Aspetes

Aspetes (em grego: Ἀσπέτης; romaniz.: aspétе̄s) ou aspete (em armênio: Ասպետ; romaniz.: aspet) foi um título militar hereditário da nobreza armênia, geralmente utilizado pela família Bagratúnio.

Etimologia

Aspetes (Ἀσπέτης; Ասպետ) derivou do persa antigo *viθa/visapati (chefe do clã),[1] ou mais provavelmente de *aspapati (de aspa-, "cavalo", e -pati, "senhor, chefe"). Em sua forma persa antiga, tem paralelo com o sânscrito aśvapati. Por abreviação fonética, a forma reduziu-se a *aspati,[2] o que deu origem ao termo armênio, ao persa médio aspebade ou aspebede (aspbad/-bed)[3][4] e ao árabe asbata (اسباته, asbāṭa).[2]

Uso

Assume-se que aspetes do termo iraniano que designava o mestre do cavalo. Para Cyril Toumanoff, no entanto, provavelmente deve sua existência na Armênia à imitação do nome Aspabade (Aspāhbad), uma das sete grandes casas da Pártia. Ele justifica sua interpretação no fato de que o exército armênio, composto predominantemente de cavalaria, estava sob comando do asparapetes, não deixando espaço para um mestre do cavalo. Como o malcaz da família Corcorúnio, aspetes parece ter sido o título especial e gentilício dos bagrátidas, do qual derivou o outro nome deles, Aspetúnio. Quase não há referências de historiadores armênios do período arsácida para quaisquer bagrátidas no comando das forças do rei, o que reforça essa hipótese. Sabe-se que o título desapareceu após a conquista árabe da Armênia.[5] A família nobre bizantina de origem armênia Aspieta teve seu nome derivado de aspetes.[6]

Referências

  1. Adontz 1970, p. 312.
  2. a b Ačaṙean 1926–1935, p. 423.
  3. Markwart 1930, p. 68.
  4. Hübschmann 1897, p. 109.
  5. Toumanoff 1963, p. 202, 324-26.
  6. Kajdan 1991, p. 211–212.

Bibliografia

  • Ačaṙean, Hračʻeay (1926–1935). «Ասպետ». Hayeren armatakan baṛaran Հայերեն արմատական բառարան [Armenian Etymological Dictionary]]. Erevã: Yerevan University Press 
  • Adontz, Nicholas (1970). Armenia in the Period of Justinian. The Political Conditions Based on the Naxarar System. Translated with Partial Revisions, a Bibliographical Note and Appendices, by N.G. Garsoïan. Lovaina: Peeters Publishers 
  • Hübschmann, Johann Heinrich (1897). Armenische Grammatik I. Armenische Etymologie. Lípsia: Druck und Verlag von Breitkpf & Hartel 
  • Markwart, Joseph (1930). «Die Genealogie der Bagratiden und das Zeitalter der Mar Abas und Ps. Moses Xorenaci». Caucasica. 6/2 
  • Toumanoff, Cyril (1963). Studies in Christian Caucasian History III. Washington: Georgetown University Press