Várzea Grande Esporte Clube

Várzea Grande EC
Nome Várzea Grande Esporte Clube
Principal rival Operário VG
Fundação 8 de agosto de 2002 (23 anos)
Mando de jogo em Estádio Dito Souza
Capacidade (mando) 2 600 torcedores
Presidente Atahide Mello
Treinador(a) Arthur
Material (d)esportivo APP Uniformes
Competição Mato Grosso Mato-Grossense
Website vgeclube.com
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo

O Várzea Grande Esporte Clube (acrônimo: VGE), também conhecido como VG, é um clube de futebol brasileiro sediado na cidade de Várzea Grande, no estado do Mato Grosso, fundado em 8 de agosto de 2002. Foi fundado como Operário Futebol Clube para substituir o Operário VG, que havia se licenciado, portanto suas cores e escudo eram semelhantes ao antigo Operário. Agora como Várzea Grande, mudou sua identidade, adotando um novo escudo e atualizando suas cores para o vermelho, o preto e o branco.

História

O clube foi fundado em 8 de agosto de 2002 pelos desportistas José Maria Fratuchelli (ex-presidente da Federação Mato-grossense de Motociclismo) e Alceu Provatti (ex-diretor do Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense), para substituir o próprio CEOV nas competições após ser licenciado devido a muitas dívidas acumuladas. Com isso, o novo clube adquiriu as vagas nas competições que o antigo clube disputaria, além das cores, uniforme, escudo, hino e títulos. [1]

O Operário já começou tendo um grande desafio pela frente, participou da Copa do Brasil de 2003 e enfrentou o Palmeiras na primeira fase, sendo eliminado com duas derrotas (1x0 em Cuiabá e 5x1 em São Paulo). No Estadual, o Operário só voltou a final em 2005, enfrentando o Vila Aurora. A primeira partida foi no estádio Verdão em Cuiabá acabou empatada em 2 a 2. No segundo confronto, na cidade de Rondonópolis, o tricolor perdeu por 3 a 1. Esse resultado deu o vice-campeonato ao tricolor. O atacante Rinaldo do Operário foi artilheiro do campeonato com 16 gols ao lado de Moreno do Vila Aurora. Jogo de volta: [2]

Domingo, 3 de julho de 2005 Vila Aurora  3 – 1  Operário FC Estádio Luthero Lopes, Rondonópolis
18:00
Gol marcado aos 11' 1T minutos de jogo 11' 1T' Carioca
Gol marcado aos 27' 1T minutos de jogo 27' 1T' Carioca
Gol marcado aos 32' 1T minutos de jogo 32' 1T' Peta
Convertido Luizão Árbitro: Rio Grande do SulCarlos Eugênio Simon

Operário: Ernandes, Peta, Marcelo do Ó e Evandro; Baiano, Kiko, Betinho, Elias (Fernando) e Lucianinho; Rinaldo e Gil (Éder Grillo). Técnico: Carlos Henrique Pedroso, Mosca.

O 1º Título

Ainda em 2005, o primeiro título do novo/velho clube. Uma partida que entrou para história do futebol mato-grossense, reunindo mais de 20 mil pagantes no Verdão para o confronto contra o seu rival Mixto, o confronto dos dois times mais tradicionais do estado. Radiante, o time tricolor venceu a primeira partida no dia 19 de Novembro de 2005 por 1 a 0 com gol do lateral Fabiano. Nesta segunda partida, no dia 27 de Novembro de 2005, o tricolor precisava apenas do empate, e foi o que aconteceu, empatando em 2 a 2 e sagrando-se Campeão da II Copa Governador, atual Copa FMF. O capitão da equipe, o goleiro Ernandes ergue o troféu de campeão diante de sua torcida no estádio Verdão.

