Pancrácio I Bagratúnio
| Pancrácio I Bagratúnio | |
|---|---|
| Morte | |
| Etnia | Armênio |
| Progenitores | Pai: Simbácio I |
| Religião | Catolicismo |
Pancrácio I Bagratúnio (em grego: Παγκράτιος; romaniz.: Pankrátios; em latim: Pancratius; em armênio: Բագրատ Ա Բագրատունի; romaniz.: Bagrat I Bagratuni) foi um nobre armênio (nacarar) do século IV.
Nome
Pancrácio (Παγκράτιος, Pankrátios; Pancratius) deriva do grego pankratḗs (παγκρατής), "todo poderoso".[1] Equivale ao clássico Bagadates.[2] Bagadates (Βαγαδάτης, Bagadátēs) e Magadates (Μαγαδάτες, Magadátes) são as formas grega e latina[3] do proto-iraniano *Bagadata (*Bágadaʰtah), que equivale ao persa antigo *Bagadata (Bagadātah, "criado por deus"), de bagaʰ, "deus", e dātaʰ, "dado, criado". Ocorre em babilônico tardio como Baguedatu (𒁀𒀝𒁕𒌈, Bagdatu), Bagadata (𒁀𒂵𒀪𒁕𒀀𒋫 e variantes, Bagaʾda/āta), Bagadati (𒁀𒂵𒀪𒁕𒀀𒋾, Bagaʾdāti), Bagadatu (𒁀𒂵𒀪𒁕𒀀𒌅 e variantes, Bagaʾdātu), Bagadadu (𒁀𒂵𒁕𒁺, Bagadadu) e Baguedada (𒄷𒁕𒁕, Bagdada), em elamita aquemênida como Baquedada (𒁀𒀝𒆪𒀜𒆪, Bakdada), Baquedauda (𒁀𒀝𒆪𒌓𒆪, Bakdauda), Baiquedauda (𒁀𒅅𒆪𒌓𒆪, Baikdauda), Bacadade (𒁀𒋡𒆪𒀜, Bakadad), Bacadada (𒁀𒋡𒆪𒀜𒆪, Bakadada) e Bacadauda (𒁀𒋡𒆪𒌓𒆪, Bakadauda), em aramaico (𐡁𐡂𐡃𐡕, bgdt),[4] persa médio (𐭡𐭢𐭣𐭠𐭲𐭩, bgdʾty, Baydād) e persa novo (بغداد, Baġdâd) como Baguedade,[3] em egípcio demótico como Peguetete (pgtt), em lício como Magabata,[5] em georgiano como Bagrate (ბაგრატ, Bagrat), em árabe como Bucrate (بُقْرَاط, Buqrāṭ) e em armênio como Bagrate (Բագրատ, Bagrat), Bagarate (Բագարատ, Bagarat) e Bagadia (Բագադիա).[6]
Vida
Pancrácio era filho de Simbácio I.[7] Sucedeu seu pai no trono de Sispiritis e foi aspetes (mestre do cavalo) e tagadir (representante da coroa) na corte real.[8] É citado pela primeira vez em 338, quando, na confirmação de Cosroes III (r. 330–339) no trono, o general romano Antíoco, foi feito o general das tropas ocidentais do país; ao relatar o episódio, Moisés diz que Pancrácio já estava ativo sob Tiridates IV (r. 298–330);[9] Essa divisão do exército, conforme citada por Moisés, não é conhecida nesse período, indicando uma confusão do autor.[a] Em seguida, Antíoco liderou, junto de Pancrácio e do rei ibero Meribanes III (r. 284–361), campanha contra Sanatruces em Caspiana, na Albânia.[10]
Notas
- [a] ^ Segundo Nina Garsoïan, essa divisão do exército em porções não é conhecida em outras fontes e aparenta ser uma confusão de Moisés a respeito das quatro "portas", inspiradas nos quatro pontos cardeais, como registrado na Lista Militar (Զորնամակ, Zōrnamak), o documento que indica a quantidade de cavaleiros que cada uma das famílias nobres devia ceder ao exército real em caso de convocação.[11]
Referências
- ↑ «παγκρατής». Logeion. Consultado em 20 de novembro de 2025
- ↑ Lilie & et al. 2013, #5680 Pankratios.
- ↑ a b Justi 1895, p. 57a.
- ↑ Tavernier 2007, p. 132.
- ↑ Hinz 1975, p. 54.
- ↑ Ačaṙyan 1942–1962, p. 355.
- ↑ Dodgeon 2002, p. 272.
- ↑ Toumanoff 1990, p. 122.
- ↑ Dodgeon 2002, p. 273.
- ↑ Dodgeon 2002, p. 274.
- ↑ Fausto, o Bizantino 1989, p. 419.
Bibliografia
- Ačaṙyan, Hračʻya (1942–1962). «Բագարատ». Hayocʻ anjnanunneri baṙaran [Dictionary of Personal Names of Armenians] (in Armenian). Erevã: Imprensa da Universidade de Erevã
- Dodgeon, Michael H.; Lieu, Samuel N. C. (2002). The Roman Eastern Frontier and the Persian Wars (Part I, 226–363 AD). Londres: Routledge. ISBN 0-415-00342-3
- Fausto, o Bizantino (1989). Garsoïan, Nina, ed. The Epic Histories Attributed to Pʻawstos Buzand: (Buzandaran Patmutʻiwnkʻ). Cambrígia, Massachusetts: Departamento de Línguas e Civilizações Próximo Orientais, Universidade de Harvard
- Hinz, Walther (1975). Altiranisches Sprachgut der Neben Überlieferungen (PDF). 3. Viesbade: Otto Harrassowitz
- Justi, Ferdinand (1895). «Bagadāta». Iranisches Namenbuch. Marburgo: N. G. Elwertsche Verlagsbuchhandlung
- Lilie, Ralph-Johannes; Ludwig, Claudia; Zielke, Beate; et al. (2013). Prosopographie der mittelbyzantinischen Zeit Online. Berlim-Brandenburgische Akademie der Wissenschaften: Nach Vorarbeiten F. Winkelmanns erstellt
- Tavernier, Jan (2007). «*Tigra-». Iranica in the Achaemenid Period (ca. 550–330 B.C.): Lexicon of Old Iranian Proper Names and Loanwords, Attested in Non-Iranian Texts. Lovaina e Paris: Peeters Publishers
- Toumanoff, Cyril (1990). Les dynasties de la Caucasie chrétienne de l'Antiquité jusqu'au xixe siècle: Tables généalogiques et chronologiques. Roma: Edizioni Aquila