Massacre do Instituto Politécnico de Querche

Massacre do Instituto Politécnico de Querche
O perpetrador Vladislav Roslyakov na biblioteca do politécnico
LocalInstituto Politécnico de Querche, Querche
Coordenadas🌍
Data17 de outubro de 2018
11:40 (UTC+3:00)
Tipo de ataqueTiroteio, assassinato em massa, assassinato-suicídio
Arma(s)Espingarda de ação de bombeamento calibre 12[1]
Faca (não utilizada)
Bomba de pregos
Bomba tubo
Garrafa de coquetel molotov[2]
Mortes21
Feridos73[3]
Responsável(is)Vladislav Roslyakov

O massacre do Instituto Politécnico de Querche foi um ataque ocorrido em 17 de outubro de 2018 em Querche, Crimeia. O estudante Vladislav Roslyakov, de 18 anos, matou 20 pessoas e feriu outras 73 antes de cometer suicídio.

Eventos

Explosão no refeitório do instituto

Vladislav Roslyakov adquiriu legalmente uma caçadeira em 8 de setembro de 2018 e comprou 150 cartuchos em uma loja de armas em 13 de outubro de 2018.[4] Em 17 de outubro de 2018, por volta das 11h40, ele entrou no Instituto Politécnico de Querche,[5] iniciando pouco depois o ataque.[6] O estudante Yuri Kerpek afirmou que o tiroteio durou mais de 15 minutos.[7]

Várias testemunhas descreveram um único atirador circulando pelos corredores do instituto e disparando contra estudantes e professores. Também foram relatados disparos contra monitores de computador, portas trancadas e extintores de incêndio.[8]

Durante o ataque, uma bomba de pregos foi detonada no refeitório do instituto,[9][10] e a polícia local informou que outros explosivos foram posteriormente desativados no campus.[11] Relatos iniciais dos sobreviventes divergiram, com alguns descrevendo uma grande explosão e outros relatando apenas tiros e o uso de dispositivos semelhantes a granadas.[12] Um estudante afirmou que o barulho da explosão teria sido causado por múltiplos disparos, e não por um artefato automático.[13]

O site da cidade informou que a explosão ocorreu no primeiro andar do edifício, enquanto o tiroteio teria ocorrido no segundo.[14] A CNN noticiou que o canal estatal Rossiya 24 informou o envio de cerca de 200 militares ao local.[15] Testemunhas relataram tempos de resposta policial entre 10 e 15 minutos,[12] apesar de a delegacia estar localizada a cerca de 300 metros (984 pés) do instituto.[5]

O ataque terminou quando o atirador cometeu suicídio na biblioteca do instituto.[16][17][18]

Imagens captadas por câmeras de vigilância do instituto, que mostram o ataque, foram posteriormente publicadas no YouTube e no site do programa de notícias Vesti.Krym, sendo removidas pouco depois de ambas as plataformas.[19]

Vítimas

O Comité Nacional Antiterrorismo da Rússia disse que a maioria das vítimas eram adolescentes.[20] De acordo com o Comité de Investigação, quinze estudantes e cinco professores morreram, todos devido a ferimentos de bala.[21]

O vice-prefeito de Querche, Dilyaver Melgaziyev, inicialmente esclareceu rumores em 18 de outubro de que seis das vítimas tinham menos de 18 anos. Este número foi posteriormente revisado para onze. A ministra da saúde da Rússia, Veronika Skvortsova, disse a repórteres que um total de 70 pessoas ficaram feridas, 10 das quais foram descritas como em estado "crítico", incluindo cinco em coma.[22]

O presidente do Conselho de Estado da Crimeia, Vladimir Konstantinov, disse que um total de 67 pessoas ficaram feridas e 21 pessoas foram mortas no ataque, 15 estudantes, 5 funcionários e o próprio perpetrador; 16 pessoas morreram no local, incluindo o suspeito, 4 pessoas morreram em hospitais e 1 durante o transporte.[23] Também anunciou que as famílias das vítimas receberiam compensação financeira, com discussões preliminares sugerindo que os pagamentos seriam de 1 milhão de rublos (US$ 15 446,95) do orçamento federal russo e 1 milhão de rublos do orçamento local.[24]

As autoridades da Crimeia divulgaram uma lista das 20 vítimas iniciais:[a][27]

