Pintassilgo-de-peito-negro

Pintassilgo-de-peito-negro
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Fringillidae
Subfamília: Carduelinae
Gênero: Spinus
Espécies:
S. notatus
Nome binomial
Spinus notatus
Sinónimos
  • Carduelis notata

O Pintassilgo-de-peito-negro (Spinus notatus[2] ou Carduelis notata) é um passeriforme da família Fringillidae.

Descrição

Tem um comprimento entre os 10 e 12 cm e um peso de 11 a 15g. O macho tem a cabeça, a garganta e a parte superior do peito pretas; o dorso é amarelo-oliva e o uropígio é amarelo brilhante.[3] A cauda é preta com penas amarelas e as asas são pretas com uma barra amarela.[4] O ventre e parte do peito são amarelos e os flancos são amarelos ligeiramente matizados de amarelo-esverdeado.[3] O bico é cinzento-azulado[3][4] e as patas são acastanhadas.[3] A fêmea é semelhante mas tem cores mais baças do que o macho.[4] O capuz é preto-acastanhado e mais pequeno, não chegando ao peito; o dorso é verde-oliva, o uropígio é amarelo baço e as parte inferiores são amarelo-limão pálido. Os juvenis apresentam algumas diferenças em relação aos adultos, com as partes superiores castanho-oliva claro, as partes inferiores amarelas têm matizações esverdeadas ou oliva e as bochechas e ouvidos com marcas amarelo-oliva que se tornam mais uniformes no babeiro, na garganta e nos lados do pescoço.[3]

Distribuição

É uma espécie endémica da América Central.[3] Pode ser encontrada no Belize, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, e Nicarágua.

Taxonomia

Descrito por Du Bus de Gisignies, em 1847, em Jalapa, Veracruz, México. São reconhecidas três subespécies.[5] [6][7]

Subespécies

Habitat

É uma ave que se pode encontrar a altitudes que vão dos 0 aos 3100m.[8] Frequenta florestas tropicais ou subtropicais de montanha de árvores de folha persistente, florestas tropicais de baixa altitude, florestas de pinheiros, florestas de carvalhos, florestas secundárias e bosques. Encontra-se em maior abundância entre os 1600 e os 2600m.[8] No leste da Guatemala e localmente em algumas regiões também habita florestas de pinheiros e savanas a baixa altitude próximo do nível do mar.[3] Depois da época de reprodução os pássaros tendem a migrar mais para sul ou a descer de zonas mais elevadas para zonas mais baixas.[3]

Alimentação

Alimenta-se tanto nas árvores como no solo, principalmente de sementes, mas também come pequenos insectos[4] Da sua dieta fazem parte sementes de plantas herbáceas, de girassol (Helianthus annuus)[9] e de pinheiro (pinhões).[3]

Segundo fotos de Ottaviani (2011) também se alimenta de asteráceas como o dente-de-leão (Taraxacum) e a Gymnocoronis e de uma lamiácea, a salva-ananás (Salvia elegans).

Nidificação

O ninho é construído em árvores e arbustos, a meia altura ou no cimo,[3][4] com raízes, raminhos, musgos e líquens, e forrado com penugem vegetal.[3][4] A fêmea põe um mínimo de 2[4] e um máximo de 5[3] ovos branco-azulados ou branco-esverdeados com pintas escuras,[3][4] que incuba durante 14 dias. As crias saem do ninho aos 15 dias.[carece de fontes?]

Filogenia

A filogenia foi obtida por Antonio Arnaiz-Villena et al.[10][11][12]

Referências

  1. BirdLife International (2020). «Spinus notatus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2020: e.T22720392A139224440. doi:10.2305/IUCN.UK.2020-3.RLTS.T22720392A139224440.enAcessível livremente. Consultado em 12 de novembro de 2021 
  2. a b Frank Gill & David Donsker (Eds) (8 de janeiro de 2017). «Finches, euphonias» (em inglês). Consultado em 15 de fevereiro de 2017 
  3. a b c d e f g h i j k l m n Oiseaux.net Chardonneret à tête noire
  4. a b c d e f g h Cornell Lab of Ornithology Black-headed Siskin
  5. The Internet Bird Collection Black-headed-siskin
  6. Catalogue of life Carduelis notata
  7. SITI - Amérique du Nord Carduelis notata[ligação inativa]
  8. a b Zipcodezoo Carduelis notata
  9. Siskins’s of the World Black-headed-siskin
  10. Arnaiz-Villena, Antonio; Alvarez-Tejado M., Ruiz-del-Valle V., García-de-la-Torre C., Varela P, Recio M. J., Ferre S., Martinez-Laso J. (1998). «Phylogeny and rapid Northern and Southern Hemisphere speciation of goldfinches during the Miocene and Pliocene Epochs» (PDF). Cell.Mol.Life.Sci. 54(9): 1031–41 
  11. Arnaiz-Villena, A.; Ruiz-del-Valle, V.; Moscoso, J.; Serrano-Vela, J. I.; Zamora, J. (2007). «mtDNA phylogeny of North American Carduelis pinus group» (PDF). Ardeola. 54 (1): 1–14 
  12. Arnaiz-Villena, A; Areces C, Rey D, Enríquez-de-Salamanca M, Alonso-Rubio J and Ruiz-del-Valle V (2012). «Three Different North American Siskin/Goldfinch Evolutionary Radiations (Genus Carduelis): Pine Siskin Green Morphs and European Siskins in America» (PDF). The Open Ornithology Journal. 5: 73–81. doi:10.2174/1874453201205010073. Consultado em 17 de janeiro de 2013. Arquivado do original (PDF) em 21 de setembro de 2013 

Ligações externas