Maria Josefa da Áustria (1699–1757)

 Nota: Para a filha de Maria Teresa da Áustria, veja Maria Josefa da Áustria (1751–1767).
Maria Josefa
Arquiduquesa da Áustria
Rainha Consorte da Polônia e
Grã-Duquesa Consorte da Lituânia
Reinado17 de janeiro de 1734
a 17 de novembro de 1757
Coroação17 de janeiro de 1734
PredecessoraCatarina Opalińska
Eleitora Consorte da Saxônia
Reinado17 de janeiro de 1734
a 17 de novembro de 1757
PredecessoraCristiana Everadina de Brandemburgo-Bayreuth
SucessoraMaria Antônia da Baviera
Dados pessoais
Nascimento8 de dezembro de 1699
Palácio de Hofburg, Viena, Áustria, Sacro Império Romano-Germânico
Morte17 de novembro de 1757 (57 anos)
Dresden, Saxônia, Sacro Império Romano-Germânico
Sepultado emCatedral da Santíssima Trindade, Dresden, Alemanha
Nome completo
Maria Josepha Benedikta Antonia Theresia Xaveria Philippine von Österreich
MaridoAugusto III da Polônia
Descendência
Frederico Cristiano, Eleitor da Saxônia
Maria Amália da Saxônia
Maria Ana Sofia da Saxônia
Francisco Xavier da Saxônia
Maria Josefa da Saxônia
Carlos, Duque da Curlândia
Maria Cristina, Abadessa de Remiremont
Maria Isabel da Saxônia
Alberto Casimiro, Duque de Teschen
Clementino, Arcebispo-Eleitor de Tréveris
Maria Cunegundes, Abadessa de Essen
CasaHabsburgo (por nascimento)
Wettin (por casamento)
PaiJosé I do Sacro Império Romano-Germânico
MãeGuilhermina Amália de Brunsvique-Luneburgo
ReligiãoCatolicismo

Maria Josefa Benedita Antônia Teresa Xaviera Filipina (Viena, 8 de dezembro de 1699Dresden, 17 de novembro de 1757) foi de 1711 a 1713, herdeira presumível do Sacro Império Romano-Germânico.[1] Através do seu casamento com o rei Augusto III da Polônia, foi eleitora da Saxônia, rainha da Polônia, e grã-duquesa da Lituânia.[1][2]

Primeiros anos

Nasceu em Viena como arquiduquesa da Áustria e filha mais velha do imperador romano-germânico José I[1] e da sua esposa, a princesa Guilhermina Amália de Brunsvique-Luneburgo. Durante o reinado do seu avô, o pai e o tio de Maria Josefa assinaram um decreto que fez dela a herdeira dos domínios dos Habsburgo na eventualidade de ambos não terem herdeiros varões. Contudo, durante o reinado do tio deles, o imperador Carlos VI, tanto Maria Josefa como Maria Amália foram excluídas da linha de sucessão em favor da sua prima Maria Teresa através da Sanção Pragmática de 1713.

Casamento

O casamento entre Maria Josefa e Frederico Augusto II, príncipe-eleitor da Saxônia, tinha sido sugerido pelo seu futuro sogro desde 1704. Contudo, o facto de Maria Josefa não se poder casar com alguém que não fosse católico impediu a união. Quando Augusto se converteu ao catolicismo em 1712 as negociações foram retomadas. A 20 de agosto de 1719, Maria Josefa e Frederico Augusto casaram. Através deste casamento entre as casas reais de Wettin e de Habsburgo, o pai de Frederico Augusto tinha a esperança de melhorar a posição da Saxônia se rebentasse uma guerra de sucessão nos territórios austríacos. O filho mais velho do casal, Cristiano, sucedeu o pai como príncipe-eleitor da Saxônia após a sua morte.

Em 1733, Frederico Augusto foi eleito rei da República das Duas Nações como Augusto III, o Saxão. Maria Josefa foi coroada a 20 de Janeiro de 1734. A rainha era descrita como sendo ambiciosa, inteligente e religiosa. Fundou muitas igrejas e conventos e deu grande apoio os jesuítas da Polônia. Em 1740, reclamou os seus direitos de sucessão ao trono da Áustria, não para si, mas para o seu marido. Acabaria por abrir mão dos mesmos em 1742, acabando por permitir uma aliança entre a Saxônia e a Áustria. Durante a Guerra dos Sete Anos em 1756, Maria Josefa permaneceu em Dresden, depois de o marido partir, quando a cidade foi conquistada pelo exército do Reino da Prússia.

Morte

Morreu de apoplexia durante a ocupação da Prússia e foi enterrada no jazigo dos Wettin em Hofkirche, Dresden.

Descendência

Maria Josefa e Frederico Augusto tiveram catorze filhos reconhecidos pelos historiadores:[3]

  1. Frederico Augusto da Saxônia (1720-1721), morreu na infância.
  2. José Augusto da Saxônia (1721-1728), morreu na infância.
  3. Frederico Cristiano, Eleitor da Saxônia (1722–1763), casou-se com Maria Antónia da Baviera, com descendência.
  4. Maria Amália da Saxônia (1724–1760), casou-se com Carlos III de Espanha, com descendência.
  5. Maria Margarida da Saxônia (1727–1734), morreu na infância.
  6. Maria Ana Sofia da Saxônia (1728–1797), casou-se com Maximiliano III José, Eleitor da Baviera, sem descendência.
  7. Francisco Xavier da Saxônia (1730–1806), casou-se morganaticamente com Maria Chiara Spinucci, com descendência.
  8. Maria Josefa da Saxônia (1731–1767), casou-se com Luís, Delfim da França, com descendência.
  9. Carlos, Duque da Curlândia (1733-1796), casou -se com Franciszka Corvin-Krasińska, com descendência.
  10. Maria Cristina, Abadessa de Remiremont (1735-1782), princesa-abadessa de Remiremont; sem descendência.
  11. Maria Isabel da Saxônia (1736-1818), morreu solteira e sem descendência.
  12. Alberto Casimiro, Duque de Teschen (1738–1822), casou-se com Maria Cristina da Áustria, com descendência.
  13. Clementino, Arcebispo-Eleitor de Tréveris (1739–1812), arcebispo de Trier.
  14. Maria Cunegundes, Abadessa de Essen (1740-1826), princesa-abadessa de Thorn e Essen; quase se casou com Luís Filipe II, Duque de Orleães.


Referências

  1. a b c Paczkowski, Szymon (2017). Polish Style in the Music of Johann Sebastian Bach (em inglês). Lanham: Rowman & Littlefield. p. 66 
  2. Koziara, Thomas P. (2020). Historia Nostra: The Complete History of Poland: 1586 to Present (em inglês). IV. [S.l.]: Aurifera S.A. p. 37 
  3. Watanabe-O'Kelly, p. 266.


Maria Josefa da Áustria
Casa de Habsburgo
8 de dezembro de 1699 – 17 de novembro de 1757
Precedida por
Catarina Opalińska

Rainha Consorte da Polônia e Grã-Duquesa Consorte da Lituânia
17 de janeiro de 1734 – 17 de novembro de 1757
Monarquia abolida
Partições da Polônia
Precedida por
Cristiana Everadina de Brandemburgo-Bayreuth
Eleitora da Saxônia
17 de janeiro de 1734 – 17 de novembro de 1757
Sucedida por
Maria Antônia da Baviera