Os 3 do Nordeste
| Os 3 do Nordeste | |
|---|---|
| Origem | Campina Grande |
| País | |
| Gênero(s) | Forró |
| Período em atividade | 1969 – presente |
| Gravadora(s) | Entré/CBS Copacabana Unacam Art Show |
| Afiliação(ões) | Jackson do Pandeiro |
| Integrantes | Lulu (vocal e triângulo) Dudu Lima (zabumba) |
| Ex-integrantes | Zé Pacheco (sanfona) Zé da Ema (vocal) |
Os 3 do Nordeste (também grafado Os Três do Nordeste) é um grupo brasileiro de forró, formado por cantores, instrumentistas e compositores nordestinos. O trio é considerado um dos mais importantes representantes do forró tradicional.
O grupo foi inicialmente batizado de Trio Estrela do Norte, depois passou a se chamar Trio Luar do Sertão e, finalmente, adotou o nome definitivo de Os 3 do Nordeste. Surgido em Campina Grande, na Paraíba, em 1969, o trio original era formado por Parafuso, Zé da Ema e Zé Pacheco. Pouco tempo depois, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde realizavam apresentações frequentes na Central do Brasil.
Em 1972, o Trio Nordestino havia deixado a gravadora CBS rumo à Copacabana, e o produtor Abdias, responsável pelas gravações regionais da CBS, buscava um novo trio para ocupar o espaço deixado. O cantor Jackson do Pandeiro indicou o Trio Luar do Sertão, que foi convidado a realizar um teste. Até então, Zé Pacheco era o vocalista principal, mas a pedido de Abdias, Zé Cacau assumiu os vocais a partir dali. Em 1974, pela Entré/CBS, Os 3 do Nordeste lançaram seu primeiro LP intitulado É Proibido Cochilar.[1]
Durante a década de 1970, o trio lançou diversos álbuns e consolidou-se como um dos principais nomes da música popular brasileira no segmento do forró tradicional. Em 1978, já no selo Uirapuru/CBS, o grupo alcançou grande sucesso nacional com o xote Por Debaixo dos Panos, composição de Cecéu, que viria a ser regravada por artistas como Ney Matogrosso. O LP, intitulado Forró do Poeirão, também apresentou outros grandes sucessos, como os baiões Forró do Poeirão, de Antônio Barros, e Bicho Homem, também de Cecéu.[2]
Essa formação permaneceu até 1979, quando Zé Cacau deixou o trio, sendo substituído por Erivan Alves Almeida (conhecido como Mestre Zinho), que permaneceu até o final da década de 1980, sendo sucedido por Marrom. Ao longo das décadas seguintes, o grupo passou por diversas formações, mantendo sempre a identidade sonora característica e o compromisso com o forró autêntico. O único integrante original que permaneceu até os anos 2010 foi Parafuso.
Em 3 de outubro de 2016, durante uma turnê pela Europa, o trio perdeu seu último membro fundador, Carlos de Albuquerque Melo, conhecido como Parafuso, que faleceu em Colônia, na Alemanha, após sofrer um acidente vascular cerebral aos 76 anos.
Legado
Com mais de cinco décadas de trajetória, Os 3 do Nordeste são reconhecidos como um dos pilares do forró tradicional, influenciando diversas gerações de artistas e preservando o estilo autêntico consagrado por nomes como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. O grupo é lembrado por manter viva a essência do forró pé-de-serra, com arranjos simples, letras populares e valorização das raízes nordestinas.
Referências
- ↑ «Os Três do Nordeste». Dicionário da Música Popular Brasileira. Consultado em 23 de julho de 2019
- ↑ «Os 3 do Nordeste». Paraíba Criativa. 17 de agosto de 2017. Consultado em 23 de julho de 2019