Ocimum gratissimum
Manjericão-de-ceilão
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| Ocimum gratissimum L. | |||||||||||||||
Ocimum gratissimum, comummente conhecida como manjericão-de-ceilão[1], é uma planta arbustiva, pertencente à família das Lamiáceas,[2] provavelmente originária da Índia, própria de regiões tropicais e conhecida pelas suas folhas aromáticas.
Nomes comuns
Além do substantivo «manjericão-de-celião», esta espécie é amiúde conhecida pelos nomes comuns «alfavaca»[3], «manjericão»[4] e «basilicão»[5], os quais, por sua vez, partilha com uma infinidade de outras espécies da família das Lamiáceas e do género Ocimum, especialmente a espécie Ocimum basilicum.
Brasil
No Brasil, onde esta espécie é subespontânea[6], é conhecida regionalmente como: alfavacão, manjericão-cheiroso[7], alfavaca-cravo, atroveram e manjericão-aniz.
São Tomé e Príncipe
No arquipélago de São Tomé e Príncipe, onde esta espécie também é subspontânea[6], é conhecida regionalmente como micocó.[8]
Usos medicinais
O óleo essencial de Ocimum gratissimum contém 70-80% de eugenol (Gupta, 1994; Lorenzi & Matos, 2002), sendo importante a para a produção comercial de eugenol na Índia, onde vem sendo cultivada. A planta mostra alguma evidência de atividade antibacteriana, sendo bastante utilizada na medicina, indústria e agricultura em função das propriedades antifúngica, antibacteriana, antidiarreica, hipoglicemiante e anti-inflamatória. Apresenta ainda, ação antisséptica local, sendo utilizada como aromatizante bucal.[9]
Estudos apontam que podem ocorrer variações drásticas na composição química do óleo essencial, quando a planta é coletada em diferentes horários, na região equatorial, especificamente na cidade de Fortaleza, capital do Ceará no Brasil. Nessa localidade, a concentração de eugenol pode variar de 98% quando a coleta é realizada ao meio dia, para aproximadamente 11%, se a coleta da espécie for realizada no final da tarde, aproximadamente às 17h:00min.[10]
Testes em cobaias provaram que o óleo essencial relaxa os músculos do intestino delgado, de acordo com o uso tradicional da planta para o tratamento de distúrbios gastrointestinais[11] e do trato urinário.[12] O banho preparado com as folhas é usado externamente para combater qualquer tipo de micose. O xarope das folhas com mel é usado contra tosses, dores de cabeça e bronquites.[13] A decocção das raízes é usada contra diarreias, distúrbios do estômago, dores de cabeça e como sedativo para crianças. O xarope preparado com as raízes é indicado contra tosses e dores de cabeça.[6]
Na etnobotânica de São Tomé e Príncipe são reputadas qualidades afrodisíacas às raízes e às folhas desta espécie.[14]
Uso culinário
É uma planta com diversas aplicações na área da culinária, é utilizada em molhos de macarrão, pizzas e temperos para churrascos. Os ramos ainda verdes são usados em saladas, ou, secos, como condimento.[carece de fontes]
Na culinária de santomense, as folhas do micocó são um dos ingredientes tradicionais usados na confecção do prato tradicional, blablá[15], um estufado de peixe e legumes ricamente condimentado.
Ver também
Referências
- ↑ S.A, Priberam Informática. «MANJERICÃO-DE-CEILÃO». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ "Antidiarrhoeal effects of Ocimum gratissimum leaf extract in experimental animals". Veronica N. Offiah, Unoma A. Chikwendu,Journal of Ethnopharmacology, Vol. 68, No. 1-3, Dec. 15, 1999, pp. 327-330.
- ↑ S.A, Priberam Informática. «ALFAVACA». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ S.A, Priberam Informática. «MANJERICÃO». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ S.A, Priberam Informática. «BASILICÃO». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ a b c DI STASI, Luiz Claudio e HIRUMA-LIMA, Clélia Akiko. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. São Paulo: Unesp, 2002.
- ↑ S.A, Priberam Informática. «MANJERICÃO-CHEIROSO». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ Infopédia. «micocó | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ Detecção de Aethalion reticulatum (L., 1767) (Hemiptera: Aethalionidae) em alfavaca-cravo (Ocimum gratissimum L.) e observações sobre sua ocorrência, por Rando, J.S.S e Lima, C.B. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, vol.12, nº2. Botucatu, abr.- jun. 2010. ISSN 1516-0572.
- ↑ de Vasconcelos Silva, M. G; Craveiro, A. A; Abreu Matos, F. J; Machado, M. I. L; Alencar, J. W (1 de fevereiro de 1999). «Chemical variation during daytime of constituents of the essential oil of Ocimum gratissimum leaves». Fitoterapia (em inglês). 70 (1): 32–34. ISSN 0367-326X. doi:10.1016/S0367-326X(98)00020-3
- ↑ "Antibacterial Activity of Ocimum gratissimum L. Essential Oil", por Celso Vataru Nakamura, Tania Ueda-Nakamura, Erika Bando, Abrahão Fernandes Negrão Melo, Díogenes Aparício Garcia Cortez, Benedito Prado Dias Filho. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Vol. 94(5): 675-678.]
- ↑ Justification for the use of Ocimum gratissimum L in herbal medicine and its interaction with disc antibiotics por Emeka I Nweze e Elizabeth E Eze. BMC Complementary and Alternative Medicine 2009, 9:37
- ↑ Enraizamento de Estacas de Alfavaca (Ocimum gratissimum L.) Arquivado em 22 de novembro de 2010, no Wayback Machine., por Marçal Henrique Amici Jorge, Flávio da Silva Emery e Alessandra Moraes e Silva.
- ↑ Madaleno, Isabel Maria (9 de novembro de 2020). «Medicinal Flora from S. Tomé, Africa» (PDF). ATSAF e.V. Conference on International Research on Food Security, Natural Resource Management and Rural Development: 3. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ Infopédia. «blablá | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 6 de outubro de 2025
