Parides anchises
Parides anchises
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![]() Fotografia do macho de P. anchises, subespécie nephalion; espécime do museu do Instituto Biológico de São Paulo. | |||||||||||||||||||||
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Fotografia do macho de P. anchises, subespécie nephalion, absorvendo as substâncias minerais do solo úmido no município de São Roque de Minas, Minas Gerais, Brasil.
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||||||
![]() Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||||
| Parides anchises (Linnaeus, 1758)[2][3][4] ![]() | |||||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||||
![]() As diversas subespécies da borboleta P. anchises são encontradas na Região Neotropical (em verde).[3][4]
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| Sinónimos | |||||||||||||||||||||
| Papilio anchises Linnaeus, 1758 Papilio nephalion Godart, 1819 Priamides osymanduas Geyer, 1827 Papilio proteus Boisduval, 1836 Papilio serapis Boisduval, 1836 Papilio stilbon Kollar, 1839 Papilio cymochles Doubleday, 1844 Papilio orbignyanus Lucas, 1852 Papilio thelios Gray, [1853] Papilio hierocles Gray, [1853] Papilio telmosis Bates, 1861 Papilio osyris C. & R. Felder, 1861 Papilio alyattes C. & R. Felder, 1864 Papilio anacharsis C. & R. Felder, 1864 Papilio eteocles C. & R. Felder, 1864 Papilio severus C. & R. Felder, 1864 Papilio toxaris C. & R. Felder, 1864 Papilio xenares C. & R. Felder, 1864 Papilio drucei Butler, 1874 Papilio hedae Foetterle, 1902 Papilio cleostratus Ehrmann, 1919 (IUCN/Markku Savela)[1][3] | |||||||||||||||||||||
Parides anchises (denominada popularmente, em inglês, Anchises cattleheart)[4] é uma espécie de inseto da ordem Lepidoptera; uma borboleta neotropical da família Papilionidae, suas cerca de vinte subespécies distribuídas da América do Sul, no norte da Argentina, onde ocorre P. anchises nephalion (ex Parides nephalion), até o México, onde as subespécies P. anchises marthilia e P. anchises lagartero foram descritas, em Chiapas; geralmente esta espécie ocorrendo até Colômbia e Panamá;[1][3][6] no Rio de Janeiro sendo uma espécie simpátrica com a borboleta-da-restinga (Parides ascanius)[7] e considerada pouco preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) devido à ampla extensão territorial de seu habitat.[1] Suas lagartas se alimentam de diversas espécies de plantas do gênero Aristolochia, conhecidas como "papo-de-peru" ou "jarrinha" e que contém compostos secundários de alcaloides tóxicos para seus predadores.[3][8]
Classificação
Parides anchises foi descrita em 1758 por Lineu na obra Systema Naturae, classificada com o nome Papilio anchises e com seu espécime-tipo registrado "In Citro Americes" (Suriname).[2][3][4]
Dimorfismo sexual e descrição
Ambos os sexos desta borboleta são típicos do gênero Parides, dotados de asas anteriores e posteriores pretas e possuindo manchas cor-de-rosa nas asas posteriores, sempre mais extensas nas fêmeas, também dotadas de uma mancha branca e difusa no centro das asas anteriores; enquanto os machos possuem uma grande mancha de escamas verde-metálicas brilhantes em suas asas anteriores, sendo uma bela visão quando vistos voando suavemente ao redor de arbustos floridos. As lagartas são pardo-escurecidas e dotadas de faixas amareladas, providas de osmetério para a defesa.[9]
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Fotografias de P. anchises, subespécie anchises, feitas pelo Museu Nacional de História Natural, França (à esquerda vista superior; à direita vista inferior).[3]
Nomenclatura vernácula
Embora o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) dê a nomenclatura vernácula borboleta-da-restinga para esta espécie,[2] o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa[10] e o livro de Haroldo Palo Jr., Borboletas do Brasil (Butterflies of Brazil, volume 1. Papilionidae, Pieridae, Lycaenidae, Riodinidae),[11] apontam a borboleta-da-restinga sendo a espécie em extinção Parides ascanius, que só é encontrada em restingas pantanosas,[7][8] ao contrário de Parides anchises.[1]
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A borboleta-da-restinga, Parides ascanius, em uma ilustração de 1858; espécie endêmica do Rio de Janeiro,[3] simpátrica de P. anchises.[7]
Subespécies de P. anchises; sua distribuição geográfica
Com asterisco (*) estão as espécies registradas para o Brasil (fonteː SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira; entre parênteses os cientistas que tiveram os nomes originais de seus gêneros modificados para Parides).[1][2][3][5]
- P. a. anchises (Linnaeus, 1758) (Guiana, Suriname e Guiana Francesa, na margem norte do baixo Amazonas e ao longo do rio Maroni)*
- P. a. alyattes (C. Felder & R. Felder, 1865) (Colômbia Central, vale do rio Magdalena, a cerca de 1.000 metros de altitude)
- P. a. bukuti Brévignon, 1998 (Guiana Francesa, Região Norte do Brasil)*
- P. a. cymochles (Doubleday, 1844) (Trinidad, Sucre e Bolívar, no leste da Venezuela)
