (Eds) (8 de janeiro de 2017). «Finches, euphonias» (em inglês). Consultado em 15 de fevereiro de 2017 
  3. a b Canariosdecolor Lúgano olivaceo
  4. a b The Internet Bird Collection olivaceous-siskin Consultado em 30 de Novembro de 2012.
  5. zipcodezoo Carduelis olivacea
  6. Arnaiz-Villena, Antonio; Alvarez-Tejado M., Ruiz-del-Valle V., García-de-la-Torre C., Varela P, Recio M. J., Ferre S., Martinez-Laso J. (1998). «Phylogeny and rapid Northern and Southern Hemisphere speciation of goldfinches during the Miocene and Pliocene Epochs» (PDF). Cell.Mol.Life.Sci. 54(9): 1031–41 
  7. Arnaiz-Villena, Antonio; Ruiz-del-Valle V, Moscoso J, Serrano-Vela JI, Zamora J (2007). «mtDNA phylogeny of North American Carduelis pinus group» (PDF). Ardeola. 54 (1): 1–14 

Ligações externas