Occitanos
![]() Bandeira da Occitânia | |
![]() Occitanos Célebres 1.ª Fileira:2.ª Fileira: | |
| População total | |
|---|---|
| 15.000,000 (2010) [1] | |
| Regiões com população significativa | |
| 10.840,000[2] | |
| 174.476[3] | |
| 7.300[4] | |
| 5.550[5] | |
| Línguas | |
| Occitano (língua principal até o início do século XX[6]), basco, catalão, espanhol, francês, italiano, lígure e piemontês | |
Os occitanos (em occitano: Occitans), são um grupo étnico de língua românica[7] originário do sul da Europa. [8][9] Vários pesquisadores[10][11][12][13][14][15] qualificam como etnia ou grupo étnico a população da região histórica da Occitânia. Esse território abrange regiões diversas em sua geografia, história, dialeto e sentimento de pertencimento.
Os occitanos foram chamados de diferentes maneiras ao longo da história, incluindo catalães, gascões, meridionais, provençais, etc.
Da Idade Média até hoje, os occitanos podem ser designados como uma identidade coletiva por qualificativos como povo,[16][17][18][19] nacionalidade,[20] pátria[21][22][23][24] ou nação.[20][25][26][27]
Etnonímia
O termo occitano surgiu por volta do século XIII, a partir da partícula afirmativa hoc[28][29] e da palavra Aquitan(us). [30]
Individuação e denominação dos occitanos
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Diferentes termos foram usados ao longo da história para designar as populações de língua românica ao sul do domínio de língua de oïl, sobretudo em oposição aos franceses que habitavam a outra metade do Reino da França.
Na época das Cruzadas, os Provinciales (provençais, da Provincia Romana) são contrapostos aos Francigenae. [31] Essa distinção é retomada por Dante Alighieri,[32] que também populariza o termo "língua de oc" para nomear o romance transalpino, e especialmente a língua dos trovadores. Também se utiliza o termo limosino, por razões de prestígio literário. A palavra francesa Provençaux segue a mesma lógica.[33]
A Cruzada Albigense acompanha uma tomada de consciência da identidade occitana. [34]
Assim, um trovador alpino, Albertet, opõe aos "franceses" os catalães, categoria que inclui auvernhates, gascões, limosinos, provençais e vieneses.[35]
A administração dos reis da França, não podendo empregar o termo provincialis, que se referia a territórios maiores que o recém-conquistado Languedoc, decidiu utilizar o termo lingua occitana (língua de oc ou Languedoc).[36]
No mais tardar no século XVI, surge em francês o termo Occitans,[37][38] mas o gentílico Gascões era o mais usado para tudo que não fosse "franchimand" (termo do occitano com conotação pejorativa para "francês"): é o caso, por exemplo, em Pey de Garros,[39][40] em Louis de Montgommery[41] ou no abade de Sauvages. [42]
No século XVIII aparece a noção de Midi (em relação ao centro e ao norte do Reino), e de Méridionaux, menos precisa (bascos, catalães e corsos também são incluídos, às vezes até populações mais ao norte).[43] Os Méridionaux tornam-se alvo, no fim do século XIX[44] e início do século XX,[45] de ataques etnodepreciativos por parte de alguns intelectuais franceses (uma das principais críticas sendo o papel crescente desses grupos na vida política, conduzida exclusivamente em francês). Essas críticas preparam o terreno para o caso do 15.º Corpo de Exército Francês, no qual Méridionaux occitanos, acusados injustamente de ceder frente aos alemães, são fuzilados como exemplo[46] (embora não enquanto tais).
A renovação felibrigiana volta a destacar o termo Provençaux,[47] mas no século XIX[48] e depois no século XX[49] o termo occitano torna-se o mais utilizado[50] para designar o conjunto das populações que falam um dos dialetos da língua de oc (auvernês, gascão, languedociano, limosino, provençal, vivaro-alpino). Esse occitanismo retoma, essencialmente, o meridionalismo caro a Mistral, e dá origem a diversas correntes, cujas organizações políticas, entretanto, não conseguiram ganhar representatividade: o sentimento de pertença occitano não se converteu em sentimento nacional.
O Presidente da França Georges Pompidou, que falava auvernês com seus eleitores de Cantal, declarou que era "auvernês, portanto occitano." [51] Jean Ferniot atribui erroneamente essa frase a Valéry Giscard d'Estaing, cujas origens familiares estão no Puy-de-Dôme. [52] O mesmo presidente Pompidou declarou em seu discurso em Sarre-Union, em 1972: "Não há lugar para as línguas regionais em uma França destinada a marcar a Europa com seu selo". [51]
O Estatuto de Autonomia da Catalunha, modificado em 2006, reconhece no Vale de Aran "uma realidade occitana dotada de identidade cultural, histórica, geográfica e linguística". [53]
Contestação do conceito de etnia aplicado aos occitanos
As diversas abordagens das diferentes disciplinas científicas levantam o problema da escolha de critérios para definir o grupo étnico occitano. Roland Breton, especialista em geografia étnica e linguística, adota, portanto, duas definições de etnicidade. [54] Em sentido estrito, um grupo étnico apresenta traços culturais comuns, cuja característica definidora é uma língua distinta; trata-se de um grupo linguístico. Em sentido mais amplo, mais matizado, porém menos rigoroso e preciso, um grupo étnico é um grupo unido por uma cultura distinta, da qual a língua é apenas um elemento característico entre outros. Este sistema é delimitado por um complexo de traços compartilhados: antropológicos, linguísticos, político-históricos, etc. Nem todos os traços do sistema se desenvolvem no mesmo grau em todos os indivíduos do grupo. Por exemplo, a perda ou ausência da língua étnica não implica automaticamente que os indivíduos não pertençam ao grupo.
