Malcaz

Malcaz (em grego: μαλχαζ, malchaz; em armênio: մաղխազ, małχaz[1]), na Armênia Antiga e Medieval, era um título hereditário, de possível origem tribal, utilizado pelos chefes da família Corcorúnio. Talvez possa ter relação com o malcazu (malḫazu) acadiano ou o maleque (ملك, malik) árabe. Fausto, o Bizantino e Agatângelo fazem menção ao termo, sem definir seu significado. Moisés de Corene assumiu que se tratava de um cargo ocupado pelo comandante da guarda real, mas tal acepção não é registrada em outras fontes. Por ser hereditário entre os Corcorúnios, por vezes o sobrenome da família foi registrado como Malcazuni (Մաբխազունի, Małχazuni)[2] e Malcazeã (Մաբխազեան, Malχazean; Malcaz + sufixo patronímico -ean[3]).[4]

Referências

  1. Toumanoff 1963, p. 209, nota 237; 325, nota 88.
  2. Fausto, o Bizantino 1989, p. 542.
  3. J̌ahukyan 1998, p. 5–48.
  4. Fausto, o Bizantino 1989, p. 372.

Bibliografia

  • Fausto, o Bizantino (1989). Garsoïan, Nina, ed. The Epic Histories Attributed to Pʻawstos Buzand: (Buzandaran Patmutʻiwnkʻ). Cambrígia, Massachusetts: Departamento de Línguas e Civilizações Próximo Orientais, Universidade de Harvard 
  • J̌ahukyan, Geworg (1998). «-եան». Hin hayereni verǰacancʻneri cagumə [The Origin of Old Armenian Suffixes]. Erevã: Anania Širakacʻi 
  • Toumanoff, Cyril (1963). Studies in Christian Caucasian History. Washington: Georgetown University Press