Domingo, 27 de novembro de 2005 Mixto  2 – 2  Operário FC Verdão, Cuiabá
18:30
Público: 20 000
Árbitro: Mato GrossoMaurício Aparecido Siqueira

Operário: Ernandes Pantaneiro; Polaco, João Bosco, Ataliba e Fabiano; Léo, Betinho, Guga e Fernando Vilanova; Ely e Miguel. Técnico: Carlos Henrique Pedroso, Mosca.

Grandes Feitos

Em 2006, o Fluminense foi o adversário na Copa do Brasil. O Tricolor jogou melhor do que na edição passada, mas mesmo assim foi eliminado na primeira fase. Veio o Estadual e com ele a base de 2005, e o técnico Mosca no comando. No meio da caminhada, o técnico Mosca pediu demissão e a diretoria contratou Carlos Rufino. Carlos Rufino continuou com a base de Mosca e mesclou seu trabalho. Sucesso absoluto e o tricolor trilhou rumo ao título Estadual.

Foram dois jogos contra o Barra do Garças na final, e nas duas partidas deu Operário. E o tricolor levantou o troféu de campeão, o 1º como Operário e o 14º título Estadual, juntando com os demais conquistados pelo Operário VG. Rinaldo foi artilheiro do campeonato mais uma vez, mas dessa vez isolado com 14 gols. [3]

Primeira partida da final – Operário 2 x 0 Barra das Garças
Quarta-feira, 24 de maio de 2006 Operário FC  2 – 0  Barra do Garças Verdão, Cuiabá
20:30
Gol marcado aos 17' 1T minutos de jogo 17' 1T' Wender
Gol marcado aos 30' 2T minutos de jogo 30' 2T' Wender
Árbitro: Mato GrossoJamil Rodrigues

Operário: Ernandes, Simoney (Éder Grillo), Maurício Canhão, Ataliba e Fabiano; Édson Nascimento (Fábio Pastor), Rafael e Wender; Odil, Ronaldo Paulista (Luiz Fernando) e Rinaldo. Técnico: Carlos Rufino.

Segunda partida da final – Barra das Garças 1x2 Operário
Domingo, 28 de maio de 2006 Barra do Garças  1 – 2  Operário FC Zeca Costa, Barra do Garças
15:00
Gol marcado aos 17' 2T minutos de jogo 17' 2T' Rinaldo Gol marcado aos 17' 1T minutos de jogo 17' 1T' Alexandre
Gol marcado aos 23' 1T minutos de jogo 23' 1T' Odil
Público: 4 000
Árbitro: Mato GrossoLuiz Alberto Dip

Operário: Ernandes, Fábio Pastor, Maurício Canhão, Ataliba e Fabiano; Rafael, Wender, Gugo (Luiz Fernando) e Odil (Simoney); Ronaldo Paulista (Tony) e Rinaldo. Técnico: Carlos Rufino.

Brasileiro da Série C

O ano de 2006 ainda reservava a estreia do Tricolor na Série C do Brasileirão. O Operário caiu no Grupo 3, junto com o conterrâneo Mixto e com Araguaína do Tocantins e Ulbra-RO, terminando na liderança do grupo. Porém, na segunda fase caiu no grupo com Maranhão do estado homônimo, Ananindeua e Tuna Luso, ambos do Pará e foi eliminado. No total, Foram 12 partidas sendo: 14 pontos ganhos, 3 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, terminando em 31º lugar na classificação geral. [4]

Proposta de fusão com o CEOV

Apesar de ter-se como líquida a herança do patrimônio histórico e cultural do antigo Operário CEOV ao atual Operário, surgiu um movimento no arbitral do Campeonato Mato-grossense da 2ª Divisão de 2009 de um grupo de empresários e cartolas para o reerguimento do tradicional CEOV. Com isso Várzea Grande passaria a ter dois clubes com a mesma camisa, o mesmo escudo, o mesmo hino. Com a derrocada do CEOV, surgiu uma sinalização no sentido de unificar-se os dois grupos[5].