Em 1979, na introdução da obra Histoire d'Occitanie, os pesquisadores occitanistas André Armengaud e Robert Lafont definem a Occitânia como uma etnia "não no sentido racial, mas como uma minoria nacional ou comunidade linguística estabelecida em seu território tradicional". [55] Mais tarde, o linguista Pierre Swiggers vê no occitano uma língua étnica. [55] A definição de A. Armengaud e R. Lafont não convence o historiador Patrick Cabanel, para quem os conflitos na ex-Iugoslávia contradizem tal visão. [56] Para Gérard Vaysse, o conceito de etnia occitana não tem fundamento científico, assim como, aos seus olhos, não existe uma etnia francesa. Reconhece, porém, na Occitânia uma identidade linguístico-cultural, embora para ele não exista uma consciência identitária amplamente partilhada. [57]
Para Aurélie Joubert, este debate ilustra as dificuldades de analisar e interpretar a relação entre os indivíduos e a sua própria linguagem. [58] Aurélie Joubert postula que "Se aceitarmos que a identidade étnica é construída, as múltiplas facetas da identidade occitana foram desconstruídas pela influência e hegemonia do centro decisório e unificador do Estado francês". No entanto, ela acrescenta a necessidade de mais estudos sobre o assunto. [59]
Antroponímia
A antroponímia occitana segue o modelo românico geral: um ou vários prenomes, seguidos por um sobrenome patronímico originado de um apelido surgido na Idade Média, quando o crescimento demográfico e a redução do número de prenomes em uso tornaram necessária essa precisão. [60]
A formação incomum de nomes gascões totêmicos começou a desaparecer no século XI para seguir o modelo românico geral, restando ainda alguns vestígios. [60]
Em parte do espaço occitano (Pirenéus, mas também no Albigeois), o sobrenome entrou em concorrência com o nome da casa:[61] em caso de herança feminina, o genro adotava o nome da casa da herdeira. Um exemplo famoso é a adoção do nome Bernadotte de sua esposa pelo ancestral de João Batista Bernadotte (Carlos XIV João), Rei da Suécia. [62]
Tradicionalmente, os sobrenomes occitanos variam em gênero e número. Essa variação, visível especialmente nos atos notariais do antigo regime francês, foi obliterada pela "tradução" dos antropônimos para as línguas dominantes.
Os sobrenomes occitanos são geralmente traduzidos ou adaptados às línguas dominantes dos Estados correspondentes. Na Catalunha, a lei de normalização linguística permitiu o restabelecimento dos antropônimos araneses em sua forma occitana. A mesma possibilidade é oferecida aos occitanos da Itália caso seu nome tenha sido italianizado antes da adoção da lei sobre minorias linguísticas históricas ou se lhes tenha sido recusado o nome de batismo em occitano. Esse nome pode ser transmitido aos descendentes. [60]
Antropologia
Estruturas familiares
Antigamente, as estruturas familiares occitanas eram de outra natureza em comparação com aquelas encontradas na parte Norte da França, como expuseram Emmanuel Todd e Hervé Le Bras, por exemplo em Le Mystère Français. [63]
| “ | "Em linhas gerais, podia-se outrora distinguir, no Norte, a família nuclear [igualitária], típica da Bacia parisiense, que é individualista, com um núcleo simples, autônomo: o pai, a mãe e seus filhos. Quando esses filhos deixam o lar, formam por sua vez uma entidade autônoma.
Esse modelo se opõe à família troncal (famille souche) e aos sistemas complexos, dominantes na Occitânia, onde, quando chegava o momento de se casar, uma criança (geralmente o filho mais velho) permanecia no seio da família inicial, enquanto os outros deviam partir e se virar por conta própria. No Norte da França, encontravam-se os antigos valores franceses de liberdade [laços familiares distantes entre gerações adultas favorecendo o individualismo] e de igualdade [com partes de herança estritamente idênticas e unicamente entre irmãos]. A indústria desenvolveu-se ali, pois os indivíduos podiam se libertar do círculo familiar. Enquanto, no Sul, dominavam os valores de autoridade [laços familiares fortes mesmo entre gerações adultas] e de desigualdade [herança preferencial para um filho ou uma filha, frequentemente o(a) mais velho(a)]. E o artesanato. O catolicismo e a família troncal trazem valores de ajuda mútua, de cooperação, que representam hoje uma vantagem certa em tempos de crise, quando o Estado, pouco a pouco, se desengaja." |
” |
Etnotipos e estereótipos
Para muitos críticos, um fenômeno de folclorização dos meridionais no cinema francês equivale a um colonialismo interno,[64][65] o que entra em contradição com a importância dos "gens du Midi" na vida política e econômica francesa. As pessoas que são originárias dessa região interiorizam e são até mesmo, por vezes, cúmplices dessa visão distanciada de si mesmas, mas destinada ao restante do país e do mundo. [66] Na verdade, é uma visão amplamente parisiense que se impôs pelo cinema desde os anos 1930.
