Pantophthalmus pictus

Pantophthalmus pictus
Mosca da família Pantophthalmidaeː espécie Pantophthalmus pictus, fotografada num tronco em Misiones, norte da Argentina.
Mosca da família Pantophthalmidaeː espécie Pantophthalmus pictus, fotografada num tronco em Misiones, norte da Argentina.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Subordem: Brachycera
Família: Pantophthalmidae
Bigot, 1886
Género: Pantophthalmus
Thunberg, 1819[1]
Espécie: P. pictus
Nome binomial
Pantophthalmus pictus
(Wiedemann, 1821)[2]
Distribuição geográfica
A mosca P. pictus é encontrada na região neotropical, incluindo o Brasil.[1][3]
A mosca P. pictus é encontrada na região neotropical, incluindo o Brasil.[1][3]
Sinónimos
Acanthomera picta Wiedemann, 1821
Rhaphiorhynchus pictus (Wiedemann, 1821)[4][5]

Pantophthalmus pictus é uma espécie de inseto; uma mosca (Diptera; Brachycera) neotropical da família Pantophthalmidae (conhecidas por moscas-da-madeira; esta espécie também denominada mosca-da-casuarina, moscão, moscardo e tavão).[1][3][6][7] Foi classificada por Christian Rudolph Wilhelm Wiedemann, em 1821 (originalmente denominada Acanthomera picta e posteriormente Rhaphiorhynchus pictus),[2][4][5] sendo encontrada na região central do Brasil (no Distrito Federal e em habitat de cerrado),[8] na região sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e região sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) até o Paraguai (Guairá) e Argentina (Misiones).[4][8] Indivíduos adultos podem atingir entre 3 e 3.3, nos machos, até os 3.5 centímetros de comprimento, nas fêmeas.[6][8]

Hábitos

As larvas de pantoftalmídeos são xilófagas e vivem em troncos de mais de 15 famílias de plantas, com destaque para as espécies da família Fabaceae,[3] atacando a madeira de árvores vivas e mortas, onde cavam galerias. São cilíndricas e possuem a cabeça bem esclerosada,[9] penetrando no tronco a partir de ovos depositados em sua casca e escavando canais cilíndricos mais ou menos horizontais; podendo causar prejuízos às essências florestais da indústria madeireira.[6][10] Neste caso, as larvas de Pantophthalmus pictus atacam mais de trinta espécies diferentes de vegetais.[11] Adultos emergem das pupas e não se alimentam,[12] com uma vida curta e voltada para a reprodução.[13]

Referências

  1. a b c «Pantophthalmidae Bigot, 1886». SiBBrː Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  2. a b «Pantophthalmus Thunberg, 1819». SiBBrː Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025. Pantophthalmus pictus (Wiedemann, 1821) 
  3. a b c RAFAEL, José Albertino; MELO, Gabriel Augusto Rodrigues de; CARVALHO, Claudio José Barros de; CASARI, Sônia Aparecida; CONSTANTINO, Reginaldo (2024). Insetos do Brasil: Diversidade e Taxonomia (PDF). 2ª Edição Revisada e Ampliada. Manaus: INPA (Wayback Machine). p. 815. 880 páginas. ISBN 978-65-5633-046-4. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  4. a b c Papavero, Nelson (15 de abril de 2009). «Catalogue of Neotropical Diptera. Pantophthalmidae» (PDF) (em inglês). Neotropical Diptera 19. p. 4. 11 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  5. a b Lunz, Alexandre Mehl; Batista, Telma Fátima Coelho; Rosário, Valéria do Socorro Vale do; Monteiro, Odineila Martins; Mahon, André Cortez (2010). «Ocorrência de Pantophthalmus kerteszianus e P. chuni (Diptera: Pantophthalmidae) em paricá, no Estado do Pará» (PDF). Embrapa. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025. Das espécies de mosca-da-madeira, Pantophthalmus pictus Wied. ( = Acanthomera picta, Rhaphiorhynchus pictus) (Dipteraː Pantophthalmidae) é tida como de grande importância. 
  6. a b c SANTOS, Eurico (1985). Zoologia Brasílica, vol. 10. Os Insetos 2ª ed. Belo Horizonte: Itatiaia. p. 60. 246 páginas 
  7. HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello (2001). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa 1ª ed. Rio de Janeiro: Objetiva. p. 1965. 2922 páginas. ISBN 85-7302-383-X 
  8. a b c Pujol-Luz, José Roberto; Morgado, Giovanna Souto (2018). «New record of Pantophthalmus pictus (Wiedemann, 1821) (Diptera, Pantophthalmidae) in the Cerrado vegetation of central Brazil». Papéis Avulsos de Zoologia, v.58 (Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo). 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  9. BORROR, Donald J.; DELONG, Dwight M. (1969). Introdução ao Estudo dos Insetos. São Paulo: Editora Edgard Blücher/Editora da Universidade de São Paulo. p. 388. 654 páginas 
  10. CARRERA, Messias (1980). Entomologia Para Você 5ª ed. São Paulo, Brasil: Nobel. p. 123. 186 páginas. ISBN 85-213-0028-X 
  11. Carvalho Filho, M. M. de; Teixeira, E. P.; Conforti, T. B. (2006). «Ocorrência de Pantophthalmidae (diptera, brachycera) em espécies arbóreas na mata de Santa Genebra, distrito de Barão Geraldo, Campinas, SP». Instituto Agronômico (IAC). 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025. Pantophthalmus pictus (Wiedemann, 1821) (mosca-da-madeira) atacando amoreira, angico, batalha, bracatinga, bordo, caixeta preta, canela-amarela, canela-sassafras ou canela-parda, canelão, canelinha, canelinha-rajada, carvalho-americano, casuarinas (Casuarina cunninghami, C. equisetifolia, C. gaauca, C. tenuissima, C. torulosa), chagas, choupo-do-canadá, guapuruvu, guaratá, imbira-de-sapo, imbiruçu, jaqueira, magnólia, pau-pereira, massaranduva, nespeira, palmeira-imperial, pecan, pinheiro-do-paraná, Platanus orientalis, saguaragí, suinan, tamarindeiro, taiúva e tulipeiro nos estados do Amazonas, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. 
  12. Crash, Cesar (26 de maio de 2020). «Mosca-da-Madeira Pantophthalmus em São Paulo». Insetologia. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025. Adultos destas moscas não se alimentam. 
  13. Porter, Mike. «Pantophthalmidae» (em inglês). Bugs With Mike. 1 páginas. Consultado em 7 de setembro de 2025