Pórcio Festo

Governadores da Judeia

Pórcio Festo foi o 5º procurador romano da Judeia, entre os anos de 60 a 62 d.C., durante o reinado de Nero, tendo sucedido a Antônio Félix e sendo sucedido por Luceio Albino. O nome "Festo" vem do latim "festus", "alegre".[1]

Biografia

O tempo exato em que Festo governou a Judeia é desconhecido, no entanto, sabe-se que ele morreu antes do verão de 62, isso porque, nessa época, a província já estava sob a administração de seu sucessor, conforme dito por Flávio Josefo em Guerra Judaica, VI. 5. 3. Com base nisso, e nos acontecimentos de seu governo, conforme relatados por Josefo, estimasse que ele governou por dois ou três anos, como sugere Karl Wieseler.

F. F. Bruce] observa que, embora a data exata da destituição de Félix seja debatida, uma mudança na cunhagem judaica datada do quinto ano de Nero sugere uma deposição por volta de 50 d.C. [2]

Conybeare e Howson apresentam um argumento extenso para a substituição ter ocorrido em 60 d.C.[3]

Festo herdou muitas das dificuldades deixadas por seu antecessor, particularmente as tensões em torno da política romana de conceder privilégios cívicos aos judeus. Sua administração foi ainda mais prejudicada devido a disputa entre Herodes Agripa II e os sacerdotes a respeito de um muro erguido no Templo que bloqueava a vista da nova ala do palácio de Agripa em Jerusalém.

No entanto, apesar desses problemas, Festo foi considerado um governador justo e capaz — ao contrário de seu antecessor. Ele trabalhou para pacificar a zona rural, que vivia agitada pelos sicários e por salteadores, obtendo razoável êxito nessa empreitada.

Festo morreu no exercício do cargo, deixando vazio de poder temporário que mergulhou Jerusalém na anarquia. Foi nessa época que mataram Tiago, irmão de Jesus.

Narrativa bíblica

Os Atos dos Apóstolos narram que o apóstolo Paulo de Tarso teve sua audiência final perante Festo, que tentou induzir Paulo a ir a Jerusalém para ser julgado. No entanto, Paulo decidiu apelar ao imperador, como era seu direito como cidadão romano. Isso resultou no envio de paulo a Roma para ser julgado, embor o próprio Festo tivesse dificuldades em detalhar as acusações contra ele.

Os Atos dos Apóstolos registram que o apóstolo Paulo teve sua audiência final perante Festo, que tentou persuadi-lo a retornar a Jerusalém para ser julgado. Paulo, no entanto, exerceu seu direito como cidadão romano e apelou ao imperador. Como resultado, ele foi enviado a Roma para ser julgado — embora o próprio Festo tivesse dificuldades em articular as acusações específicas contra ele.Atos24 27: Atos 24:1–27

Ver também

Referências

  1. GEHMAN, Henry Snyder, ed. (1974). The New Westminster Dictionary of the Bible. 2a. Impress. Philadelphia: Westminster Press. p. 297 
  2. Bruce, Frederick Fyvie (1983). New Testament History [História do Novo Testamento] (em inglês). [S.l.]: Doubleday. pp. 345f 
  3. Conybeare, William John; Howson, John Saul. The Life and Epistles of Saint Paul [A Vida e as Epístolas de São Paulo] (em inglês). Hartford: The S. S. Scranton Company. pp. 899f 

Precedido por
Marco Antônio Félix
Governadores da Judeia
Pórcio Festo (60-62)
Sucedido por
Lucélio Albino