Oceanitídeos
Painhos do sul
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![]() Pelagodroma marina | |||||||||||
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Os painhos dos sul são aves marinhas da família Oceanitidae, que pertence à ordem dos Procellariiformes. Anteriormente estavam incluídos na família Hydrobatidae, que compreende os painhos do norte.[2]
Estas aves de pequena dimensão alimentam-se de plâncton e pequenos peixes, que apanham à superfície da água, muitas vezes enquanto peneiram. O seu voo é agitado e pode fazer lembrar o dos morcegos.
Taxonomia
Os oceanitídeos foram introduzidos em 1881 pelo el zoólogo William Alexander Forbes.[3]
Eles foram tradicionalmente considerado uma subfamília da família Hydrobatidae, mais estudos posteriores da sequência de ADN do citocromo b mostraram que a família era parafilética, sugerindo que em realidade Ocenitidae e Hydrobatidae são famílias distintas.[4] Finalmente o Comitê Ornitológico Internacional[5] considerou ambos grupos como famílias distintas dentro da ordem Procellariiformes.
O mesmo estudo descubriu que os painhos são basais dentro dos Procellariiformes. A primeira divisão foi na família Ocenitidae, com os Hydrobatidae se separando do restante da ordem posteriormente.[4]
Existem cerca de 10 espécies incluídas em 5 gêneros diferentes.
Distribuição e movimentos
Os painhos do sul geralmente se reproduzem no Hemisfério sul a exepção da Calca-mar que também se reproduz em Cabo Verde e nas Ilhas Canárias no Hemisfério norte.[6]
Reprodução
Os painhos nidificam em colônias em ilhas e frequentam os locais de reprodução apenas durante a noite para evitar serem depredadas.[7] Além disso eles frequentemente exibem altos níveis de filopatria, retornando às suas colônias de nascimento para se reproduzir.[8]
São aves monigâmicas que formam casais que podem durar vários anos e geralmente reproduzesem-se em tocas cavadas no solo ou areia ou em pequenas cavidades nas rochas. A fêmea põe apenas um só ovo cada estação reprodutiva e ambos pais o incubam em turnos de até seis dias.
As outras especies de aves marinhas, os painhos do sul são especies selecionadas por K, ou seja elas podem viver muitos anos e investir mais esforço em menor cantidade de filhotes. A incubação sole durar entre 40 e 50 dias e o filhote voa para o mar entre 50 e 70 dias após do nascimento. Os filhotes retornarão à colônia apósde 2 ou 3 anos no mar, mais não se reproduzirão até os 4 anos de idade.[9]
Espécies

Esta família compreende 10 espécies:[10]
- Painho-casquilho, Oceanites oceanicus
- Painho-de-elliot Oceanites gracilis
- Painho-pincoya, Oceanites pincoyae
- Painho-de-dorso-cinzento, Garrodia nereis
- Calca-mar ou painho-de-ventre-branco, Pelagodroma marina
- Painho-de-barriga-branca, Fregetta grallaria
- Painho-de-barriga-preta, Fregetta tropica
- Painho-da-nova-caledónia, Fregetta lineata
- Painho-maori, Fregetta maoriana
- Painho-de-garganta-branca, Nesofregetta fuliginosa
Ver também
Referências
- ↑ «IOC World Bird List». Worldbirdnames.org. Consultado em 25 de Agosto de 2025
- ↑ Carboneras, C. (1992) "Family Hydrobatidae (Storm petrels)" pp. 258–265 in Handbook of Birds of the World Vol 1. Barcelona:Lynx Edicions, ISBN 84-87334-10-5
- ↑ Zoological Society of London.; London, Zoological Society of; London, Zoological Society of (1881). Proceedings of the Zoological Society of London. 1881. London: Academic Press, [etc.] Consultado em 25 de agosto de 2025
- ↑ a b Nunn, G & Stanley, S. (1998) "Body Size Effects and Rates of Cytochrome b Evolution in Tube-Nosed Seabirds" Molecular Biology and Evolution 15(10): 1360-1371 [1] Corrigendum
- ↑ «Family Index – IOC World Bird List». www.worldbirdnames.org. Consultado em 25 de agosto de 2025
- ↑ Brooke, M. (2004). Albatrosses and Petrels Across the World Oxford University Press, Oxford, UK ISBN 0-19-850125-0
- ↑ Bretagnolle, V. (julho de 1990). «Effet de la lune sur l'activité des pétrels (classe Aves) aux îles Salvages (Portugal)». Canadian Journal of Zoology (7): 1404–1409. ISSN 0008-4301. doi:10.1139/z90-209. Consultado em 26 de agosto de 2025
- ↑ Ramos, J.A.; Monteiro, L.R.; Sola, E.; Moniz, Z. (1997). "Characteristics and competition of nest cavities in burrowing Procellariiformes" (PDF). Condor. 99 (3): 634–641. doi:10.2307/1370475. JSTOR 1370475.
- ↑ Schreiber, Elizabeth A. & Burger, Joanne.(2001.) Biology of Marine Birds, Boca Raton:CRC Press, ISBN 0-8493-9882-7
- ↑ Alves, P. e outros (Janeiro de 2023). «Aves do Mundo – Lista de Nomes Portugueses» (PDF) 2.ª ed. https://avesdomundopt.files.wordpress.com/. p. 108. ISBN 979-8215194782. Consultado em 1 de junho de 2023