Lista de vítimas[27][28][29]
Nome da vítima Idade Ocupação Circunstância de morte
Svetlana Yuriyivna Baklanova 57 Vice-diretora de assuntos académicos
Docente de matemática
Ferimento de bala no peito[30]
Anastasia Viatcheslavovna Baklanova 26 Diretora de trabalho de informação e orientação profissional
Chefe do departamento de TIC e relações públicas
Docente de finanças e economia
Ferimento de bala na cabeça[30]
Larisa Borisovna Kudryavtseva 62 Diretora do departamento de disciplinas químico-tecnológicas e mecânicas
Docente de equipamentos tecnológicos
Ferimento de bala no peito
Olexander Volodimirovich Moiseenko 46 Docente de tecnologia da informação, ciência da computação, computação gráfica e astronomia
Curador do grupo MEPZ-15-1/9, onde Roslyakov estudou.
Ferimentos de bala
Lyudmila Alexandrovna Ustenko 64 Secretária[31] Ferimentos de bala
Ksenia Alexandrovna Boldina 17 Estudante Morreu como resultado da explosão
Vladislav Yevhenovich Verdibojenk 15 Estudante
Victoria Vitalievna Demchuk 17 Estudante Ferida na explosão. Morreu no hospital devido a ferimentos após cirurgia para amputar a perna
Ruden Rishatovich Juraev 16 Estudante Ferimento de bala
Anna Alexandrovna Juravleva 19 Estudante
Roman Valerievich Karymov 21 Estudante
Alina Sergeyevna Kerova 16 Estudante Morreu como resultado da explosão
Alexey Vitaliovich Lavrinovich 19 Estudante. Estudou no mesmo grupo com Roslyakov.[32] Morreu no hospital devido a um ferimento de bala.
Vladislav Vitaliovich Lazarev 19 Estudante
Ruslan Valerievich Lysenko 17 Estudante
Egor Andriovich Perepelkin 19 Estudante
Danil Igorovich Pipenko 16 Estudante Ferimento de bala nas costas
Serguey Alexandrovich Stepanenko 15 Estudante
Nikita Danilovich Florensky 16 Estudante
Daria Alexandrovna Chegerest 16 Estudante
Vladislav Igorevich Roslyakov 18 Estudante. Perpetrador do assassinato Ferimento de bala na cabeça (suicídio)

Perpetrador

Vladislav Igorevich Roslyakov
Roslyakov na loja de armas Sokol, quatro dias antes do ataque
Nascimento2 de maio de 2000
Morte
17 de outubro de 2018 (18 anos)

Causa da morteSuicídio por arma de fogo
SepultadoLocal de sepultamento não divulgado; segundo a imprensa russa, o corpo teria sido cremado e as cinzas enterradas sob um nome falso
Nacionalidade(s)Russo
Apelido(s)Atirador de Querche
OcupaçãoEstudante
Motivo(s)Incerto; relatos mencionam ressentimento contra a instituição e possível bullying

O ataque foi perpetrado por um estudante do quarto ano do instituto, Vladislav Igorevich Roslyakov (em russo: Владисла́в И́горевич Росляко́в).[33]

Quando Roslyakov tinha cerca de dez anos, o seu pai sofreu um grave ferimento na cabeça e passou a apresentar comportamento agressivo, o que contribuiu para a separação dos pais.[34] Segundo a imprensa, Roslyakov apresentava baixo desempenho escolar, tinha poucos amigos e demonstrava interesse por armas e videojogos.[35]

Em 2015, ingressou no Instituto Politécnico de Querche para estudar eletricidade. Durante o período de estudos, passou a demonstrar maior interesse por armas e explosivos, tendo sido relatado que levava uma faca para as aulas e, em uma ocasião, acionou spray de pimenta em sala sem apresentar justificativa.[36][37]

Diversas fontes relataram que Roslyakov expressava ressentimento em relação ao instituto, mencionando ter sido alvo de bullying por parte de colegas.[38][39]

Imagens de vigilância mostram Roslyakov vestindo calças pretas e uma t-shirt branca com a palavra russa "(НЕНАВИСТЬ)" (ódio), enquanto portava uma espingarda Hatsan Escort calibre 12.[40][41] A semelhança visual com os autores do massacre da Columbine High School levou parte da imprensa a classificar o ataque como um possível crime imitador.[42]

Após o ataque, o corpo de Roslyakov permaneceu sem ser reclamado por várias semanas. Em novembro de 2018, veículos russos relataram que ele teria sido cremado e enterrado sob um nome falso.[43]