- P. a. drucei (Butler, 1874) (do alto Amazonas, no sul da Colômbia, até o sul do Peru e a leste até Rondônia, Brasil, podendo ser encontrada em altitudes de até 1.000 metros)*
- P. a. etias (Rothchild & Jordan, 1906) (do norte da Bolívia até o oeste do Mato Grosso, no Brasil, de 300 a 1.000 metros de altitude)
- P. a. farfan K. S. Brown, 1994 (Panamá, principalmente na costa seca do Pacífico)
- P. a. foetterlei (Rothchild & Jordan, 1906) (no planalto central brasileiro, do sul do Piauí ao norte de São Paulo)*
- P. a. humaita D'Abrera, 1981 (Brasil, a oeste do rio Tapajós até os rios Madeira e Purus)*
- P. a. koenigi T. Racheli, 1989 (Peru Central, no alto Vale do rio Hualhaga, entre 700 a 1.100 metros de altitude)
- P. a. lagartero de la Maza & de la Maza, 2019 (México, Chiapas, La Trinitaria)
- P. a. marinae T. Racheli, 1981 (Peru, região de Chanchamayo, em altitudes de 300 a 1.000 metros)
- P. a. marthilia R. G. Maza, 1999 (México, em Chiapas)
- P. a. nephalion (Godart, 1819) (do sudeste do Brasil ao norte, até a Paraíba e o Distrito Federal, e a sudoeste até o Paraguai e o norte da Argentina)*
- P. a. nielseni Bollino & Salazar, 2001 (Colômbia)
- P. a. orbignyanus (Lucas, 1852) (do Paraguai e do centro do Mato Grosso a nordeste, até o Tocantins, no Brasil, entre 150 e 1.250 metros de altitude)*
- P. a. orinocensis (Rousseau-Decelle, 1960) (nordeste da Venezuela, Delta Amacuro, na foz do rio Orinoco)
- P. a. osyris (C. Felder & R. Felder, 1861) (Venezuela Central)
- P. a. serapis (Boisduval, 1836) (em Sierra Nevada de Santa Marta, no norte da Colômbia, até a Sierra de Perijá, no noroeste da Venezuela, em altitudes em torno de 100 metros)
- P. a. stilbon (Kollar, 1839) (registrada em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, no sul do Brasil, misturando-se com P. a. nephalion no norte de sua distribuição)*
- P. a. thelios (Gray, [1853]) (Brasil, no leste do Pará e Maranhão e sudoeste até Tocantins e Xingu)*
- P. a. zygma Lamas, 2001 (Colômbia)
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Fotografia do macho de P. anchises, subespécie foetterlei, em voo; Montes Claros, Minas Gerais, Brasil.[3]
A ampla distribuição continental dessa espécie evita o seu risco de extinção e inclui Bolívia; Brasil (Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe); Colômbia; Guiana Francesa; Guiana; México; Panamá; Paraguai; Peru; Suriname; Trinidad e Tobago; Venezuela; descartando quase toda a América Central, entre o Panamá e o México.[1]
Paridesː grupo anchises
A espécie Parides anchises nomeia um grupo de sete espécies de borboletas, suas congêneres, da América tropical e subtropical, entre o México e Argentina, denominado "grupo anchises";[3] antes, durante o século XX, no "grupo aeneas".[6]
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Macho de Parides panares em uma ilustração de 1898; espécie de Oaxaca, México, pertencente ao "grupo anchises" de borboletas Parides.[3]
Referências
- ↑ a b c d e f g h Berends, A.; Rosa, A.; Marini-Filho, O.; Mega, N.; Freitas, A.V.L. (janeiro de 2020). «Parides anchises - The IUCN Red List assessment» (em inglês). The IUCN Red List of Threatened Species (ResearchGate). 1 páginas. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ a b c d e f g «Parides anchises (Linnaeus, 1758)». SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 12 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o Savela, Markku. «Parides anchises (Linnaeus, 1758)» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 12 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e PALO JR., Haroldo (2017). Borboletas do Brasil / Butterflies of Brazil, volume 1. Papilionidae, Pieridae, Lycaenidae, Riodinidae 1ª ed. São Carlos, Brasil: Vento Verde. p. 67-70. 768 páginas. ISBN 978-85-64060-09-8
- ↑ a b Lamas, Gerardo. «Parides anchises zygma» (em inglês). Butterflies of America. 1 páginas. Consultado em 14 de novembro de 2025.
Parides anchises zygma (TYPE of Papilio anchises var. isis E. Krüger, 1925, TL: Colombia, preocc. (not Drury, 1773)).
- ↑ a b SMART, Paul (1975). The Illustrated Encyclopaedia of the Butterfly World, In Colour. Over 2.000 species reproduced life size (em inglês). London: Salamander Books Ltd. p. 261. 274 páginas. ISBN 0-86101-101-5
- ↑ a b c COLLINS, N. Mark; MORRIS, Michael G. (1985). Threatened Swallowtail Butterflies of the World. The IUCN Red Data Book (em inglês). Cambridge: IUCN - Google Books. p. 240-241. 401 páginas. ISBN 978-288032-603-6. Consultado em 7 de abril de 2017
- ↑ a b OTERO, Luiz Soledade (1986). Borboletas. Livro do Naturalista (21 X 28cm) 1ª ed. Rio de Janeiro: Ministério da Educação - FAE. p. 91-92. 112 páginas. ISBN 85-222-0195-1
- ↑ Hoskins, Adrian. «Anchises Cattleheart Caterpillar» (em inglês). Learn Butterflies. 1 páginas. Consultado em 14 de novembro de 2025
- ↑ HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello (2001). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa 1ª ed. Rio de Janeiro: Objetiva. p. 489. 2922 páginas. ISBN 85-7302-383-X
- ↑ PALO JR., Haroldo (Op. cit., pp.50-51.).
Ligações externas
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