Museu Americano da Diáspora Cubana
| Museu Americano da Diáspora Cubana | |
|---|---|
| Museo Americano de la Diáspora Cubana American Museum of the Cuban Diaspora | |
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| Informações gerais | |
| Tipo | Público |
| Inauguração | 17 de novembro de 2016 (9 anos) |
| Proprietário(a) | Condado de Miami-Dade |
| Presidente | Marcell Felipe |
| Diretor | Carmen Valdivia |
| Geografia | |
| País | |
| Cidade | Miami, Flórida |
| Localidade | 1200 Coral Way Miami, Florida 33145 |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
O Museu Americano da Diáspora Cubana (em castelhano: Museo Americano de la Diáspora Cubana; em inglês: American Museum of the Cuban Diaspora) é um museu público de história e sociologia em Miami, na Flórida, sobre a diáspora cubana, em particular à diáspora cubana nos Estados Unidos.[1][2] O museu está localizado a poucos passos a oeste do museu encontra-se o Parque da Memória Cubana que liga com a Pequena Havana ao norte do museu.[3]
Coleção
A colecção narra a história da diáspora cubana e eventos pontuas importantes para a comunidade cubana de Miami com exibições sobre a Revolução Cubana e a Operação Peter Pan.[4][5] No passado, o museu também tem tido exibições temporárias sobre artistas e cantores cubanos como Luis Cruz Azaceta, Celia Cruz e Rafael Soriano.[6]
Shows
Em dezembro de 2020, o museu apresentou o espectáculo de cabaré Cuba sob as estrelas (em inglês: Cuba Under the Stars), protagonizado pelos cantores cubanos Albita Rodríguez, Amaury Gutiérrez e Luis Bofill.[7] O cabaré conta a história de amor entre um cubano recém-chegado aos Estados Unidos e uma americana, e se conta com músicas e outros aspectos da cultura cubana, além de reproduzir cenários da Havana Velha. Segundo o produtor, Peter Regalado, o show foi inspirado na Broadway e não no Tropicana Club cubano, embora o título evoque o slogan "Paraíso sob as estrelas".[7]
A jovem cantora, dançarina, atriz e modelo Grethel Ortiz e os atores Andrea Ferro, Sandy Marquetti e Jeffry Batista atuaram no show de duas horas, que incluiu 24 dançarinos e uma orquestra de 18 músicos.[7] O show também contou com o músico cubano veterano Luis Bofill, de 62 anos, que se exilou em Miami vindo de Berlim, após fugir de Cuba em 1991.[7] O show ocorreu no Fair Expo Center, perto da Universidade Internacional da Flórida, porque os teatros estavam fechados devido à pandemia do coronavírus. Os artistas foram testados para COVID-19 toda semana durante a apresentação do espetáculo.[7]
Operação Peter Pan
O museu reabriu em 1º de março de 2021 com a exposição da Operação Peter Pan, a qual já estava disponível online a partir de fevereiro do mesmo ano e intitulada Operação Peter Pan: O Êxodo das Crianças Cubanas (em inglês: Operation Peter Pan: The Cuban Children's Exodus).[8] A exposição comemorou os 60 anos da operação e a diretora do museu, Carmen Valdivia, foi uma dessas crianças e chegou aos Estados Unidos aos 12 anos com sua irmã mais velha. A exposição apresenta a história das 14.048 crianças cubanas transportadas pelo ar de dezembro de 1960 a outubro de 1962 através do Estreito da Flórida, organizada em cerca de 280 metros quadrados com 113 citações de crianças daquele êxodo. Estas citações narram as mudanças no país durante da consolidação da Revolução Cubana, com fotos e vídeos mostrando vinhetas cotidianas tal como "uma criança recebendo a comunhão até a militarização da vida cubana e a expulsão de padres e freiras", disse a diretora, "lembrando um sonho que começou em Cuba, durante a nossa infância, que era como um conto de fadas, e se transformou em um pesadelo com final feliz."[8]
A maioria das citações era inédita e proveniente de uma oficina que Valdivia conduziu com os jovens "Peter Pans", como essas crianças são conhecidas, objetivando a sua compilação em um livro intitulado Operación Peter Pan, la historia inédita del éxodo de 14.048 niños cubanos, da investigadora Yvonne M. Conde; ela mesma uma Peter Pan que viajou sozinha aos 10 anos.[8] Ao lado de um vestido de comunhão aparece uma citação de Miguel (Mike) Bezos, pai do fundador da Amazon, Jeff Bezos, que chegou aos EUA em 1962, aos 16 anos. A exposição também conta com documentos originais que são exibidos em vitrines de vidro: vistos, certificados de vacinação, passagens aéreas e um formulário de cancelamento do cartão de racionamento de comida cubano.[8] Entre quatro paredes, foi instalada uma reprodução em escala do famoso "aquário" do aeroporto de Havana, onde ocorreu a despedida através do vidro. A operação foi oficialmente concluída em 23 de outubro de 1962, com a suspensão de todos os voos comerciais entre os Estados Unidos e Cuba. Valdivia foi uma das últimas crianças a chegar, e é por isso que ela aparece perto do final do mapa com os nomes de todos e suas localizações em mais de 200 cidades em 45 estados: "Cheguei na última hora, quase fiquei", disse ela.[8]
