Estádio José Fragelli
| Verdão Governador José Fragelli | |
|---|---|
![]() O estádio no dia do lançamento da demolição em 8 de agosto de 2009 | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Estádio Governador José Fragelli |
| Nomes alternativos | Verdão |
| Construção | 1973 |
| Inauguração | 8 de abril de 1976 |
| Partida inaugural | Mixto 2–0 Dom Bosco |
| Primeiro gol | Pastoril (Mixto) |
| Fechado | 2010 |
| Demolição | 2010 |
| Proprietário(a) | Governo do Estado de Mato Grosso |
| Capacidade | 55.000 pessoas |
| Público recorde | 47.324 pessoas (10 de fevereiro de 1980) Mixto 1–7 Flamengo |
| Geografia | |
| País | Brasil |
| Localização | Cuiabá, |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
| Utilização esportiva | |
| Gramado | Grama natural (105 x 68 m) |
O Estádio José Fragelli, ou por seu apelido, Verdão, foi um estádio de futebol da cidade de Cuiabá, estado de Mato Grosso, que atendia a vários times do estado. Foi demolido no ano de 2010 para dar lugar à Arena Pantanal, um novo estádio para ser utilizado na Copa de 2014.
História
Construção
O novo estádio, com capacidade prevista para 55 mil pessoas e projeto arquitetônico de Silvano Wendel, iria substituir o acanhado Estádio Presidente Dutra, em que cabiam apenas 7 mil. Iniciado em 1973, o Verdão foi motivo de duras críticas à administração do governador José Fragelli, mas teve o apoio do presidente da CBD João Havelange. Orçado em Cr$ 1.200.000,00, conseguidos com a alienação de 2 milhões de hectares no norte do estado para o Senado Federal, a obra se iniciou em 1974 na administração Fragelli, e seria concluída em 1976, sob o sucessor José Garcia Neto.[1]
Inauguração
No dia 12 de março de 1975, a equipe do Fluminense e a Seleção de Cuiabá se enfrentaram na partida que comemorava a conclusão parcial das obras, quando na oportunidade a equipe de Cuiabá entrou para a história balançando pela primeira vez as redes do "Verdão".[2] No ano seguinte, 8 de abril, o estádio era finamente concluído com a presença do Flamengo e um quadrangular entre os clubes da capital, Mixto, Operário e Dom Bosco, assistido por mais de 44 mil torcedores. Em 34 anos de história, o Verdão abrigou cinco jogos da Seleção Brasileira de Futebol: Brasil x Suiça em 1981; Brasil x Equador em 1989; Brasil x Finlândia, em 1992 (veja o vídeo) e Brasil x Islândia, em 2002.[1]
Copa de 2014
Em 2009, o Verdão já havia sido interditado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por falta de segurança. Os responsáveis pela campanha de Cuiabá para sediar a Copa de 2014 inspecionaram o Verdão e descobriram problemas estruturais que fizeram o projeto prever a demolição do estádio para construir um novo, a Arena Pantanal.[1] Em maio de 2010, com Cuiabá já escolhida como uma das 12 sedes da Copa, a demolição do Verdão foi iniciada.[3] tendo terminada a maior parte em junho.[4] A última parte do Verdão a ser demolida foi a bilheteria 4, que dava acesso à arquibancada descoberta, em outubro de 2013.[5]
O público recorde do estádio foi registrado no dia 10 de fevereiro de 1980, quando o Flamengo goleou o Mixto por 7 a 1, com 47.324 pessoas.[6]
Jogos importantes
Os jogos de maior importância do Verdão foram quatro amistosos da Seleção Brasileira de Futebol.
| Ano | Status da partida | Equipe #1 | Placar | Equipe #2 |
|---|---|---|---|---|
| 1981 | Amistoso | Brasil |
2 – 0 | |
| 1989 | Amistoso | Brasil |
1 – 0 | |
| 1992 | Amistoso | Brasil |
3 – 1 | |
| 2002 | Amistoso | Brasil |
6 – 1 |
Ver também
- Lista de estádios de futebol do Brasil
Notas
Referências
- ↑ a b c Da construção à demolição: Estádio Verdão e suas histórias
- ↑ Globo.com (16 de abril de 2022). «Você sabia? Fluminense inaugurou estádio onde fica a Arena Pantanal em jogo de 42º, gol fantasma, taça...». Consultado em 29 de abril de 2022
- ↑ [1]
- ↑ http://www.mixtonet.com/2010/06/velho-verdao-ja-foi-totalmente-demolido.html
- ↑ [2]
- ↑ BoamorteCuiabá, Por Robson. «Da construção à demolição: Estádio Verdão e suas histórias». globoesporte.com. Consultado em 21 de abril de 2021
Referências gerais
- Enciclopédia do Futebol Brasileiro, Volume 2 - Lance, Rio de Janeiro: Aretê Editorial S/A, 2001.


