Partido Liberal-Radical

Partido Liberal-Radical
Fundação1822
Dissolução1831
IdeologiaAbolicionismo
Republicanismo
Federalismo
Radicalismo
Espectro políticoEsquerda
AntecessorNenhum
SucessorPartido Liberal Exaltado
PaísImpério do Brasil Império do Brasil

Partido Liberal-Radical foi um partido político brasileiro na época em que o Brasil fazia parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e do período imperial.

História

Com D. João VI de volta a Portugal, as Cortes desejavam recolonizar o Brasil, evitar a intervenção dos ingleses na economia e acabar de vez com a autonomia administrativa adquirida pelo Brasil.[1] Quando as notícias de que o Brasil seria recolonizado chegaram de Portugal, as forças políticas presentes no Brasil se dividiram em três partidos (correntes de opiniões): o Partido Brasileiro; e o Partido Português, ambos formados pela alta burguesia, além de um terceiro grupo formado pela pequena burguesia, profissionais liberais e por operários urbanos do Rio de Janeiro[1] e de outras capitais provinciais, os liberais radicais.[2]

A partir da fragmentação dos grupos políticos tradicionais, os liberais radicais constituíram-se como um novo grupo durante o final do período de regência de D. Pedro I, entre 1820 e 1822.[1] O grupo teve enorme influência na Independência do Brasil e na convocação da Assembleia Constituinte de 1822.[1]

Seria o primeiro agrupamento político brasileiro no espectro da esquerda política, reclamando o fim da monarquia, a instalação da república, o parlamentarismo, um regime federativo com ampla autonomia provincial,[3] o fim do regime escravagista, a nacionalização da economia, expropriação dos latifúndios improdutivos para destinação à reforma agrária e um sistema de representação direta.[1] Da década de 1820 até o início da década de 1830 espalharam-se por todo o país, e seus ideais foram disseminados em diversas revoltas pelo país, causando grande preocupação para a alta burguesia e para as forças monárquicas.[1] Seu principal ideólogo e articulador foi o jornalista Joaquim Gonçalves Ledo, aglutinando também nomes como Nuno Eugênio Lóssio e Seiblitz e Cândido José de Araújo Viana.[1]

Com a instalação do período regencial, e as forças monárquicas percebendo a potência popular que representava o projeto deste agrupamento político, os liberais-radicais foram perseguidos, presos e marginalizados,[1] com o grupo sendo desmantelado e ideologicamente substituído pelo Partido Liberal Exaltado.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i Laura Candian Fraccaro (2018). História do Brasil Imperial (PDF). [S.l.]: Editora e Distribuidora Educacional S.A. 
  2. Fabiano Dauwe (2011). «"Os Progressos do Governo Pessoal": A discussão sobre a responsabilidade do Poder Moderador no pensamento liberal reformista no Brasil Império (década de 1860)». Anais do XXVI simpósio nacional da ANPUH - Associação Nacional de História (PDF) 1 ed. São Paulo: ANPUH-SP. ISBN 978-85-98711-08-9 
  3. «O liberalismo Brasileiro». Instituto de Humanidades. Consultado em 11 de julho de 2025