Em francês, o termo pejorativo hâbleur é sinônimo de vários termos designando os occitanos: Bordelais, Gascon, Marseillais, Méridional.[67][68][69][70]
| “ | "Sabe-se que existe na França uma imagem, inicialmente literária, do meridional, exuberante e fanfarrão, ridículo ou presunçoso, hâbleur e inconsistente." | ” |
— X. de Planhol, Géographie historique de la France, Paris, Fayard, 1988, 635 p., p. 153-160 in Marcilloux Patrice, « L'anti-Nord ou le péril méridional », Revue du Nord, 2/2005 (N.° 360-361), p. 647-672, en ligne, DOI : 10.3917/rdn.360.0647.
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História e distribuição geográfica
Os movimentos populacionais dos occitanos, tanto dentro quanto fora da Occitânia, foram objeto de numerosos estudos. Charles Higounet, em um artigo de 1953, baseia-se na toponímia, na antroponímia e nos "provençalismos" (empréstimos do antigo occitano) para estudar o repovoamento do vale do Garona no século XV ou a presença contínua de occitanos na Península Ibérica. [71]
Na Occitânia

A ausência de consideração da etnicidade (ou ao menos das línguas praticadas) nas estatísticas oficiais francesas, italianas e monegascas não permite estabelecer com precisão a proporção de occitanos na população da Occitânia e fora da Occitânia nesses países. Em contrapartida, na Espanha existem estatísticas étnicas que incluem os occitanos. Essencialmente localizado no sudoeste da Europa, na Grande Occitânia (parte francesa), o núcleo dos occitanos inclui também áreas adjacentes do noroeste da Itália, Mônaco e um vale no norte da Espanha. Na edição de 2002 de sua Encyclopédie des Nations sans État, James Minahan estima que os occitanos representam 74% dos habitantes do território chamado Occitânia, os franceses constituindo 14%, os norte-africanos 10%, os espanhóis 1% e outras origens 4%. [72] Os movimentos de população que ocorrem na França desde meados do século XX resultam em uma des-etnização dos territórios.
Diáspora occitana
A presença de occitanos torna-se visível com o surgimento dos sobrenomes que se tornarão nomes de família, quando estes representam o local de origem. É importante destacar que os historiadores franceses e espanhóis frequentemente reduziram à denominação dos Estados contemporâneos a "nacionalidade" dos imigrantes. Contudo, um estudo mais aprofundado dos nomes de pessoas permite demonstrar que a quase totalidade dos "franceses" imigrados na Espanha e nos Países Catalães ao longo da história provinha do sul do Loire. [73]
Anexações pelo Reino da França
Por decisão do rei Luís XI, o Languedoc foi obrigado a fornecer colonos para repovoar Arras, capital do condado de Artois, fiel ao Estado borgonhês e anexado em 1477. [74]
Reconquista

A presença occitana é atestada em Aragão[75], em Navarra, em Castela, nas Astúrias[76] e até na Estremadura leonesa, com numerosos nomes de origem occitana em Salamanca, por exemplo. Esses movimentos estão por vezes ligados às expedições de cruzada da Reconquista. Higounet[77] menciona a liderada por Gaston de Béarn em 1118, na qual este recebeu feudos. [78]
Alguns historiadores e linguistas, como Manuel Alvar, falaram do papel dos occitanos em sentido amplo (e abusivo) no repovoamento de Aragão, particularmente dos gascões e dos languedocianos. Em Jaca, havia um bairro occitano (bourg neuf). As populações gascônias também eram notáveis em Huesca e em Saragoça. No Sistema Ibérico, ocorreu um importante repovoamento por occitanos na bacia do rio Jiloca. Aragão recebeu uma imigração occitana constante, especialmente na época das guerras de religião na França. Muitos sobrenomes são de origem occitana: Guallar (distorção de Guallart), Morlans, Albiac, Cirac, Benaque (hispanização de Benac, como muitos nomes aragoneses que terminam em “-aque”), Les, Morlana, Samatán, Tolosa, etc. [78]
Desde o século XI, a Occitânia (em sentido amplo) tornou-se o coração dos caminhos de Compostela, permitindo realizar uma das maiores peregrinações da cristandade medieval. As implantações occitanas ao longo do caminho reforçaram-se, sobretudo em Jaca e Pamplona. [78]
Os occitanos (em sentido amplo) participaram também de maneira significativa no repovoamento da Navarra por meio de uma imigração contínua. Higounet menciona a tradição do repovoamento de Pamplona por habitantes do Rouergue. Um dialeto occitano do sul dos Pireneus foi falado até o século XVI em Estella-Lizarra, assim como em bairros de Pamplona. Os occitanos, que ali gozavam de franquias burguesas, estavam em conflito com os habitantes indígenas do bairro basco de Navarrería. Esses confrontos constituem uma das origens da guerra de La Navarreria. [78]
Por fim, uma região da Beira Baixa, ao redor de Proença-a-Nova (Portugal), abunda em topônimos que, assim como o falar local, permitem supor uma origem occitana das populações que vieram criar essas aldeias durante a reconquista cristã da região. [79]
