Max Telesca
| Max Telesca | |
|---|---|
![]() Max Telesca na Comissões Mistas Medidas Provisórias | |
| Nome completo | Luis Maximiliano Leal Telesca Mota |
| Nascimento | 19 de outubro de 1974 (51 anos) |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Alma mater | Universidade Federal de Pelotas |
| Ocupação | advogado, escritor |
| Website | telescaadvogados.com.br |
Luis Maximiliano Leal Telesca Mota, mais conhecido como Max Telesca (Porto Alegre, 19 de outubro de 1974), é um escritor e advogado brasileiro, especialista em tribunais superiores, processo civil e direito penal.[1]
Membro da Academia Brasiliense de Letras[2] e do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, onde exerce o cargo de Diretor Jurídico, possui livros editados por grandes editoras, artigos publicados e trabalha ativamente para a popularização do Direito no Brasil como presidente do IPOD – Instituto de Popularização do Direito.[3][4] Já exerceu os cargos de Diretor, Conselheiro, Presidente da Comissão de Direitos Sociais e do Tribunal de Ética da OAB/DF.[5][6]
Carreira
Max Telesca graduou-se em direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em 1997, especializou-se em direito processual civil pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), além de uma pós-graduação em direito penal e processual penal pelo Instituto de Direito Público de Brasília.[7]
Atuou no caso Maria Luiza, primeira pessoa transexual das Forças Armadas do Brasil, que ao comunicar as seus superiores sua identidade de gênero em 1998, foi submetida a um aposentadoria forçada da Aeronáutica por conta de sua condição, dois anos depois.[8] Esse caso deu origem ao documentário Maria Luiza, de 2020, do diretor Marcelo Díaz.[9]
Durante o escândalo do mensalão, defendeu a ex-assessora parlamentar Anita Leocádia, que trabalhava para o ex-deputado Paulo Rocha. Em sua argumentação perante ao STF, ele alegou que sua cliente agiu por "ordem dada por um superior hierárquico".[10] No final de sua fala, usou a canção "O Tempo Não Para", de Cazuza, para criticar o chefe do Ministério Público Federal Roberto Gurgel.[11]
| “ | Senhor procurador-geral, a tua piscina está cheia de ratos, tuas ideias não correspondem aos fatos. | ” |
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Em 2008, durante a CPI dos Cartões Corporativos, atuou como advogado do secretário de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República, José Aparecido Pires. A comissão investigava o vazamento do dossiê com informações sobre os gastos da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso.[12]
No ano de 2018, disputou à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB), encabeçando a chapa de oposição Somos Todos OAB.[13] No entanto, a eleição foi vencida por Délio Lins, da chapa Independência na Ordem.[14] Telesca já havia sido candidato em outros pleitos da Ordem, como vice-presidente de Paulo Roque, Secretário-Geral Adjunto na gestão de Francisco Caputo e como Conselheiro de Estefânia Viveiros.[15]
Três anos depois, no contexto da pandemia de Covid-19, esteve envolvido na queixa-crime contra o então presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, Telesca argumentou que o presidente contribuiu ativamente para a disseminação do coronavírus entre povos indígenas ao vetar trecho de lei que previa assistência em aldeias durante a crise sanitária, com fornecimento de água potável e insumos médicos, e complementou que os crimes de genocídio não se referem apenas aos indígenas, mas a toda a gestão de Bolsonaro na pandemia.[16][17]
Academia Brasiliense de Letras
Em 30 de novembro de 2018, Max Telesca foi eleito por unanimidade para a Academia Brasiliense de Letras, ocupando a cadeira de número 2, cujo patrono é Alcântara Machado. Ele ocupou a vaga deixada pelo diplomata Meira Penna, que falecera em julho de 2017.[18][19]
Atuação social
No comando do Instituto para Popularização do Direito (Ipod), criou um projeto que traduzia conceitos do direito para jovens da periferia de Brasília.[20] Em 2024, criou o projeto "Psicologia Amiga", que fornece assistência psicológica, social e jurídica gratuita para crianças e adolescentes de Riacho Fundo II, no Distrito Federal.[21]
Livros
| Ano | Título | Editora | Ref. |
|---|---|---|---|
| 2016 | 2038: A instituição da cleptocracia num futuro não muito distante | Chiado | [22] |
| 2022 | 2047: A revolução dos dementes | Geração Editorial | [23] |
Referências
- ↑ Mariana Andrade (17 de abril de 2024). «Entenda supostos crimes da mulher que levou cadáver a banco no rio». Metrópoles. Consultado em 22 de janeiro de 2025.
