Álvaro Rodrigues da Silva Tavares
Álvaro Rodrigues da Silva Tavares | |
|---|---|
![]() Álvaro Rodrigues da Silva Tavares, por volta de 1960 | |
| 73.º Governador-geral da Guiné | |
| Período | 13 de setembro de 1956 a 29 de dezembro de 1958 |
| Antecessor(a) | Diogo António José Leite Pereira de Melo e Alvim |
| Sucessor(a) | António Augusto Peixoto Correia |
| 59.º Governador-geral de Angola | |
| Período | 15 de janeiro de 1960 a 23 de junho de 1961 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 3 de fevereiro de 1915 Ponta do Sol, Ilha de Santo Antão, Cabo Verde |
| Morte | 24 de setembro de 2011 (96 anos) |
| Nacionalidade | portuguesa |
| Progenitores | Mãe: Albertina Apolinária Rodrigues Tavares Pai: Pedro Tavares Lopes da Silva |
| Alma mater | Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa |
| Prémio(s) | Grande-Oficial da Ordem do Império |
| Partido | União Nacional |
| Religião | Católico Apostólico Romano |
Álvaro Rodrigues da Silva Tavares GOI (Ponta do Sol, Ilha de Santo Antão, Cabo Verde, 3 de Fevereiro de 1915 – ?, 24 de setembro de 2011)[1][2] foi Subsecretário de Estado da Administração Ultramarina e administrador colonial português.
Biografia
Álvaro Rodrigues da Silva Tavares nasceu a 3 de fevereiro de 1915, em Ponta do Sol, na ilha de Santo Antão, Cabo Verde, na altura território português. Filho de portugueses beirões emigrados no início do século para a ilha, era filho de Dr. Pedro Tavares Lopes da Silva e de Albertina Apolinária Rodrigues Tavares. Era irmão de Abílio Tavares da Silva e Maria Emília Rodrigues da Silva Tavares.[carece de fontes]
Licenciou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e exerceu Direito em Lisboa, de 1938 a 1945.[3][4]
Foi Magistrado do Ministério Público e Judicial de 1945 a 1956, na Guiné, Moçambique, Angola e Estado da Índia, onde foi Secretário-Geral. A 13 de setembro de 1956, é empossado como Governador-Geral da Guiné, cargo que ocupará por volta de dois anos. Posteriormente, é feito Sub-Secretário de Estado da Administração Ultramarina.[3][5]
A 15 de janeiro de 1960, é feito, primeiro, Alto Comissário, e posteriormente Governador-Geral da Província de Angola, sucedendo Horácio José de Sá Viana Rebelo e sucedido por Venâncio Augusto Deslandes. Ocupará o cargo de Governador-Geral da Província durante o início dos conflitos armados entre a administração portuguesa e os movimentos independentistas, sendo o Governador-Geral aquando o 4 de fevereiro e o 15 de março de 1961.[6][7][8][4]
A 1 de Agosto de 1961 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Império.[9] Em 1964, é o Comissário do Governo junto do Banco Nacional Ultramarino, até 1969.[3]
A 11 de novembro de 1970, toma posse enquanto presidente do Supremo Tribunal de Justiça, cargo que ocupará até ao 25 de abril. Foi, também, deputado à Assembleia Nacional nas VIII Legislatura (1961-1965), IX Legislatura (1965-1969), X Legislatura (1969-1973) e XI Legislatura (1973-1974), sendo procurador à Câmara Corporativa por designação do Conselho Corporativo.[3]
Faleceu a 24 de setembro de 2011.[2]
Referências
- ↑ app.parlamento.pt
- ↑ a b Diário da República n.º 133/2012, Série II de 2012-07-11, Édito n.º 401/2012, de 11 de julhohttps://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/edito/401-2012-3255211
- ↑ a b c d «Álvaro da Silva Tavares (Angola)». Portal da Defesa na Internet. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ a b Silva Tavares, Álvaro Rodrigues da (2009). A ENTREGA DO ULTRAMAR PORTUGUÊS E O 4 DE FEVEREIRO DE 1961 EM ANGOLA. Lisboa: NEOS. 64 páginas
- ↑ Duarte Silva, António E. (9 de outubro de 2006). «Guiné-Bissau: a causa do nacionalismo e a fundação do PAIGC». Caderno de Estudos Africanos. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ Rulers.org - Angola
- ↑ worldstatesmen.org - Angola
- ↑ African States and Rulers, John Stewart, McFarland
- ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Álvaro Rodrigues da Silva Tavares". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 3 de abril de 2015
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