Cruzadas do Levante
Em 1102, Raimundo IV de Toulouse fundou, durante as Cruzadas, o Condado de Trípoli, ao norte de Jerusalém. Não era uma colônia no sentido moderno do termo, mas os historiadores concordam que as elites e as tropas eram de origem occitana. [80]
Laços estreitos com os países catalães

Na fachada mediterrânica, as relações são antigas devido às suseranias cruzadas (resultantes de alianças matrimoniais: condes de Barcelona suseranos da Provença e do Gevaudan, reis de Maiorca senhores de Montpellier, interesses dos soberanos de Foix e de Béarn na Catalunha, em Aragão e em Andorra), mas também por causa do comércio marítimo[81] e de eventos políticos:
- A retirada da Coroa de Aragão do Languedoc após a batalha de Muret e a instalação da Inquisição contra os últimos cátaros provocaram um movimento de exílio;
- a conquista das Baleares foi acompanhada por um povoamento das ilhas com catalães e occitanos;
- a conquista do Reino de Valência também se traduziu por uma colonização de povoamento em parte de origem occitana;
- a imigração occitana nos Países Catalães é um fenômeno de longa duração que foi estudado por numerosos pesquisadores catalães.[82][83][84][85]
Aquitânia inglesa

As relações comerciais nos territórios da coroa anglo-normanda favoreceram, na Idade Média, os movimentos entre o oeste dos territórios gascões, o Poitou, o Limosino e as Ilhas Britânicas. [86]
Perseguições contra os valdenses
As perseguições contra os valdenses forçaram alguns deles ao exílio, primeiro na Suíça e depois na Alemanha. As comunidades valdenses em Hesse e Württemberg preservaram a língua até meados do século XX. Outros valdenses se estabeleceram na Calábria por volta de 1350. Apesar dos massacres do século XVI, uma população occitana permaneceu no local, e a língua ainda é falada em Guardia Piemontese. [87]
Guerras religiosas na França

As perseguições religiosas contra os valdensos, após sua adesão ao protestantismo, e contra os calvinistas, após a revogação do Édito de Nantes, provocaram uma emigração dos Alpes e de outros pontos em direção ao médio vale do Reno. As colônias valdenses e huguenotes da Alemanha perderam o uso da língua occitana na primeira metade do século XX.[89] Descendentes de huguenotes occitanos também participaram do povoamento da África do Sul (sobrenomes como Theron, topônimos como L'Ormarin).
Expansão colonial europeia
Os occitanos (no sentido de origem, não de "nacionalidade") participaram na expansão colonial da Europa para fora do continente. A sua presença é atestada pela toponímia e antroponímia, particularmente na América e na África do Sul. [90]
Emigrações recentes
Os vales occitanos na Itália são particularmente propensos à emigração; algumas comunidades, como os Brigasci, até seguem os sucessos eleitorais locais de seus nativos. [91] Os occitanos se encontram em grandes centros urbanos em regiões vizinhas da Occitânia: Lyon, Turim, Barcelona, bem como na região de Paris e nas principais cidades do norte da Itália. [92]
Cultura
Linguagem
Os occitanos falam tradicionalmente uma língua românica, conhecida por várias denominações, entre elas occitano, distribuído em seis dialetos: languedociano, provençal, vivaro-alpino, auvernês, limosino e gascão. No entanto, a maioria dos occitanos hoje é francófona. O italiano também é falado nos vales occitanos, assim como o castelhano e o catalão no Vale de Aran. A língua ainda é falada em algumas colônias no Uruguai ou nos Estados Unidos. As comunidades occitanófonas da Alemanha deixaram de usar a língua em meados do século XX, como a maior parte dos descendentes de occitanos espalhados pelo mundo. Observa-se, em algumas regiões com forte identidade, tentativas malsucedidas de secessionismo linguístico que representam, na verdade, uma incapacidade de reverter a diglossia e a substituição linguística sofrida pelo occitano. [93]
Religião
Historicamente, os occitanos seguiram majoritariamente o cristianismo, especialmente o catolicismo romano, que moldou tradições, festividades e práticas culturais em toda a região. Durante a Idade Média, o território também foi marcado pela presença do catarismo, um movimento cristão dissidente que teve forte impacto espiritual e político no Languedoc antes de ser duramente reprimido. Hoje, como no restante da França, a população occitana é amplamente secularizada, embora elementos religiosos, igrejas, festas locais e tradições populares, continuem desempenhando um papel importante na identidade cultural regional. [94]
Referências
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- ↑ Minahan, James B. Encyclopedia of the Stateless Nations: Ethnic and National Groups Around the World. Greenwood Press, 2002. ISBN 0313316171.