especialista em tribunais superiores, processo civil e direito penal
- ↑ «Posse do escritor Max Telesca na ABrL». Academia Brasiliense de Letras. 27 de novembro de 2019. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ «Ação no STF pede suspensão da cobrança de juros em bancos públicos e privados - Diário do Poder». Diário do Poder. 17 de abril de 2020. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ Eduardo Militão (14 de outubro de 2017). «Projeto traduz direito e justiça para moradores da periferia de Brasília». UOL. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ «Luis Maximiliano Telesca assume Tribunal de Ética - OAB DF». OAB DF. 21 de dezembro de 2007. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ «OAB/DF debaterá situação dos condomínios - OAB DF». OAB DF. 22 de maio de 2007. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ Rosualdo Rodrigues (23 de agosto de 2016). «Advogado Max Telesca estreia como autor de ficção em "2038"». Metrópoles. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ Joana Oliveira (9 de março de 2021). «Primeira trans da FAB vence batalha na Justiça: "Me tirar da Aeronáutica foi como me tirar de casa"». El País Brasil. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ «Maria Luiza - DOCSP». DOCSP. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ Fabiano Costa; Mariana Oliveira; Nathalia Passarinho (14 de agosto de 2012). «No 9º dia, defesa de petistas nega mensalão, mas admite caixa dois». Julgamento do mensalão. Consultado em 24 de janeiro de 2025
- ↑ Fabiano Costa (14 de agosto de 2012). «Advogado diz que planejou em casa citar Cazuza para procurador-geral». G1. Consultado em 24 de janeiro de 2025
- ↑ «Marisa Serrano marca depoimentos para a próxima terça-feira». Senado Notícias. 14 de maio de 2008. Consultado em 31 de março de 2025
- ↑ Furquim, Gabriella (22 de novembro de 2018). «OAB-DF: Max Telesca quer reestruturação da imagem dos advogados». Metrópoles. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ «Délio Lins é eleito novo presidente da OAB do DF». G1. 29 de novembro de 2018. Consultado em 23 de janeiro de 2025.
Independência na Ordem
- ↑ Isabella de Andrade (2018). «A Ordem em ordem». Issuu (20). Revista GPS Lifetime. pp. 110–111. Consultado em 23 de janeiro de 2025
- ↑ «Cármen Lúcia pede para Fux marcar julgamento de notícia-crime contra Bolsonaro». Poder360. 13 de abril de 2021. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ Militão, Eduardo (13 de abril de 2021). «Cármen Lúcia pede que STF julgue queixa contra Bolsonaro por genocídio». UOL. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ Tomazelli, Idiana (29 de julho de 2017). «Morre aos 100 anos embaixador Meira Penna». Estadão. Consultado em 23 de janeiro de 2025.
Idiana Tomazelli
- ↑ Nunes, Bethânia (5 de dezembro de 2018). «Max Telesca comemora ingresso na Academia Brasiliense de Letras». Metrópoles. Consultado em 23 de janeiro de 2025
- ↑ Eduardo Militão (14 de outubro de 2017). «Projeto traduz direito e justiça para moradores da periferia de Brasília». UOL. Consultado em 24 de janeiro de 2025
- ↑ «Psicologia Amiga chega ao Riacho Fundo II». EBC. 26 de fevereiro de 2024. Consultado em 24 de janeiro de 2025
- ↑ Estadão (17 de agosto de 2016). «Em '2038', ex advogado de petista critica projeto do PT». Folha Vitória. Consultado em 22 de janeiro de 2025
- ↑ Belém, Ivone (24 de maio de 2022). «Olhar distópico de Max Telesca imagina um país semelhante ao Brasil». Correio Brasiliense. Consultado em 22 de janeiro de 2025
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