Maria Alexandrina Pires Chaves
| Maria Alexandrina Pires Chaves | |
|---|---|
| Nascimento | 1892 Faro |
| Morte | 1979 |
| Cidadania | Portugal |
| Ocupação | pintora |
Maria Alexandrina Pires Chaves Berger (Sé, Faro, 3 de janeiro de 1892 – Carcavelos, Cascais, 27 de fevereiro de 1979) foi uma pintora portuguesa.[1]
Percurso
Era filha do proprietário Joaquim Manuel Ferreira Chaves, natural de Faro (freguesia de São Pedro), e de Maria Antónia Pires de Azevedo Chaves, doméstica, também natural de Tavira (freguesia de Santa Maria do Castelo). Era irmã de Raul Pires Ferreira Chaves, Olímpio Ferreira Chaves e João Carlos Pires Ferreira Chaves.[2]
Frequentou a Escola Industrial de Pedro Nunes em Faro, o Curso Especial de Pintura da Escola de Belas-Artes de Lisboa e a Escola Normal para o Ensino do Desenho.[1].
Recebeu ensinamentos particulares dos pintores Ezequiel Pereira, seu padrinho de casamento, e António Tomás da Conceição Silva.[1]
Realizou diversas exposições em Faro, Lisboa e Porto. Participou, obtendo menções honrosas e várias medalhas, em Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa e no Estoril e nas exposições do Grupo de Artistas Portugueses, da Imagem da Flor, da Junta da Província da Beira Alta, dos Pintores do Sul, no Salão Silva Porto e outras nacionais e estrangeiras.[1].
Expôs em 1957, na SNBA, uma série sobre as praias e as falésias do Algarve[3].
Encontra-se colaboração da sua autoria na na II série da revista Alma nova [4] (1915-1918).
A 24 de julho de 1926, casou civilmente em Lisboa com o escultor Rogério Paletti Berger (Santa Maria, Lagos, 1899 – Santa Isabel, Lisboa, 23 de março de 1965), filho do professor José Júlio Lapelier Berger (Santa Maria, Lagos, 1868 – 1934), que exerceu, ainda durante a Monarquia, como vereador republicano do município e mais tarde como administrador de concelho em Lagos pelo Partido Republicano Português, e de sua mulher Adelina da Glória Berger, ambos naturais de Lagos. Foram padrinhos de casamento o pai do noivo, José Júlio Lapelier Berger, e o pintor Ezequiel Pereira.[5][6]
Morreu a 27 de fevereiro de 1979, na freguesia de Carcavelos, concelho de Cascais.[2]
Homenagens
Faro homenageou-a, inserindo o seu nome na toponímia da cidade com a Praceta Maria Alexandrina Pires Chaves Berger. [7]
Referências
- ↑ a b c d Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. XXXIX (apêndice) (p. 27)
- ↑ a b «Livro de registo de batismos da paróquia da Sé - Faro (1892)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Faro. p. 52 e 52v, assento 107
- ↑ Brotéria 1957
- ↑ Rita Correia (19 de julho de 2011). «Ficha histórica:Alma nova: revista ilustrada (II Série) (1915-1918)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 13 de março de 2015
- ↑ «Livro de registo de casamentos da 5.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1926-05-12 - 1926-08-16)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 143 e 143v, assento 143
- ↑ ESTEVES, João. «Adelina Da Gloria Paletti Berger». Lagos da República
- ↑ «Código Postal». Código Postal. Consultado em 7 de dezembro de 2021