- ↑ Allasino, E.; Ferrier, C.; Scaramuzzi, S.; Telmon, T. Le lingue del Piemonte. Regione Piemonte, Quaderni di Ricerca, nº 113, Turim, 2007, p. 71.
- ↑ Minahan, James B. Encyclopedia of the Stateless Nations: Ethnic and National Groups Around the World. Greenwood Press, 2002. ISBN 0313316171.
- ↑ Rose Duroux, Les Auvergnats de Castille : renaissance et mort d’une migration au XIXe siècle, Clermont-Ferrand, Faculté des Lettres et Sciences humaines de Clermont-Ferrand, 1992, 479 p.
- ↑ Le français et les langues historiques de la France, Hervé Abalain, Editions Jean-paul Gisserot, 2007, p.188
- ↑ Australian Bureau of Statistics, Australian Standard Classification of Cultural and Ethnic Groups (ASCCEG), 2000 p. 124.
- ↑ "l'occitan[...]Langue d'une ethnie qui n'a pas pu se constituer en nation[...]" Encyclopaedia universalis: migrations - Oedipe, volume 11, Encyclopaedia universalis France, 1968
- ↑ Pierre Bec, "Occitan", in Rebecca Posner, John N. Green eds. Language and philology in Romance, Walter de Gruyter, 1982. Réimprimé Volume 3 Language and Philology in Romance. 2011. Berlin, Boston: De Gruyter Mouton. Consulté le 24.11.2015, sur http://www.degruyter.com/view/product/48412
- ↑ Jean-Guy Savard; Lorne Laforge (1981). Actes du 5° Congrès de L'Association internationale de linguistique appliquée. Col: Travaux du Centre international de recherche sur le bilinguisme. (em francês). [S.l.]: Les Presses de L'Université Laval. ISBN 978-2-7637-6932-5. OCLC 469761292
- ↑ Jeffrey Cole, Ethnic Groups of Europe: An Encyclopedia, ABC-CLIO, 2011
- ↑ Peter McPhee, "Frontiers, Ethnicity and Identity in the French Revolution: Catalans and Occitans", in Ian Coller, Helen Davies, and Julie Kalman, eds, French History and Civilisation: Papers from the George Rudé Seminar, Vol. 1, Melbourne: The George Rudé Society, 2005
- ↑ Cahiers internationaux de sociologie, Volumes 68-69, Presses universitaires de France, 1980, p. 334.
- ↑ Pan, Christoph; Beate Sibylle Pfeil; Michael Geistlinger (2003). National minorities in Europe (em francês). [S.l.]: Braumüller. ISBN 978-3-7003-1443-1 : « The Peoples of Europe by Demographic Size », table 1, p. 11f.
- ↑ Yvon Bourdet. Maria Clara Viguier Occitans sens o saber (Occitans sans le savoir), Langage et société, 1980, vol. 11, N.°1, p. 90-93. Maria Clara Viguier Occitans sens o saber (Occitans sans le savoir)
- ↑ Mistral et le peuple occitan, Sylvain Toulze, Société d'Éditions Occitanes, 1931
- ↑ Le peuple occitan veut prendre la rue pour ses droits - La Dépêche du Midi
- ↑ Peuple occitan - Festival de cinéma de Douarnenez
- ↑ Manifeste PNO, version française
- ↑ a b Henri Lefebvre, « Il s'est formé, au Moyen Âge, une nationalité, plus exactement une tendance à une nation occitane, ou provençale...» La Pensée, revue du rationalisme moderne, n° 66, mars 1956, p. 64, lire en ligne sur Gallica.
- ↑ Au Moyen-Âge (em latim)Patria romana in "Trobadors", Martial Peyrouny, CRDP d'Aquitaine, 2009, p.14. ISBN 9 782866 175399.
- ↑ (em latim)Patria linguæ occitanæ (patrie de langue occitane), dans les textes officiels du Royaume de France à partir du século XIV. Pierre Bec, La langue occitane, Paris, PUF, 1979.