2011: O Primeiro Rebaixamento e Venda

Depois de alguns anos de altas conquistas, o clube começa a perder o fôlego. Um clube sem presidente e tocado apenas por colaboradores foi o retrato do Operário, ao ser rebaixado no Estadual de 2011. A um mês abandonado por Daniel Terroso, indicado para presidir o Tricolor várzea-grandense no início da temporada, a equipe cai sem apresentar um futebol convincente. No início, a diretoria sob comando de Terroso, que chegou a prometer uma "revolução" no clube, demonstrava animação. Chegou até a anunciar o ex-jogador Beto Cuiabano, natural de Várzea Grande, como gerente de futebol, mas para a imprensa, o ex-jogador negava que tenha aceitado o cargo. Ele cobrava seriedade e comprometimento da diretoria tricolor, que com o passar do tempo demonstrou total amadorismo.

Decepcionados com o pífio desempenho do time na atual temporada e com o descrédito vindo com o rebaixamento, os principais colaboradores do clube-empresa Dudu Campos, vereador Maninho de Barros, o empresário Azama e Hirideu Cipriano já falam em reativar o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense para disputar o Estadual da Segunda Divisão.

Após essa dissolução, o clube foi repassado ao empresário Aílton Azambuja confirmou a participação do clube no Campeonato Estadual da Segunda Divisão, torneio disputado no mês de julho do mesmo ano. Ele reafirmou à sua disposição de não abrir mão do direito da equipe em representar Várzea Grande na principal competição de acesso, já que na cidade há um movimento para a reativação do tradicional Clube Esportivo Operário Várzea-grandense (CEOV), apelidado no meio como "Chicote da Fronteira". Após este anúncio, o time foi vendido ao empresário carioca Sebastião Viana, que já chegou pagando algumas dívidas do clube e preparando para a disputa da divisão. [6] Neste início de reconstrução de sua história, o Operário ficará longe de suas origens, raízes. O novo presidente do clube Sebastião Marques Viana confirmou a cidade pantaneira de Poconé, a 100km de Várzea Grande, como base para a reta final de sua preparação para o Campeonato Mato-grossense da Segunda Divisão, marcado para ser aberto no dia 2 de julho.

Problemas com o Operário original

O movimento de reativação do CEOV, o Operário VG, finalmente torna-se realidade em 2013. Ambos os clubes, coincidentemente estariam disputando a mesma Segunda Divisão do Estadual e passaria a ser clubes gêmeos, ocorrendo até mesmo o confronto entre eles. [7]

A partir daí, começou uma guerra entre os Operários sobre os direitos de uso da marca, já que o Operário LTDA utilizava do mesmo escudo, hino, uniforme, cores, estrutura e títulos. O Operário VG conseguiu uma liminar onde obrigava o Operário LTDA a não usar mais o seu nome, hino e história com pena de multa diárias.[8].

Em 2015, a situação começa a se agravar e Sebastião Viana começa a pensar em colocar o clube a venda.[9] Mesmo com essa crise, depois de anos tentando retornar para a Primeira Divisão, o Operário LTDA sagra-se campeão da Segunda Divisão de 2015 ao vencer o Araguaia. Porém, no Mato-Grossense de 2017 novamente o Tricolor foi rebaixado.

O Novo Operário LTDA

Em 2017, novamente o presidente Sebastião Viana quer vender o clube, a para isso toma uma atitude diferente: decide vendê-lo através de uma postagem no Facebook. [10]. Novamente, o presidente não conseguiu compradores, e em 2018, depois de inúmeras derrotas na justiça para o Operário VG, o Operário LTDA começa o seu processo de desvincular a imagem do "Operário de Várzea Grande". Para a disputa da 2ª Divisão, o Operário mudou de escudo e suas cores passaram a ser rubro-negras, inspirados do Flamengo, nome este que o clube pretendia adotar, mas que não foi pra frente.[11][12]. Em 2018 o clube foi novamente campeão da 2ª divisão do Mato-Grossense, mas em 2019 foi novamente rebaixado.

Venda do Operário LTDA

O clube veio a ser vendido no ano de 2021 para um grupo de empresários e passando por uma reformulação de suas identidades.

