Monteiro Libório
| General do Exército Monteiro Libório | |
|---|---|
![]() Monteiro Libório | |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 18 de abril de 1898 Anjos |
| Morte | 6 de dezembro de 1969 Nossa Senhora de Fátima, Lisboa |
| Nacionalidade | português |
| Carreira militar | |
| Força | Exército |
| Hierarquia | General |
| Comandos | Polícia de Segurança Pública de Lisboa Forças Terrestres do Estado da Índia Comandante-Chefe do Estado Maior do Exército da 3.ª Região Militar (Angola) |
| Guerras | Primeira Guerra Mundial Guerra do Ultramar |
| Honrarias | Grão-Oficial da Ordem de África |
| Outros serviços | censor da Direção dos Serviços de Censura |
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António Miguel Monteiro Libório (Anjos, Lisboa, 18 de abril de 1898 – Nossa Senhora de Fátima, Lisboa, 6 de dezembro de 1969) foi um militar português, General do Exército e um dos comandantes da 3.ª Região Militar (posteriormente Região Militar de Angola).[1]
Biografia
António Miguel Monteiro Libório nasceu a 18 de abril de 1898, no Largo de Conde de Pombeiro, número sete, pelas cinco horas e meia da tarde, filho de Joaquim José Monteiro Libório, tenente oficial do quadro, da guarnição da província de Moçambique e de Emília da Purificação Teixeira Monteiro Libório. António era, também, irmão mais velho de Eduardo Libório.[2]
Em 1909, ingressa no Colégio Militar com o número 112.[3]
Durante a Primeira Guerra Mundial, Monteiro Libório ingressa como alferes, na arma de artilharia.[4] Após a guerra, foi dirigente do Sporting Clube de Portugal, integrando as Direções do Sporting Clube de Portugal nas Gerências de 1922/23 e 1923/24, tendo posteriormente feito parte de vários Conselhos Fiscais. Passa a instrutor de Artilharia no Colégio Militar em 1926,[5] e foi também um dos oficiais censores fundadores da Direção dos Serviços de Censura,[5] comandante da Polícia de Segurança Pública de Lisboa[6] e comandante das Forças Terrestres do Estado da Índia,[7][8] quando se verificava atividade insurreta no território, nos anos precedentes à invasão de Goa.[9]
Foi o único oficial da primeira comissão de censura da Ditadura Militar a ascender ao núcleo da elite militar em 1957 com a promoção, ao generalato, por escolha, ocupando entre agosto de 1960 e maio de 1961 as funções de comandante-chefe das Forças Armadas em Angola.[5][10][nota 1] Nesta capacidade, responsável militar da violenta repressão da greve da Baixa do Cassange,[12] além de ser o comandante militar lusitano durante os ataques a Luanda em fevereiro de 1961 e no início dos ataques ao norte de Angola em 1961.[13]
Em 1961, é agraciado pelo caudilho espanhol Francisco Franco com o grau de Grande Oficial da Ordem Civil de África.[14]
Também fez parte do Conselho Técnico, do Agrupamento Leonino e do primeiro Conselho Geral.
Notas
- ↑ Sucedido por Venâncio Deslandes em sequência de insuficiências na gestão de distúrbios, que viriam a escalar no que se chamaria Guerra de Independência de Angola. Deslandes substitui também Álvaro da Silva Tavares e acumula assim também o cargo de Governador.[11]
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Referências
- ↑ «PT-TT-PRQ-PLSB06-001-B37_m0001.tif - Registos de baptismo - Arquivo Nacional da Torre do Tombo - DigitArq». digitarq.arquivos.pt. Consultado em 30 de janeiro de 2025
- ↑ «PT-TT-PRQ-PLSB06-001-B37_m0001.tif - Registos de baptismo - Arquivo Nacional da Torre do Tombo - DigitArq». digitarq.arquivos.pt. Consultado em 30 de janeiro de 2025
- ↑ Ribeiro Ferreira Barbosa, Luís Filipe (Dezembro 2021). «O desastre do Chitado». Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar. Zacatraz (225): 37. Consultado em 30 de janeiro de 2025
- ↑ Braga, General Jorge da Costa Salazar. «Angola 1961/63: Da Logística às Informações». REVISTA MILITAR (em inglês). Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ a b c Cardoso Gomes, Joaquim (2006). «Álvaro Salvação Barreto: oficial e censor do salazarismo» (PDF). FCSH. Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ «Portal Português de Arquivos - "O coronel Monteiro Libório, que abandona o cargo de comandante da Polícia de Segurança Pública de Lisboa, com os convivas ao banquete em sua homenagem"». portal.arquivos.pt. Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ «Ordem de operações nº 1, para os possíveis acontecimentos de 26 de Janeiro de 1957, assinada pelo brigadeiro António Miguel Monteiro Libório, comandante das Forças Terrestres do Estado da Índia.»
- ↑ Alves, Tenente-general José Lopes. «Estado Português da Índia. Eventos da década de cinquenta anterior à invasão do Estado pelas Forças Armadas da União Indiana em 18 de Dezembro de 1961 - REMEMORAÇÃO PESSOAL.». REVISTA MILITAR (em inglês). Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ ROSAS, Fernando. «Goa, ou o princípio do fim»
- ↑ Soares, Coronel Alberto Ribeiro. «A Guerra de África (1961-1975). Comandantes e Chefes». REVISTA MILITAR (em inglês). Consultado em 2 de dezembro de 2024
- ↑ «Guerra Colonial». Consultado em 2 de dezembro de 2024
- ↑ Achados (31 de dezembro de 1947), PSP cumprimentando o ministro do interior no Ano Novo (31/12/1947), consultado em 2 de dezembro de 2024
- ↑ Miguel Domingos Júnior (Dezembro 2021). «Início da Guerra em Angola 1961. Uma Visão Angolana» (PDF). Revista Portuguesa de História Militar. I (1). ISSN 2795-4323
- ↑ Spain (1961). Boletín oficial del estado: Gaceta de Madrid (em espanhol). [S.l.: s.n.]