- ↑ Jean Jaurès dans : Jean Jaurès cahiers trimestriels, Issues 151-154, Société d'études jaurésiennes, édit. Société d'études jaurésiennes, 2000
- ↑ Simone Weil et la patrie occitane. Juifs et source juive en Occitanie, Blanc Jòrdi, Vent Terral, Enèrgas, 1988, p. 123-137
- ↑ «"Occitània és una nació europea mil·lenària. És una terra amb llengua i història pròpies i un poble que es perfila al llarg del temps gràcies a l’aportació ètnica de celtes, ibers, lígurs, grecs, romans i visigots.» (L'Occitanie est une nation européenne millénaire. C'est une terre avec une langue et une histoire qui lui sont propres, et un peuple qui se construit au cours du temps grâce aux apports des Celtes, Ibères, Ligures, Grec, Romains et Wisigoths.) s.a. Occitània i l'occità.. Barcelone: Generalitat de Catalunya. Departament de la Vicepresidència. Secretaria de Política Lingüística. 2008. (Lire en ligne)
- ↑ « Lou Felibrige es establi pèr garda longo-mai à la nacioun óucitano sa lengo, sis us, soun gàubi e tout ço que coustituïs soun eime naciounau. (Le Félibrige est établi pour conserver la langue, les traditions, les caractères et tout ce qui constitue l'esprit national de la Nation Occitane). »
- ↑ « Toutes les caractéristiques d'une nation, autres que la langue, se retrouvent en Occitanie et l'on peut constater ici aussi à quel point la langue est l'indice synthétique de la nation. L'originalité occitane est bien marquée par rapport aux ethnies voisines, et cela à tous les points de vue : racial (composé racial où le sang O est plus fréquent qu'en France, qu'en Italie ou qu'en Catalogne, moins prédominant qu'en Euzkadi), origine du peuplement (Ligures, Ibères et Gaulois, fort contingent latin, faible apport Wisigoth) ; ethnopsychologique ; politique (soulèvements aquitains sous les Carolingiens, État national des comtes de Toulouse, union de tous « les gens de notre langue » contre l'invasion française, puis constants soulèvements paysans dans toutes les provinces, États indépendants lors des guerres de religion : Marseille, Montauban et surtout Béarn, guerre des Camisards, autonomisme des Girondins, enfin depuis le XIXe siècle, vote oppositionnel constant donnant des majorités dites "de gauche" ou assurant le succès de ce qui est apparu momentanément comme le plus protestataire (poujadisme, Mitterrand) ; culturel (de la civilisation des troubadours, appelée par Engels une pré-Renaissance jusqu'à Mistral et à notre littérature contemporaine); enfin (et certains diront surtout) démographique, économique et social : faible natalité, dépeuplement et immigration étrangère, sous-développement et régression relative face aux ethnies voisines (Italie, Catalogne, Euzkadi et surtout France), autrefois évasion de capitaux et maintenant non-utilisation ou pillage de nos ressources par la France, prédominance numérique de la classe des petits-propriétaires. »
- ↑ «lenga que dyen “hoch”», vers 1285 : Bernart Desclot, Crónica del rey en Pere e de seus antecessors passats, CXXXVII.
- ↑ «Lingua Occitana», 14 août 1302 : convocation par Gilles, archevêque de Narbonne, d’un concile à Nîmes (Histoire Générale du Languedoc, t. X, col. 399)
- ↑ Bodo MÜLLER. "Langue d'oc, Languedoc, occitan" in: Verba et vocabula. Ernst Gamillscheg zum 80. Geburtstag, éd. Helmut STIMM et Julius WILHELM, Munich 1968, p. 326.
- ↑ Raymond d'Aguilers, Historia Francorum qui ceperunt Jerusalem, III, 244c: « Omnes de Burgundia et Alvernia et Gasconia et Gothi Provinciales appellantur, ceteri vero Francigenae. »
- ↑ Eugeen Roegiest. Vers les sources des langues romanes: un itinéraire linguistique à travers la Romania. ACCO. 2009. p. 200.
- ↑ J. de Caseneuve. Le Franc-alleu en Languedoc. 2e éd. Toulouse : J. Boude. 1645. I, II, p.16. « ces Romains furent appelés Provençaux »
- ↑ « Toujours est-il qu’à l’époque de la croisade albigeoise une certaine conscience occitane finit par se cristalliser autour de l’agression française. Des sentiments négatifs provoqués par l’opposition aux Français suscitent parmi des groupes méridionaux, jusque-là en concurrence, un sens positif d’appartenir à une communauté culturelle qui se distingue nettement des envahisseurs septentrionaux. » Linda Patterson, "Y a-t-il une identité occitane au moyen âge ?", in Récits d’Occitanie, Presses Universitaires de Provence, 2005.
- ↑ Dans un partimen célèbre avec Monge cité par Ruth Harvey, Linda M. Paterson, Anna Radaelli. The Troubadour Tensos and Partimens: A Critical Edition. Cambridge: D.S. Brewer. 2010. p.100 : «Monge, cauzetz, segon vostra siensa, qual valon mais, Catalan ho Franses? E met de sai Guascuenha e Proensa e Lemozi, Alvernh' e Vianes, e de lai met la terra dels dos reis. » - Je mets de ce côté-ci (catalan) Gascogne et Provence, et Limousin, Auvergne et Viennois, et de l'autre la terre des deux rois...