Investigação

Serviço de emergência do lado de fora do Instituto Politécnico de Querche

O Comité de Investigação da Rússia inicialmente classificou o ataque como terrorismo, mas depois mudou-o para assassinato em massa.[44][40] Após os primeiros relatos de um suposto ataque terrorista em Querche, muitos políticos e os média russos sugeriram que os eventos eram atividades de "sabotadores ucranianos"[45] e que o governo ucraniano era responsável, mas mudaram de opinião depois que mais informações surgiram,[40] enquanto outros questionaram se Roslyakov foi devidamente verificado antes de ser autorizado a comprar uma arma e munições, o que ele fez legalmente.[46]

Nos dias imediatamente após o massacre, investigadores pesquisaram o passado de Roslyakov na tentativa de determinar precisamente o seu motivo. Esses investigadores também revelaram que, em última análise, estavam a tratar o incidente como um tiroteio escolar calculado.[47] As autoridades investigaram questões preocupações no caso, como onde Roslyakov conseguiu 30 000-40 000 rublos (cerca de US$ 450-600) para a arma, e onde ele aprendeu a usá-las.[48] Foi descoberto que Roslyakov obteve uma licença de arma em 2018 e possuía a arma legalmente, depois de completar um treinamento legalmente exigido sobre segurança de armas e apresentar todos os documentos necessários, incluindo relatório médico. Ele frequentava periodicamente um clube de tiro.[49] Pouco antes do tiroteio, ele comprou legalmente 150 cartuchos de munição.[50][51]

O Comité de Investigação ordenou uma avaliação psiquiátrica póstuma de Roslyakov.[52] O primeiro-ministro da Crimeia, Serguey Aksyonov, afirmou em 18 de outubro que era possível que o perpetrador tivesse um cúmplice, e a polícia estava à procura do indivíduo que "estava a treinar" Roslyakov para o crime.[53] No entanto, em 9 de novembro de 2018, o Comité de Investigação chegou à conclusão de que Roslyakov agiu sozinho.[54]

Reações

Vladimir Putin durante a XV reunião do clube Valdai, em 18 de outubro de 2018

Após o ataque, as autoridades locais e federais reagiram rapidamente. O primeiro-ministro da Crimeia, Serguey Aksyonov, decretou três dias de luto oficial em memória das vítimas, com bandeiras a meio-mastro e o cancelamento de eventos públicos. O presidente do Conselho de Estado da Crimeia, Vladimir Konstantinov, afirmou que era difícil conceber que o autor do ataque, Vladislav Roslyakov, de 18 anos, tivesse preparado a ação de forma totalmente independente. Embora as investigações iniciais tenham indicado que ele agiu sozinho, Konstantinov declarou que, em sua opinião e na de outros colegas, seria improvável que um jovem conseguisse organizar os preparativos sem qualquer influência externa.[55]

Representantes dos serviços de segurança russos também se pronunciaram. Sergey Mikhailovich Smirnov, vice-chefe do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), afirmou que o episódio evidenciava a necessidade de um maior controlo estatal sobre o conteúdo disponível na Internet, em particular em relação à radicalização e à disseminação de violência entre jovens.[55][56]

O presidente russo Vladimir Putin comentou o ataque durante um discurso no Clube de Discussão Valdai, realizado em Sochi. Putin afirmou que o massacre parecia estar relacionado aos efeitos da globalização, das redes sociais e da cultura disseminada pela Internet, argumentando que muitos desses fenômenos teriam origem em episódios de violência escolar ocorridos nos Estados Unidos. Segundo ele, a ausência de “conteúdo saudável” para jovens contribuiria para tragédias desse tipo.[57][58][59][60]

Analistas e comentaristas próximos ao governo russo reforçaram esse discurso. O analista político Sergey Mikheyev, em declarações à televisão estatal russa, atribuiu o ataque ao que descreveu como uma “subcultura ocidental”, caracterizada, segundo ele, pelo culto à violência e pela glorificação do uso de armas. Observadores internacionais interpretaram essas declarações como parte de uma narrativa mais ampla que buscava associar o ataque à influência cultural do Ocidente.[61][60] O The Irish Times observou que tais posições refletiam uma visão cética das autoridades russas em relação à Internet e às redes sociais, frequentemente percebidas como tecnologias dominadas por países ocidentais e potencialmente utilizadas para estimular dissidência e protestos.[56]

A tragédia gerou uma onda de condolências internacionais. Líderes e representantes de diversos países, incluindo Alemanha,[62] Arménia,[63] Bélgica,[64] Canadá,[65] Itália, Polónia, Reino Unido, Tailândia e Venezuela, expressaram solidariedade às famílias das vítimas.