A Experiência Cubana
A exposição A Experiência Cubana (em inglês: The Cuban Experience) simula o período histórico da Revolução Cubana e a sua consolidação, tendo como slogan “Por que a liberdade importa”, conta com seções interativas que incluem centenas de artefatos, fotos, vídeos, além de experiências como um passeio por uma cela de prisão recriada como aquelas onde rebeldes anticastristas foram detidos e um muro de execução simulado semelhante ao espaço onde ocorriam execuções em massa televisionadas em Cuba.[9] O museu organizou a exposição com a colaboração de historiadores e utilizando materiais de fontes diretas e depoimentos de testemunhas oculares. Além disso, a exposição apresenta entrevistas da série docudrama vencedora do Emmy, Leyendas del Exilio — ou Lendas do Exílio — dirigida por Lilo Vilaplana. Esta exposição permanente foi um marco no museu, que até então expunha principalmente arte.[9]
A exposição foi idealizada por Marcell Felipe, presidente do museu, e que desenvolveu o conceito da exposição desde que era estudante na Universidade Internacional da Flórida, onde trabalhava com ex-prisioneiros políticos cubanos em La Casa del Preso, em Miami. Em Cuba, estes indivíduos são chamados de "criminosos" e tratados como bandidos, vivendo sob discriminação durante a maior parte da suas vidas, e o museu foi idelizado como "um ato de justiça" para todos aqueles que foram executados, presos e exilados.[9]
Edifício
O museu fica no antigo prédio do Centro Arturo di Filippi da Grande Ópera da Flórida. A Ópera deixou de utilizar o edifício e decidiu-se utilizá-lo para abrigar o futuro Museu da Diáspora Cubana. Para adaptar os espaços do edifício ao novo museu, o interior foi remodelado pelos arquitetos Rodríguez y Quiroga Arquitectos. A reforma levou dez anos para ser concluída e custou aproximadamente $10 milhões de dólares americanos com fundos do Condado de Miami-Dade. O novo edifício e museu foram abertos ao público em 17 de novembro de 2016.[10][11]
Ver também
- Imigração cubana nos Estados Unidos
- Pequena Havana
- Revolução Cubana
- Parque da Memória Cubana
- Memorial Cubano
Referências
- ↑ Paz, Luis de la (18 de novembro de 2016). «El Museo de la Diáspora Cubana ya tiene casa en Miami». El Nuevo Herald (em espanhol). Consultado em 17 de agosto de 2025
- ↑ Rosell, Rosi (27 de novembro de 2019). «El Museo Americano De La Diáspora Cubana Es Un Museo Cultural». Calle Ocho News (em espanhol). Consultado em 18 de agosto de 2025
- ↑ «Cuban Memorial Plaza». Government of Miami (em inglês). Consultado em 18 de agosto de 2025
- ↑ Santiago, David (23 de março de 2021). «Inauguran exhibición Pedro Pan en Museo de la Diáspora Cubana». El Nuevo Herald (em espanhol). Consultado em 17 de agosto de 2025
- ↑ Cubanet (24 de março de 2021). «Museo de la Diáspora Cubana conmemora 60 años de la Operación Pedro Pan». Cubanet (em espanhol). Consultado em 18 de agosto de 2025
- ↑ «Past Exhibits». American Museum of The Cuban Diaspora (em inglês). Consultado em 18 de agosto de 2025
- ↑ a b c d e Agencias (1 de janeiro de 2021). «Albita Rodríguez, Amaury Gutiérrez y Luis Bofill, en un cabaret con sabor cubano en Miami». Diario de Cuba (em espanhol). Consultado em 22 de agosto de 2025
- ↑ a b c d e DDC (13 de janeiro de 2021). «El Museo de la Diáspora Cubana de Miami reabrirá con una muestra por los 60 años de la Operación Peter Pan». Diario de Cuba (em espanhol). Consultado em 22 de agosto de 2025
- ↑ a b c Romero, Jimena (19 de dezembro de 2024). «'An act of justice': Interactive Cuba exhibit shows the stories of Castro regime's victims». WLRN (em inglês). Consultado em 22 de agosto de 2025
- ↑ Paz, Luis de la (18 de novembro de 2016). «El Museo de la Diáspora Cubana ya tiene casa en Miami». El Nuevo Herald (em espanhol). Consultado em 17 de agosto de 2025
- ↑ Telemundo 51, Por (18 de novembro de 2016). «Museo alberga la historia, cultura y dolor del exilio». Telemundo Miami (51) (em espanhol). Consultado em 18 de agosto de 2025
Ligações externas
- «Página oficial»
- «Museu da Diáspora Cubana» (em inglês). No TripAdvisor.