- ↑ Philippe Contamine. "La royauté française à l'origine de Patria Occitana ?" in: Beihefte der Francia n°39, 1997 https://perspectivia.net/servlets/MCRFileNodeServlet/ploneimport_derivate_00009869/contamine_royaute.pdf
- ↑ Première attestation imprimée dans les traductions partielles de l’Histoire de Paolo Emilio : "Car pource qu'après la mort d'Eudon les François s'etoient ſaiſiz d'Aquitaine, ſes deux fils, l'un nommé Hunauld, & l'autre Vaifer, ſolliciterēt ceux de la prouince de Narbonne de faire guerre en Frãce: & des premiers ces Viſigots qui lors s'appeloiēt Gothicans & maintenant Ocitans, ne ſe tenans pas encore pour tous vaincuz, combien qu'en pluſieurs batailles les François les euſſent defaits." Marge: "Les Ocitans ſont ceux de lãguedoc." Les cinq premiers liures de l'Hiſtoire Françoiſe, Traduits en françois du Latin de Paul Æmile, par Ian Regnart angevin. A Paris, De l'imprimerie de Michel Fezandat, au mont ſainct Hilaire à l'hoſtel d'Albret. 1556. Lire en ligne
- ↑ "Et l'an 569, ſoubs noſtre Roy Charibert, peu après le temps de noſtre S. ASPAIS; & au meſme païs Occitain : vne Abbeſſe ASPASIA, à qui ſe trouue vne epiſtre addreſſée par l'Eueſque de Cahors, nommé Deſidere : & qui eſt parmy les Epiſtres miſcellanes de nos premiers Roys de France, & Prælats illuſtres ſoubs iceux: imprimées n'y ha pas long temps, au païs d'Allemagne." Hiſtoire de Melun contenant pluſieurs raretez notables, et non deſcouuertes en l'Hiſ toire generale de France. Plus la vie de Bourchard, Conte de Melun, ſoubs le regne de Hues Capet. Traduicte du latin d'un autheur du temps. Enſemble la vie de Meſſire Iacqves Amyot, Eueſque d'Auxerre, et grand Aumoſnier de France. Auec le Catalogue des Seigneurs, & Dames Illuſtres, de la Maiſon de Melun. Le tout recueilly de diuerſes Chroniques, & Chartres manuſcriptes, par M. Sebastian Rouillard, Aduocat en Parlement., Paris: chez Guillaume Loyson, 1628, p. 171
- ↑ Poesias gasconas. 1567. Dans l’adresse au lecteur : « De là nous sçaurons la cause pourquoy nous, et ceux qui sont outre Garone ayant avecq nous affinité de langue, estant hors de nos païs sommes appelés d'un nom commun Gascons... »
- ↑ Voir aussi l’analyse de Garros par Gilles Guilhem Couffignal. Est-ce pas ainsi que je parle ?" : la langue à l’œuvre chez Pey de Garros et Montaigne. Littératures. Université Toulouse le Mirail - Toulouse II, 2014. lire en ligne : « Avec les noms de « François celtique » et de « Gascon », Garros fait clairement la distinction entre le français et l’occitan, les deux codes qui structurent sa communauté linguistique. Il s’agit de deux langues, définies par des critères complémentaires de compréhension interne et de non compréhension externe. Du côté occitan, la « diversité [...] entre ceulx d’Agenois, Quercy, autres peuples de deça et nous » n’empêche pas l’intercompréhension.»
- ↑ La Milice Française, 1636. « Ainsi faisant l’on les pourrait éloigner de leur foyer mettant les gascons, languedociens, provençaux, dauphinois, lyonnais, auvergnats, et autres de ce quartier là, en Normandie, Bretagne, Champagne, Bourgogne, Picardie. Et tous ceux-là que les gascons appelle “Franchimans” passeraient aux garnisons de delà. »
- ↑ Abbé de S***. Dictionnaire languedocien-françois ou choix des mots languedociens les plus difficiles à rendre en François. Contenant un recueil des principales fautes que commettent dans la diction, & dans la Prononciation Françoise, les Habitants des Provinces Méridionales du Royaume, connus à Paris sous le nom de Gascons. Avec un petit Traite de Prononciation & de Prosodie Languedocienne. Ouvrage enrichi dans quelques-uns de ses articles de notes historiques et grammaticales, et d'observations de physique et d'histoire naturelle. Nimes: Gaude. 1756. Entrée FRANCHIMAN: « les différents idiomes gascons ont non seulement un même fonds de langage, mais un accent et un son de prononciation qui fait d'abord reconnaître un Gascon, de quelque Province qu'il soit, et le distinguer de ce que nous appelons un Franchiman »
- ↑ Philippe Martel. "L'invention du Midi. Représentations du Sud pendant la période révolutionnaire". Amiras n°15-16 1987
- ↑ Cf. par exemple Jean-Marie Seillan. "Nord contre Sud. Visages de l'antiméridionalisme dans la littérature française de la fin du Predefinição:S-", Loxias, n° 1 en ligne, Université de Nice.
- ↑ Patrick Cabanel, Mariline Vallez, "La haine du Midi : l'antiméridionalisme dans la France de la Belle-Époque", Apr 2000, France. p. 87-97, 2005. lire en ligne.
- ↑ Georges Liens, "Le stéréotype du Méridional vu par les Français du Nord de 1815 à 1914", La Provence Historique, Aix-en-Provence, 1977 lire en ligne.
- ↑ Pierre Dévoluy écrit une Histoire nationale de la Provence et du Midi des Gaules qui n’est publiée qu’en 1992: Istòri naciounalo de la Prouvènço e dóu Miejour di Gaulo, introduction de Pierre Fabre, Capoulié du Félibrige, Éditions Cercle Pierre-Devoluy et Maintenance de Provence du Félibrige, 1992
- ↑ Sharon Turner, The history of England (during the middle ages). London: Longman, Hurst, &c. 1814. Note en tête du chapitre IX: "The ancient language of the South France, was called, la langue d'oc, from the sound of its affirmative particle. From this circumstance, the country has been called Occitanie, and a specific portion of it, Languedoc. The French have lately formed a new adjective, Occitanique, to comprize all the dialects derived from the ancient tongue."