O Operário passou a usar as cores azul, vermelho e branco. O escudo utilizado foi uma versão mais simplificada, com apenas um "O" azul, no meio de um emblema vermelho de fundo branco.

Mudança de identidade

Em 2025, o Operário, para desvincular-se do CEOV, decide mudar sua identidade, passando a se chamar Várzea Grande Esporte Clube. Para tanto, o clube lançou nas redes sociais um concurso cultural para a criação do novo escudo do Várzea Grande EC. Segundo o presidente Atahide Mello, a mudança busca valorizar a cidade e distanciar o clube da constante confusão com o rival homônimo.[13]

Títulos

Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Mato-Grossense 1 2006
Copa FMF 1 2005
Campeonato Mato-Grossense Feminino 4 2014, 2018, 2019 e 2024
Campeonato Mato-Grossense - 2ª Divisão 2 2015 e 2018
Campeonato Mato-Grossense Sub-17 1 2023
Campeonato Mato-Grossense Sub-11 1 2023

Campanhas

Torneios estaduais

Mato Grosso Campeonato Mato-Grossense de Futebol

Ano 1ªD 2003 1ªD 2004 1ªD 2005 1ªD 2006 1ªD 2007 1ªD 2008 1ªD 2009 1ªD 2010 1ªD 2011 2ªD 2012
Pos. ND 10º 12º Baixa
Ano 2ªD 2013 2ªD 2014 2ªD 2015 1ªD 2016 1ªD 2017 2ªD 2018 1ªD 2019 2ªD 2020 2ªD 2021 2ªD 2022
Pos. Aumento 11º Baixa Aumento 10º Baixa ND ND
Ano 2ªD 2023 2ªD 2024 2ªD 2025 1ªD 2026
Pos. Aumento 10º Baixa

Mato Grosso Copa FMF

Ano 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2019
Pos.

Torneios nacionais

Brasil Campeonato Brasileiro - Série C

Ano 2006
Pos. 31º

Brasil Copa do Brasil

Ano 2003 2006 2007
Pos. 61º 54º 61º

Ver também

Referências

  1. Rodrigo Oliveira (9 de novembro de 2012). «OPERÁRIO-MT: TRÊS CLUBES EM UM». História do Futebol. Consultado em 18 de dezembro de 2019 
  2. «Campeonato Mato-Grossense 2005». Bola n@ Área 
  3. «Campeonato Mato-Grossense 2006». Bola n@ Área 
  4. «Campeonato Brasileiro Série C 2006». Bola n@ Área 
  5. "Fusão de forças pode reconstruir o Operário"[ligação inativa], Gazeta Digital, 12/12/2009
  6. Robson Boamorte (8 de junho de 2011). «Operário é vendido para empresário carioca». Repórter MT. Consultado em 18 de dezembro de 2019 
  7. Robson Boamorte (17 de maio de 2013). «CEOV é reativado e Segundona de MT terá Operário x Operário». GloboEsporte.com. Consultado em 18 de dezembro de 2019 
  8. «CEOV x Operário Ltda: Time empresa terá que trocar de cores e uniforme». GloboEsporte.com. 3 de julho de 2013 
  9. «Com futuro incerto, Sebastião Viana coloca Operário Ltda à venda». GloboEsporte.com 
  10. «Clube de futebol em MT é vendido em rede social: "Se não anunciar, não vende!"». GloboEsporte.com 
  11. «Operário confirma mudança de nome e participação no Mato-grossense do próximo ano». SóNotícias. 13 de outubro de 2018. Consultado em 18 de dezembro de 2019 
  12. «Operário vai mudar de nome em 2019». 24Horas. 31 de julho de 2018. Consultado em 18 de dezembro de 2019 
  13. «Operário FC muda de nome e vira Várzea Grande EC para evitar confusão com homônimo». O Mato Grosso. 27 de outubro de 2025. Consultado em 28 de outubro de 2025 

Ligações externas