Peônio (ritmo)
Peônio é uma unidade rítmica composta utilizada em poemas.[1]
Compõe-se de três sílabas breves (átonas) e uma longa (tônica), podendo a sílaba tônica apresentar-se em qualquer posição.[2]
De acordo com a posição da sílaba tônica, o peônio classifica-se como:[3][4]
- peônio de primeira (— ∪ ∪ ∪);
- peônio de segunda (∪ — ∪ ∪);
- peônio de terceira (∪ ∪ — ∪);
- peônio de quarta (∪ ∪ ∪ —).
O peônio de quarta tem utilização comum nos versos decassílabos (tanto heróicos quanto sáficos) e nos dodecassílabos. Nestes, pode haver a combinação de peônio com iambo, no verso alexandrino, ou o trímetro peônico, também chamado verso romântico.
Ele aparece nos versos iâmbicos quando, na junção de dois pés iâmbicos, a segunda sílaba perde a tonicidade.
Ex.:
- com iambos
E, quanto mais espero, mais me canso
e mais me sinto só, e o tempo passa,
e no passar do tempo eu me intrometo.
- com peônios de quarta
E, quanto mais espero, mais me canso
e mais me sinto só, e o tempo passa,
e no passar do tempo eu me intrometo.[5]
Ver também
Referências
- ↑ AZZI, Nilza. O Verso Medido - Teoria e prática. São Paulo: Edicon, 2015, pág.118-119.
- ↑ CAMPOS, Geir. Pequeno dicionário de arte poética. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1960.
- ↑ Fiore Carlos. «Pés básicos e pés compostos». Recanto das Letras. Consultado em 15 de abril de 2025
- ↑ CAMELO, Paulo - O ritmo no poema. Recife: Ed. do autor, 2004.
- ↑ CAMELO, Paulo (23 de fevereiro de 2025). «Mais um soneto». Recanto das Letras. Consultado em 22 de março de 2025