- ↑ Statuts du Félibrige adoptés en 1911: « Lou Felibrige es establi pèr garda longo-mai à la nacioun óucitano sa lengo, sis us, soun gàubi e tout ço que coustituïs soun eime naciounau. » (le Félibrige est établi pour conserver à jamais à la nation occitane sa langue, des coutumes, son génie, et tout ce qui la caractérise comme nation).
- ↑ Josiane Ubaud. Usage des mots oc, occitan, Occitanie à travers les âges". en ligne
- ↑ a b « Auvergnat, donc occitan, je suis particulièrement sensible à tous les efforts qui sont consentis pour sauvegarder les traditions linguistiques et culturelles de nos provinces et de nos pays », La Croix, 69e année, N°. 26374, 21-22 septembre 1969, p. 8, cité notamment dans Gilbert Noël et Émilie Willaert, Georges Pompidou et le monde des campagnes, 1962-1974, Peter Lang, 2007
- ↑ Jean Ferniot. Vous en avez vraiment assez d'être français ?. Paris : Grasset. 1979. « Où en est, aujourd'hui, celui qui, je crois m'en souvenir, se déclarait un jour "Auvergnat, donc Occitan" ? »
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- ↑ Patrick Cabanel, Pour une sociologie du langage multidisciplinaire et de contraste : les exemples catalans et occitans, dans Benoît Pellistrandi, Madrid, Casa de Velázquez, 2008, 450 p. ISBN 9788496820197, p. 329-353.
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- ↑ Jean-Louis Beaucarnot, "Les plus connus de Pau", L’Express, 29 novembre 2007, lire en ligne : « Le maréchal d'Empirequi devint roi de Suède, et dont les descendants continuent à régner sur ce pays, était né à Pau, où son père était procureur et son grand-père simple tailleur. Son ancêtre, Pierre Bernadotte, né vers 1620, était en fait le fils d'un Jean du Poey (forme béarnaise de Dupuy) et d'une Germaine de Bernadette (diminutif du prénom Bernard, mis ici au féminin pour nommer la fille de Bernadot). »
- ↑ « la France ne va pas si mal », interview à l’Express à la suite de la parution du livre, 29 mars 2013, lire en ligne).
- ↑ Claudette Peyrusse, Le Cinéma méridional, 1929-1944, Toulouse, Eché, 1986.
- ↑ François de la Brerèque, « Images of Provence, Ethnotypes and Stereotypes of the south in French cinema », in Richard Dyer & Ginette Vincendeau (eds.), Popular European Cinéma, London & New York, Routledge, 1992.
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- ↑ Voir par exemple Joan Peytaví Deixona, "Antroponímia i immigració a la Catalunya-Nord moderna : l'exemple de l'Alt Vallespir". lire en ligne
- ↑ Stein Henri. "La participation du pays de Languedoc au repeuplement d’Arras sous Louis XI". In: Bibliothèque de l’école des chartes. 1931, tome 92. p.62-69. doi : 10.3406/bec.1931.448925 en ligne
- ↑ J. M. Lacarra. "Desarollo urbano de Jaca en la Edad Media". ''Estudios de Edad Media de la Corona de Aragón, IV, 1951 p. 150, cité par Higounet (1953).
- ↑ Higounet (1953) : « le fuero d’Avilès [..] octroyé par Alphonse VII en 1155 reflète par ses provençalismes la présence de colons venus probablement du Toulousain, de l’Albigeois... »
- ↑ Charles Higounet (1953). "Mouvements de populations dans le Midi de la France, du XIe au XVe siècle d'après les noms de personne et de lieu", Annales. Économies, Sociétés, Civilisations. Predefinição:8e année, N. 1, 1953. p. 1-24. DOI : 10.3406/ahess.1953.2130. Lire en ligne.
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- ↑ "À la mémoire des pasteurs : Paul Gardel, Pierre de Salve, Gabriel Mathurin, Mathieu Malzac, Élisée Giraud, Gardien Givry, exilés de France à la révocation de l'édit de Nantes, rentrés clandestinement pour servir les Églises sous la Croix enfermés à vie à Vincennes et à Sainte-Marguerite de 1689 à 1725."
- ↑ Les dialectes occitans d'Allemagne et de Calabre sont décrits en 1890 par Giuseppe Morosi, "L'odierno linguaggio dei Valdesi del Piemonte", Archivio glottologico italiano, XI (1890)
- ↑ Jacques de Cauna. L’Eldorado des Aquitains : Gascons, Basques et Béarnais aux Iles d’Amérique. Biarritz : Atlantica, 1998, 516 p., ISBN 2843940737
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- (fr) Ouvrage collectif sous la direction de Louis-Edouard Roulet et Georges-André Chevallaz, Le refuge huguenot en Suisse, Lausanne, ed. du Tricorne, 1985, 321 p.
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