Murucutuca-ocelada
Murucutuca-ocelada
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A murucutuca-ocelada (Myrichthys ocellatus) é uma enguia da família das falsas-moreias, também conhecida como mutuca, mututuca ou muriongo.[1] É uma enguia marinha tropical encontrada no Oceano Atlântico, incluindo Bermudas, sul da Flórida, Bahamas e chegando ao sul até Santa Catarina, no Brasil.[2] Habita a uma profundidade máxima de 15 metros, em recifes rochosos e de corais . Os machos podem atingir um comprimento total de até 110 centímetros.[2]
A espécie foi descrita formalmente por Charles Alexandre Lesueur em 1825, originalmente sob o gênero Muraenophis.[2] Como é comum com outras as enguias, ela procura comida principalmente durante a noite; sua dieta consiste em caranguejos, estomatópodes e equinodermos.[2]
Aquarismo
A murucutuca-ocelada comercializada como peixe de aquário. [3]Por se alimentar principalmente de caranguejos, convive bem em aquários com outros peixes, mesmo que sejam pequenos.[4]
Distribuição
É uma espécie encontrada frequentemente em regiões de recife de coral do nordeste brasileiro.[5]
Alimentação
Em seu habitat natural, é uma espécie carcinófaga, alimentando-se principalmente de caranguejos das famílias Portunidae, Xanthidae e Majidae.[6]
No litoral de Pernambuco, foi observado o consumo de uma espécie invasora da família Portunidae, o siri-bidu (Charybdis hellerii), sinalizando seu potencial valor para controle populacional da mesma.[7]
Utiliza variadas estratégias de caça, incluindo o uso de jatos de água para deslocar areia em volta de presas. Também pode usar a ponta da cauda para cavar e, com movimentos vigorosos, destruir o esconderijo dos caranguejos, que são abocanhados em seguida.[8]
Ao perturbar o meio, torna também mais fácil a caça de peixes que a acompanham, em um tipo de associação denominado nuclear-seguidor.[8][9] No nordeste brasileiro, uma gama de espécies já foi observada seguindo essa falsa-moreia, incluindo Cephalopholis fulva, Eucinostomus lefroyi, Halichoeres brasiliensis, Epinephelus adscensionis (garoupa-gato) e juvenis de Lutjanus alexandrei.[8]
Genética
O cariótipo da espécie indica a presença de 38 cromossomos em células diploides.[10]
Referências
- ↑ Sampaio, Cláudio Luis Santos; Nottingham, Mara Carvalho (2008). «Guia para identificação de peixes ornamentais brasileiros: espécies marinhas»: 205–205. Consultado em 4 de março de 2025
- ↑ a b c d «Myrichthys ocellatus summary page». FishBase (em inglês). Consultado em 4 de março de 2025
- ↑ «Myrichthys ocellatus summary page». FishBase. Consultado em 13 de abril de 2025
- ↑ «Myrichthys ocellatus (Moréia Mirictis) - Aquarismo Online [AqOL]». web.archive.org. 8 de maio de 2021. Consultado em 13 de abril de 2025
- ↑ Araújo, Maria E.; Pereira, Pedro H. C.; Feitosa, João L. L.; Gondolo, Guilherme; Pimenta, Daniel; Nottingham, Mara C. (setembro de 2009). «Feeding behavior and follower fishes of Myrichthys ocellatus (Anguilliformes: Ophichthidae) in the western Atlantic». Neotropical Ichthyology (em inglês): 503–507. ISSN 1679-6225. doi:10.1590/S1679-62252009000300019. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ Lima, Caio de Paula e Silva Tavares de [UNESP (2011). «Descrição do comportamento de forrageio da Myrichtys ocellatus». Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ Siqueira, Matheus Araujo; and Feitosa, João Lucas Leão (1 de janeiro de 2021). «Predation on the invasive swimming crab Charybdis hellerii (Crustacea, Decapoda) by Myrichthys ocellatus (Actinopterygii, Ophichthidae): the first record of consumption by a native fish». Neotropical Biodiversity (1): 155–159. doi:10.1080/23766808.2021.1920298. Consultado em 12 de abril de 2025
|nome2=sem|sobrenome2=em Authors list (ajuda);|nome3=sem|sobrenome3=em Authors list (ajuda);|nome4=sem|sobrenome4=em Authors list (ajuda) - ↑ a b c Araújo, Maria E.; Pereira, Pedro H. C.; Feitosa, João L. L.; Gondolo, Guilherme; Pimenta, Daniel; Nottingham, Mara C. (setembro de 2009). «Feeding behavior and follower fishes of Myrichthys ocellatus (Anguilliformes: Ophichthidae) in the western Atlantic». Neotropical Ichthyology (em inglês): 503–507. ISSN 1679-6225. doi:10.1590/S1679-62252009000300019. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ Ternes, Maria L. F.; Giglio, Vinicius J.; Mendes, Thiago C.; Pereira, Pedro H. C. (16 de janeiro de 2018). «Follower fish of the goldspotted eel Myrichthys ocellatus with a review on anguilliform fish as nuclear species». Helgoland Marine Research (1). 2 páginas. ISSN 1438-3888. doi:10.1186/s10152-017-0503-1. Consultado em 13 de abril de 2025
- ↑ Vasconcelos, Antônio Jales Moraes (23 de fevereiro de 2007). «Diversificação cariotípica em cinco espécies de moréias do Atlântico Ocidental (Anguilliformes)». Consultado em 13 de abril de 2025