O presidente ucraniano Petro Poroshenko também manifestou condolências, descrevendo as vítimas como cidadãos ucranianos e anunciando que a Procuradoria-Geral da República Autónoma da Crimeia havia iniciado processos criminais sob a tipificação de “ato de terrorismo”.[66][b]

Organizações internacionais também reagiram. O secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjørn Jagland, e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressaram condolências e solidariedade às famílias das vítimas, condenando o ataque e destacando a necessidade de combater a violência em ambientes educacionais.[67][68]

Diversos meios de comunicação internacionais compararam o ataque ao Massacre de Columbine, ocorrido nos Estados Unidos em 1999, chegando a descrevê-lo como o “Columbine da Rússia”.[58][59][69] O jornalista Steven Rosenberg observou que o episódio não era um caso isolado, destacando que ao longo de 2018 já haviam ocorrido vários ataques em escolas na Rússia, muitos deles resultando em feridos.[57] O The Telegraph acrescentou que, embora ataques anteriores frequentemente envolvessem armas brancas ou pistolas não letais, o caso de Querche se destacou pelo uso de armas de fogo de maior poder letal.[58]

Consequências

Os alunos voltaram aos estudos em 23 de outubro, com postos de controlo nas entradas em que as identidades dos alunos são confirmadas. Um porta-voz da Direção da Região de Rostov do Ministério de Emergência russo, disse aos repórteres: "Um exame foi realizado. De acordo com as informações preliminares, não há perigo de desabamento [da estrutura]."[70]

Alteração das leis

Em 25 de outubro de 2018, o presidente russo Vladimir Putin exigiu que a Rosgvardia tomasse medidas para reforçar o controlo no campo do tráfico de armas.[71] Alguns dias antes, a Rosgvardiya revelou que desenvolveu mudanças nas regras de circulação de armas e munições para ele no território da Rússia, que previa a imposição aos proprietários de armas de notificar os órgãos territoriais sobre o armazenamento de armas num local permanente.[72] No início de dezembro de 2018, o general do Exército Viktor Zolotov informou que o presidente recebeu um conjunto de medidas preparadas pela Rosgvardia e pelo FSB da Rússia para "melhorar o controlo sobre a circulação de armas".[73]

Em 18 de outubro de 2018, um membro do Comité de Educação e Ciência da Duma Federal, Nikolai Zemtsov, declarou a necessidade de aumentar para 21 a idade a partir da qual os cidadãos, com exceção de militares e policiais, podem comprar armas de fogo. O projeto de lei correspondente foi apresentado pelo deputado ao conselho especializado do grupo parlamentar do partido Rússia Unida. O Comité de Construção e Legislação do Estado da Duma Federal anunciou a sua disponibilidade para considerar e apoiar este projeto[74] e a iniciativa também contou com o apoio da liderança da Rosgvardia.[75] Em 26 de novembro de 2018, o Conselho Estadual da República do Tartaristão submeteu um projeto semelhante à Duma Federal.[76]

A vice-presidente da Duma Federal, Irina Yarovaya, desenvolveu um projeto de lei que prevê a criação de um procedimento especial para a obtenção de uma licença de caça e uma licença para a compra de armas de fogo de cano longo e alma lisa por pessoas com idade entre 18 e 21 anos. A deputada propôs estabelecer uma série de requisitos adicionais para pessoas dessa faixa etária que queiram ter armas.[77] Em janeiro de 2019, o Ministério de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Rússia iniciou o desenvolvimento de um projeto de lei que introduziria um exame especial para caçadores.[78]

