Massacre da Chácara São Bento
O Massacre da Chácara São Bento, também referido como Massacre da Granja São Bento, foi uma execução extrajudicial de seis militantes da organização de esquerda Vanguarda Popular Revolucionária ocorrida entre os dias 7 e 9 de janeiro de 1973, na Região Metropolitana do Recife, durante a ditadura militar brasileira. A operação foi conduzida por agentes do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo e teve participação do agente infiltrado José Anselmo dos Santos, conhecido como Cabo Anselmo.[1][2]
Vítimas
Foram mortos durante a operação conduzida pelos órgãos de segurança do regime militar brasileiro:
- Soledad Barret
- Jarbas Marques
- Eudaldo Gomes da Silva
- Evaldo Luiz Ferreira de Souza
- Pauline Reichtsul
- José Manoel da Silva
Os seis militantes foram sequestrados por agentes da repressão em locais e ocasiões diferentes antes do massacre, e posteriormente torturados e assassinados em uma operação premeditada, sem que tenha ocorrido oposição armada real entre os militantes e as forças de segurança. Segundo a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal, evidências de perícias, pesquisas e laudos colhidos ao longo dos anos apontam que a versão oficial de um tiroteio foi forjada para justificar as mortes.[3]
Referências
- ↑ Veras, Paulo (29 de agosto de 2017). «Livro revela detalhes do Massacre da Granja São Bento em Pernambuco». JC. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ Benites, Afonso (4 de setembro de 2017). «Os rebeldes sem armas emboscados por um agente duplo da ditadura». El País Brasil. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ Ministério Publico Federal - http://www.mpf.mp.br/. «Ditadura Militar: MPF processa União, Estado de SP e delegado aposentado pelo Massacre da Granja São Bento, ocorrido em PE». MPF. Consultado em 14 de janeiro de 2026