Normando Santos

Normando Santos
Nome completoNormando Marques dos Santos
Nascimento8 de outubro de 1932 (93 anos)
OrigemRecife, Pernambuco
PaísBrasil
Gênero(s)Bossa Nova
Instrumento(s)violão, voz

Normando Marques dos Santos, mais conhecido por Normando Santos (Recife-PE, 8 de outubro de 1932), é um violonista, cantor e compositor brasileiro.[1]

Em 2012, ele foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil um dos 70 Mestres Brasileiros da Guitarra e do Violão,[2] que assim o descreveu: "Mesmo sem ser tão badalado quanto Roberto Menescal, Carlos Lyra e outros ícones da bossa nova, Normando sempre se manteve atuante, seja como professor de violão, músico de estúdio ou artista solo. Em 1962, esteve no histórico Festival de Bossa Nova, realizado no Carnegie Hall de Nova York.".[2]

Carreira

O início

Quando jovem, Normando Santos apresentava-se como cantor em programas da Rádio Jornal do Comércio, em sua cidade natal. Mudou-se logo para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu os estudos no colégio Mallet Soares, tornando-se colega de Roberto Menescal. Este o apresentou a alguns dos jovens músicos que se encontravam dando vida ao embrião da bossa nova, e assim Normando conheceu Ronaldo Bôscoli, Chico Feitosa e Nara Leão.[3] Além disso, Menescal foi seu professor de violão,[4] antes que Normando se tornasse ele próprio professor do instrumento na academia administrada por Menescal e Carlos Lyra. E com Menescal e Luís Carlos Vinhas formou um grupo musical que tocava nos locais da zona sul da cidade carioca. No mesmo período conheceu João Gilberto que – segundo declarou o próprio Normando – lhe ensinou muito sobre o violão, e depois entrou em contato com todos os jovens instrumentistas que haviam se reunido no grupo de experimentadores: Luiz Eça, Sérgio Mendes, os irmãos Castro Neves, Baden Powell, Eumir Deodato e Rosinha de Valença.[3]

A carreira musical

A boate do Hotel Regente, no Rio, foi o primeiro local no qual – por sugestão de Dolores Duran – Normando tocou profissionalmente.[3] Em 1959 estava ao lado de Sylvia Telles, Alaíde Costa, Lyra, Feitosa, Nara Leão e muitos outros jovens músicos no I Festival de Samba-Session, realizado na Faculdade de Arquitetura do Rio, cantando Jura de pombo, e por sua voz profunda foi brincando apelidado por Bôscoli de “o Nelson Gonçalves da Bossa Nova”.[4] Graças ao seu estilo, em 1960 o Jornal do Brasil o definiu como “o Sinatra da Bossa Nova”.[3] Foi, junto aos nomes emergentes do novo som, um dos convocados pelo jornal O Cruzeiro para uma reportagem sobre a bossa nova, e sempre junto a nomes de destaque – Luiz Bonfá, Oscar Castro-Neves com seu grupo, Agostinho dos Santos, Carlos Lyra, o sexteto de Sérgio Mendes, Menescal, Sérgio Ricardo, Alaíde Costa, Nara Leão, Sylvinha Telles, Chico Feitosa, Tom Jobim e João Gilberto – foi protagonista do histórico concerto no Carnegie Hall de Nova York que lançou a bossa nova no mundo.[4]

Ao retornar ao país, em 1962 apareceu no filme Esse Rio que eu amo, dirigido por Carlos Hugo Christensen,[3] depois pela Odeon gravou um disco lançado em 1965 que continha, além de Samba em prelúdio, três composições suas: Canção do sem você, escrita em colaboração com Ronaldo Bôscoli, Eu te amo, composta com Geraldo Casé, e Castelinho, criada com Billy Blanco,[3][5] e participou de vários programas de televisão como Boate Martini, Um instante, maestro, Noite de gala, Expectáculo Tonelux, Se meu apartamento falasse, Dois no balanço, Ponto Rio e Rio rei. Depois voou para Paris em 1964 para substituir Baden Powell no local “A Feijoada”, o primeiro restaurante brasileiro aberto na capital francesa. Seu repertório limitava-se a melodias com texto em português, com exceção de algumas composições suas em francês, como Dame souris trotte, gravada por Françoise Hardy. Suas canções foram regravadas por diversos artistas, entre os quais Eliana Pittman, Sérgio Ricardo, Maysa, Núbia Lafayette, Rosana Toledo, Wilson Simonal e Pery Ribeiro.[3]

Discografia

  • 1965 – Samba em preludio / Canção do sem você / Eu te amo / Castelinho (Odeon)

Referências

  1. dicionariompb.com.br/ Página do músico no Dicionário Cravo Albin
  2. a b rollingstone.uol.com.br/ 70 Mestres Brasileiros da Guitarra e do Violão
  3. a b c d e f g «Normando Santos». Dicionário Cravo Albin. Consultado em 16 de novembro de 2025 
  4. a b c Ruy Castro, Chega de Saudade - Storia e storie della bossa nova, Angelica Editore, 2005, ISBN 88-7896-001-2.
  5. Normando - Castelinho / Samba Em Preludio / Eu Te Amo / Cancao Do Sem Voce (em italiano), 1965, consultado em 16 de novembro de 2025