Montanhas (Rio Grande do Norte)

Montanhas
Município do Brasil
Portal em Montanhas-RN
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Gentílico montanhense
Localização
Localização de Montanhas no Rio Grande do Norte
Localização de Montanhas no Rio Grande do Norte
Localização de Montanhas no Rio Grande do Norte
Montanhas está localizado em: Brasil
Montanhas
Localização de Montanhas no Brasil
Mapa de Montanhas
Coordenadas 🌍
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Municípios limítrofes Ao norte: Pedro Velho; Ao sul: Jacaraú (PB); Ao Leste: Pedro Velho; Ao oeste: Nova Cruz.
Distância até a capital 96 km
História
Fundação 4 de dezembro de 1754 (271 anos)
Emancipação 8 de janeiro de 1962 (64 anos)
Administração
Prefeito(a) Antonio Marcolino Neto (PP, 2025–2028)
Vereadores 9
Características geográficas
Área total [1] 82,214 km²
População total (Estimativa IBGE/2024[1]) 11 774 hab.
Densidade 143,2 hab./km²
Clima Tropical (Aw)
Altitude 77 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 59198-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[2]) 0,557 baixo
Gini (2020) 0,53
PIB (IBGE/2021[3]) R$ 130 284,46 mil
PIB per capita (IBGE/2021[3]) R$ 11 667,96
Sítio montanhas.rn.gov.br (Prefeitura)
montanhas.rn.gov.br (Câmara)

Montanhas é um município no estado do Rio Grande do Norte, no Brasil.

História

Em 4 de dezembro de 1754, o padre José Vieira Afonso recebeu uma sesmaria na Lagoa das Queimadas, às margens do Rio Curimataú, iniciando a povoação da área. O nome Queimada referia-se à queima inicial dos aceiros para a fundação de plantios. A Lagoa de Queimadas mudou de nome no século XIX, passando a se chamar Montanhas, numa referência direta à sua localização. A Lagoa de Montanhas sempre teve um clima agradável e ameno, a ponto de ser considerada a Suíça do Agreste.

A povoação de Lagoa de Montanhas alcançou progresso a partir da fertilidade de suas terras, que sempre garantiu grande produção de cereais. A chegada da estrada de ferro, interligando a região à capital do Estado, no ano de 1882, foi um acontecimento que veio garantir o crescimento do povoado. Lagoa de Montanhas foi considerado distrito do município de Pedro Velho, em outubro de 1938. No dia 8 de janeiro de 1962, de acordo com a Lei nº 2.727, o distrito foi desmembrado de Pedro Velho e se tornou município. Mas somente em 20 de julho de 1963, o município passou a se chamar definitivamente Montanhas.

Geografia

Na atual divisão territorial do Brasil feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vigente a partir de 2017, Montanhas pertence à região geográfica imediata de Canguaretama e à região geográfica intermediária de Natal. Antes, na divisão em mesorregiões e microrregiões que vigorava desde 1989, fazia parte da microrregião do Litoral Sul, que fazia parte da mesorregião do Leste Potiguar.[4] Montanhas cobre uma área de 82,214 km²,[1] equivalente a 0,1557% da superfície estadual, dos quais 1,9649 km² constituem a área urbana.[5] Está a 96 km de Natal[6] e a 2 353 km de Brasília,[7] as capitais estadual e federal, respectivamente. Limita-se com Pedro Velho a norte e a leste, Nova Cruz a oeste e Jacaraú, na Paraíba, a sul.[8]

O relevo de Montanhas está incluído na depressão sublitorânea, uma área de transição entre os tabuleiros costeiros e o Planalto da Borborema, apresentando altitudes abaixo de cem metros. As áreas de menor altitude se caracterizam pela existência de rochas granito-gnáissicas do embasamento cristalino, além de sedimentos de anfibolito, migmatito e xistos, formados há cerca de 1,1 bilhão de anos, durante a idade Pré-Cambriana média. Por outro lado, nas áreas de maior altitude estão as rochas do Grupo Barreiras, cujo intemperismo deu origem às coberturas colúvio-eluviais ou paleocascalheiras, originárias do período Quaternário, formadas principalmente de areia e cascalho.[8]

Os solos de Montanhas, em sua maior parte, são arenosos, profundos e bastante drenados, porém pobres em nutrientes e, portanto, pouco férteis, caracterizando as areias quartzosas ou neossolos, altamente permeáveis e lixiviados. Na porção sudoeste existem os solos podzólicos vermelho-amarelo equivalentes eutróficos (chamados de luvissolos na nova classificação), mais férteis que os neossolos, mas menos profundos e menos drenados.[8] Na parte oeste do município existem os planossolos,[9] mais argilosos, razoavelmente profundos, menos permeáveis e mal drenados.[10] Totalmente inserido na bacia hidrográfica do rio Curimataú,[8] Montanhas se situa em uma área de transição entre os biomas da caatinga e da Mata Atlântica, estando 92% da área do município no primeiro e os 8% restantes no segundo.[11]

