Parides zacynthus

Parides zacynthus
Ilustrações de P. zacynthus, o macho acima e abaixo, em vista superior e pousado; a fêmea central, em vista superior; feitas para a ciência e publicadas no livro Zoological illustrations, volume II, em 1821, por William Swainson.
Ilustrações de P. zacynthus, o macho acima e abaixo, em vista superior e pousado; a fêmea central, em vista superior; feitas para a ciência e publicadas no livro Zoological illustrations, volume II, em 1821, por William Swainson.
Fotografia do macho de P. zacynthus, subespécie zacynthus, em Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família: Papilionidae
Subfamília: Papilioninae[2][3]
Tribo: Troidini[2][4]
Género: Parides
Hübner, 1819[2][3]
Espécie: P. zacynthus
Nome binomial
Parides zacynthus
(Fabricius, 1793)[2][3][4]
Distribuição geográfica
A borboleta P. zacynthus é endêmica dos estados brasileiros do Nordeste, Sudeste e Sul, em habitat de Mata Atlântica.[3][4]
Sinónimos
Papilio zacynthus Fabricius, 1793
Papilio dimas Fabricius, 1793
Papilio polymetus Godart, 1819
Papilio orsillus Gray, 1853
Parides zacynthus zacynthus (Fabricius, 1793)
Parides zacynthus polymetus (Godart, 1819)
(SiBBr/IUCN/Markku Savela)[1][2][3]

Parides zacynthus (denominada popularmente, em inglês, Zacynthus cattleheart)[4] é uma espécie de inseto da ordem Lepidoptera; uma borboleta da região neotropical, no leste da América do Sul, endêmica dos estados brasileiros do Nordeste, Sudeste e Sul, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia, onde ocorre a subespécie P. zacynthus polymetus, e indo por habitat de Mata Atlântica do Espírito Santo até Santa Catarina, onde ocorre a subespécie P. zacynthus zacynthus;[1][2][3] no Rio de Janeiro sendo uma espécie simpátrica com a borboleta-da-restinga (Parides ascanius)[5] e considerada pouco preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) devido à ampla extensão territorial de seu habitat.[1] Foi classificada por Johan Christian Fabricius, em 1793,[2][3] com a denominação Papilio zacynthus, na página 15 da obra Entomologia systematica, volume III.[3] Suas lagartas se alimentam de plantas do gênero Aristolochia,[3] conhecidas por conter compostos secundários de alcaloides tóxicos,[6] mais precisamente das espécies Aristolochia trilobata (= Aristolochia macroura, seu sinônimo; o mesmo alimento de Parides ascanius no Rio de Janeiro),[3][7] conhecida como "jarrinha",[8] A. odora e A. ruminifolia.[3]

Dimorfismo sexual e descrição

Em Parides zacynthus é possível detectar um dimorfismo sexual perceptível: os machos dorsalmente dotados de manchas azuladas nas áreas próximas às bordas inferiores de suas asas anteriores, enquanto as fêmeas possuem manchas brancas e asas anteriores mais arredondadas; ambos os sexos dotados de manchas avermelhadas em suas asas posteriores.[9]

Referências

  1. a b c d Berends, A.; Rosa, A.; Marini-Filho, O.; Mega, N.; Freitas, A.V.L. (janeiro de 2020). «Parides zacynthus - The IUCN Red List assessment» (em inglês). The IUCN Red List of Threatened Species (ResearchGate). 1 páginas. Consultado em 27 de outubro de 2025 
  2. a b c d e f g «Parides zacynthus (Fabricius, 1793)». SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 2 de novembro de 2025 
  3. a b c d e f g h i j k Savela, Markku. «Parides zacynthus (Fabricius, 1793)» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 2 de novembro de 2025 
  4. a b c d PALO JR., Haroldo (2017). Borboletas do Brasil / Butterflies of Brazil, volume 1. Papilionidae, Pieridae, Lycaenidae, Riodinidae 1ª ed. São Carlos, Brasil: Vento Verde. p. 60. 768 páginas. ISBN 978-85-64060-09-8 
  5. COLLINS, N. Mark; MORRIS, Michael G. (1985). Threatened Swallowtail Butterflies of the World. The IUCN Red Data Book (em inglês). Cambridge: IUCN - Google Books. p. 240-241. 401 páginas. ISBN 978-288032-603-6. Consultado em 7 de abril de 2017 
  6. OTERO, Luiz Soledade (1986). Borboletas. Livro do Naturalista (21 X 28cm) 1ª ed. Rio de Janeiro: Ministério da Educação - FAE. p. 91-92. 112 páginas. ISBN 85-222-0195-1 
  7. Grice, H.; Freitas, A.V.L.; Rosa, A.; Marini-Filho, O.; Mega, N.; Silva, F.; Mielke, O.; Casagrande, M. (abril de 2018). «Parides ascanius IUCN Redlist assessment» (em inglês). The IUCN Red List of Threatened Species (ResearchGate). 1 páginas. Consultado em 27 de outubro de 2025 
  8. Dias, Reinaldo (13 de janeiro de 2024). «Parides ascanius: a borboleta endêmica da restinga em perigo de extinção». PoliSeres. 1 páginas. Consultado em 2 de novembro de 2025 
  9. Demay, Sébastien (2010). «Parides zacynthus polymetus (Godart, 1819)» (em francês). parides.genus.free.fr. 1 páginas. Consultado em 2 de novembro de 2025