Incidentes de imitação

  • Em 28 de maio de 2019, o estudante Daniil Pulkin, de 15 anos, cometeu um ataque com um machado e coquetéis Molotov (que ele não usou) em Volsk, oblast de Saratov, Rússia, o que deixou uma colega gravemente ferida. Ele era obcecado por Roslyakov[79] e em agosto de 2020, o menor foi condenado a sete anos de prisão em um reformatório.[80]
  • Em fevereiro de 2020, o Serviço Federal de Segurança da Rússia descobriu e evitou um ataque terrorista em duas instituições de ensino em Querche, preparado por dois adolescentes de 16 e 17 anos que apoiavam as ideologias de Vladislav Roslyakov. As buscas nas suas casas descobriram dispositivos explosivos improvisados e componentes para a fabricação de explosivos comprados pela internet, que foram testados em animais.[81] O tribunal da Crimeia decidiu prender os adolescentes durante dois meses.[82]
  • Em 11 de maio de 2021, Ilnaz Galyaviev, de 19 anos, cometeu um atentado em uma escola em Cazã semelhante ao massacre de Querche, usando também uma bomba e uma arma semelhante à usada por Roslyakov.[83]

Memoriais

Cerimónia de luto às vítimas do assassinato em 19 de outubro.

Em várias partes da Rússia e em outros países, centenas de pessoas reuniram-se para homenagear as vítimas. O memorial de Querche no Jardim de Alexandre, em Moscovo, foi decorado com flores.[84] Um memorial improvisado foi criado no lado de fora do instituto, para que moradores e sobreviventes trouxessem flores e brinquedos.[85]

Um memorial aberto e um funeral para as vítimas foi realizado na praça central de Querche, com um discurso de Serguey Aksyonov, que disse à multidão; "Não queremos conversar, queremos chorar. A história da Crimeia será dividida em dois — antes e depois de 17 de outubro. Precisamos ser fortes, precisamos ser corajosos".[86] Cerca de 20 000 pessoas estiveram presentes no funeral público em Querche.[87]

Em outubro de 2021, foi inaugurado em Querche um monumento aos alunos e professores que morreram no instituto de Querche, no antigo local onde estava uma laje com os nomes das vítimas esculpidos. O esboço do memorial foi escolhido pelos parentes das vítimas e o autor do monumento foi o escultor Andrei Kovalchuk.[88]

Em abril de 2019, a empresa cinematográfica russa Bazelevs, fundada pelo cineasta Timur Bekmambetov, anunciou a produção de um filme baseado no massacre do Instituto Politécnico de Querche.[89] O projeto foi anunciado como sendo realizado no formato screenlife, um estilo cinematográfico em que a narrativa é apresentada exclusivamente por meio de telas de dispositivos digitais, como computadores e telemóveis, formato previamente utilizado pela produtora em outros filmes.

Segundo o anúncio, Leonid Marantidi, colaborador da publicação independente Meduza, foi indicado como diretor do filme. O roteiro ficaria a cargo de Ksenia Leonova, jornalista associada às publicações Kommersant e Forbes. A produção foi apresentada como uma tentativa de abordar o evento dentro do contexto contemporâneo do consumo de informação digital, característica central do formato *screenlife*.

O anúncio do filme ocorreu poucos meses após o ataque e chamou a atenção de veículos de comunicação russos e internacionais, inserindo o massacre de Querche no debate sobre a representação de crimes reais e violência em obras audiovisuais. Até o momento do anúncio, não foram divulgados detalhes adicionais sobre o elenco, cronograma de produção ou data de lançamento.

Ver também

Notas e referências

Notas

  1. A docente Olga Nikolaevna Grishchenko, de 61 anos, que lecionava economia, sofreu múltiplos ferimentos no abdómen durante o ataque e morreu em julho de 2019, após tratamento prolongado.[25] O Ministério da Educação, Ciência e Juventude da Crimeia, afirmou que a morte de Grishchenko não estava relacionada aos ferimentos e pediu para não associar a sua morte ao ataque em Querche.[26]
  2. A Ucrânia não reconhece a anexação da Crimeia em março de 2014 pela Rússia e considera a Crimeia como parte de seu território.

Referências

  1. «Ружье "для самообороны" и картечь на волка – стало известно, какое оружие использовал "Керченский стрелок"» [Caçadeira "para autodefesa" e buckshots para caçar lobos – ficou conhecida a arma que foi usada pelo "atirador de Querche"]. Dialog (em russo). 17 de outubro de 2018. Consultado em 17 de outubro de 2018 
  2. «Арсенал, собранный для убийства» [Arsenal reunido para o assassinato]. Kommersant (em russo). 18 de outubro de 2018. Consultado em 20 de outubro de 2018 
  3. Kovaleko, Galina (21 de outubro de 2018). «Количество пострадавших в Керчи выросло до 73 человек» [O número de vítimas em Querche aumentou para 73 pessoas]. Komsomolskaya Pravda (em russo) 
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Ligações externas