O clima é tropical Aw, com chuvas concentradas entre março e julho. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), desde abril de 2004 o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Montanhas alcançou 180 mm em 13 de junho de 2007. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 125,3 mm em 18 de junho de 2007, 110,3 mm em 31 de janeiro de 2014, 107 mm em 13 de abril de 2011, 106 mm em 6 de julho de 2020 e 104 mm em 30 de abril de 2017. Junho de 2007 é o mês mais chuvoso da série histórica, com 506,1 mm.[12]

Dados climatológicos para Montanhas (2004-2020)[12]
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Precipitação (mm) 71 72,9 119,7 128,8 138,6 177,6 119,6 60,6 36,5 11,3 12,2 18,7 967,5

Política e administração

A administração municipal se dá por dois poderes, o executivo e legislativo, independentes entre si. O primeiro é exercido pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários, e o segundo pela câmara municipal, constituída por nove vereadores. Dentre as atribuições do legislativo estão a elaboração e a votação de leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente a lei de diretrizes orçamentárias. Tanto o prefeito quanto os vereadores são todos eleitos pelo voto direto para mandatos de quatro anos.[13] A lei orgânica de Montanhas, que rege o município, foi promulgada em 1990.[14]

Existem também alguns conselhos municipais em atividade, sendo alguns deles: Alimentação Escolar, Assistência Social, Cultura, Desenvolvimento Rural, Direitos da Criança e do Adolescente, Educação, FUNDEB, Habitação, Meio Ambiente, Saúde e Tutelar.[15][16][17] Montanhas é termo judiciário da comarca de Nova Cruz, de entrância intermediária,[18] e pertence à décima-segunda zona eleitoral do Rio Grande do Norte, possuindo, em dezembro de 2020, 8 559 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), equivalente a 0,351% do eleitorado potiguar.[19]

Prefeitos

  • 1962–1962 — Fase de emancipação política
  • 1963–1964 — José Galvão Tavares "Zé Galvão"
  • 1965–1970 — Cícero Firmino de Lima
  • 1971–1971 — Manuel Ferreira de Farias "Neco Ferreira" (Renunciou em março de 1971, após três meses de mandato)
  • 1971–1972 — José Inácio Coutinho (Assumiu após a renúncia do Prefeito Manuel Ferreira de Farias)
  • 1973–1974 — João Soares de Melo
  • 1975–1978 — Cícero Firmino de Lima
  • 1979–1982 — João Soares de Melo
  • 1983–1988 — José Firmino de Lima e Silva
  • 1989–1992 — José Balduino Bispo "Dedé Balduino"
  • 1993–1996 — Otêmia Maria de Lima e Silva
  • 1997–2000 — José Balduino Bispo "Dedé Balduino"
  • 2001–2004 — Otêmia Maria de Lima e Silva
  • 2005–2008 — Otêmia Maria de Lima e Silva
  • 2009–2012 — Maria Eliete Coutinho Bispo "Letinha"
  • 2013–2016 — Algacir Antônio de Lima Januário

Referências

  1. a b c IBGE. «Brasil / Rio Grande do Norte / Montanhas». Consultado em 16 de julho de 2021 
  2. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). «IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  3. a b IBGE. «Produto Interno Bruto dos Municípios». Consultado em 24 de janeiro de 2025 
  4. IBGE (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 44–45. Consultado em 16 de julho de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017 
  5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2019). «Tabela 8418 - Áreas urbanizadas, Loteamento vazio, Área total mapeada e Subcategorias». Consultado em 4 de janeiro de 2023 
  6. «Distância de Montanhas a Natal». Consultado em 16 de julho de 2021 
  7. «Distância de Montanhas a Brasília». Consultado em 16 de julho de 2021 
  8. a b c d Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA-RN) (2008). «Montanhas» (PDF). Consultado em 16 de julho de 2021 
  9. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) (1971). «Mapa Exploratório-Reconhecimento de solos do município de Montanhas, RN» (PDF). Consultado em 16 de julho de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 17 de julho de 2021 
  10. DOS SANTOS et al, 2018, p. 101.[1]
  11. «Montanhas, RN». Consultado em 16 de julho de 2021. Cópia arquivada em 17 de julho de 2021 
  12. a b Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). «Relatório pluviométrico». Consultado em 9 de fevereiro de 2022 
  13. «Lei Orgânica». Consultado em 8 de fevereiro de 2026 
  14. IBGE. «MUNIC - Perfil dos Municípios Brasileiros 2005». Consultado em 17 de julho de 2021 
  15. IBGE. «MUNIC - Perfil dos Municípios Brasileiros 2017». Consultado em 17 de julho de 2021 
  16. IBGE. «MUNIC - Perfil dos Municípios Brasileiros 2018». Consultado em 17 de julho de 2021 
  17. IBGE. «MUNIC - Perfil dos Municípios Brasileiros 2019». Consultado em 17 de julho de 2021 
  18. «LEI COMPLEMENTAR Nº 643, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2018». Consultado em 17 de julho de 2021 
  19. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «Estatísticas do eleitorado – Consulta por município/zona eleitoral». Consultado em 17 de julho de 2021 

Bibliografia

DOS SANTOS, Humberto Gonçalves et al. Sistema brasileiro de classificação de solos. 5 ed. Brasília, DF: Embrapa, 2018, 356 p.