Novo Pensamento

Diagrama em Brains and How to Get Them ("Cérebros e como obtê-los"), um livro do Novo Pensamento por Christian D. Larson (1913)

Novo Pensamento (inglês: New Thought) ou Movimento Novo Pensamento é um movimento espiritual que eclodiu nos Estados Unidos no final do século XIX e que enfatiza crenças metafísicas. Ele consiste de um grupo livremente formado por denominações religiosas, organizações seculares, autores, filósofos, e indivíduos que compartilham um conjunto de crenças metafísicas referentes aos efeitos do pensamento positivo, Lei da atração, cura, força vital, visualização criativa e poder pessoal.[1] Tal corrente de pensamento promove a ideia de que Deus tem o dom da ubiquidade, que o espírito é a totalidade das coisas reais, que a verdadeira natureza humana é divina, que o pensamento divino é uma força para o bem, que todas as doenças se originam da mente, e que o 'pensamento certo' tem um efeito regenerador.

Origem

Tem origem em Phineas Parkhurst Quimby, um adepto do mesmerismo, é relacionado como o primeiro, ou um dos primeiros, proponente do Novo Pensamento. Quimby era filósofo, hipnólogo e inventor que desenvolveu o ensino que a doença se desenvolve na mente do homem por falsas crenças, e que a mente aberta para a sabedoria de Deus vence a doença.[2] O princípio se baseava no ensino de que o corpo era uma casa para a mente do homem. Se havia um "inimigo" instalado no corpo, se dava por uma crença errada da mente, mesmo com o desconhecimento do portador, a mente é quem adoecia o homem. Quimby prometia entrar na casa e com o poder da mente, expulsar o intruso, corrigindo a "impressão errada" pelo restabelecimento da "verdade" na mente.[3][4]

Wallace Delois Wattles (1860-1911) e sua obra foram muito importantes no Novo Pensamento e na autoajuda. Seus livros A Ciência de ficar Rico[5] e A Ciência do Bem-Estar,[6] tem sido amplamente citados e permanecem em circulação.

Mary Baker Eddy, que foi paciente de Quimby, e se tornou a fundadora da Ciência Cristã, criticou o método de Quimby, negando o poder da mente e defendendo que a cura viria do poder de Deus.[2]

O Novo Pensamento foi propalado por inúmeros pensadores e filósofos e emergiu em meio a uma variedade de denominações religiosas seculares, particularmente a Igreja da Unidade, Ciência Religiosa e a Igreja da Ciência Divina. Muitos dos primeiros pensadores e estudiosos foram mulheres; notavelmente entre as fundadoras do movimento estavam os nomes de Emma Curtis Hopkins, conhecida como a "mestra das mestras", Myrtle Fillmore, Malinda Cramer, e Nona Brooks; muitas das igrejas e comunidades foram comandadas por mulheres desde 1800 até os dias atuais.[7]

Características

Apesar de que o Novo Pensamento não é nem monolítico, nem doutrinário, adeptos modernos desta corrente de pensamento acreditam geralmente que Deus é "supremo, universal e eterno", que a divindade mora em cada um e que todas as pessoas são seres espirituais, que o princípio espiritual mais alto é "amar um ao outro incondicionalmente... e ensinar e curar um ao outro", e que "nossos estados mentais são levados adiante em manifestação e se tornam a nossa experiência na vida cotidiana".[8]

Ver também

Rereferências

  1. (em inglês) James R.Lewis, Jesper Aagaard Peterson (2004). Controversial New Religions, pág. 226.
  2. a b «Phineas Parkhurt Quimby». Consultado em 1 de novembro de 2009. Arquivado do original em 1 de novembro de 2009 
  3. The Quimby manuscripts
  4. Capa do Livro de Quimby
  5. Wattles, Wallace D. (2020). A Ciência de ficar Rico. São Paulo: Montecristo Editora. ASIN B08D59KXZD. ISBN 9781619651937 
  6. Wattles, Wallace D. (2020). A Ciência do Bem-Estar. São Paulo: Montecristo Editora. ASIN B08FGF8BNR. ISBN 9781619652088 
  7. Lewis, James R.; J. Gordon Melton (1992). Perspectives on the New Age. SUNY Press. pp. 16–18. ISBN 079141213X.
  8. (em inglês) NewThought.info - International New Thought Alliance Declaration of Principles (acessado em 27-Jul-2009)

Ligações externas