Maciço dos Beni Esnassene

Beni Esnassene
Maciço dos Beni Esnassene
Beni Esnassene está localizado em: Marrocos
Beni Esnassene
Localização do maciço em Marrocos
Coordenadas 34° 48' N 2° 13' O
Altitude {{{Altitude}}} m
Continente África
País Marrocos
Região Oriental

O maciço dos Beni Esnassene ou dos Aite Iznassene (em árabe: ⴰⵢⵜ ⵉⵣⵏⴰⵙⵏ; romaniz.: Ayt Iznassen; em árabe: بني سناسن; romaniz.: Banū Yaznāsan; em francês: Beni Snassen) é uma região montanhosa situada no nordeste do Marrocos.

Nome

O maciço recebe seu nome da tribo dos isnassanitas, que habitam a região. O etnônimo Iznassen é formado pelo segmento verbal ou nominal + afixo pessoal (neste caso, -sn, 3.ª pessoa do masculino plural, "deles, a eles"). A inicial i- do primeiro segmento pode ser analisada tanto como o índice de 3.ª pessoa do masculino singular de um verbo quanto como marca inicial do plural nominal. Izna pode ser tanto um verbo (no tema do pretérito, daí izna-sn = "ele lhes …") quanto um nome masculino plural (daí izna-sn, "os seus …").[1]

Geomorfologia

O maciço está localizado na região do Atlas Teliano do Marrocos oriental. Trata-se de uma dobra única, assimétrica, de calcário dolomítico, cujo núcleo é constituído por xistos primários. Alcança 1 535 metros no monte Ras Fural. Uma orogênese terciária, particularmente vigorosa na borda da fossa mediterrânica, é responsável por esta cadeia abrupta na face norte, que domina a planície de Zebra e de Bercane, enquanto a vertente voltada para o sul-sudoeste é mais regular. Há um contraste muito acentuado entre esse flanco do maciço e as planícies de caráter estepeiro do Marrocos oriental, sejam elas a do Mulucha ou a de Angade [fr]. Essa oposição é tanto de ordem climática quanto topográfica.[2]

Atividades humanas

O aumento da pluviosidade (600 milímetros no cume contra 350 milímetros em Ujda) e a maior umidade do ar permitem culturas florescentes, irrigadas por numerosas acéquias alimentadas por fontes abundantes. Essa umidade mais elevada favorece os bosques de azinheiras, tuías e pinheiros-de-alepo, mais vigorosos na vertente norte do que na vertente sul. Os isnassanitas cultivam amendoeiras, oliveiras e figueiras que margeiam campos de cereais ou de hortaliças de sequeiro; nos vales e nas planícies de Zebra e de Berguente predominam as laranjeiras e outros citrinos. As aldeias de pedra seca ocupam no maciço posições pitorescas. A floresta, em parte degradada, sofre com o pastoreio dos rebanhos — tradicional área de pastagem — e, mais ainda, com a pressão demográfica.[2]

População

O maciço, com menos de 50 quilômetros de extensão, é habitado por mais de 100 mil pessoas, o que lhe confere uma densidade de 40 habitantes por quilômetro quadrado. O excedente de mão de obra escoa para as planícies do norte e do sul e contribui para uma migração significativa para as cidades (Ujda, Fez, Casablanca) e para a Europa. Durante o período colonial, como todos os rifenhos, os isnassanitas forneciam mão de obra muito procurada pelas grandes explorações agrícolas da Argélia ocidental, sobretudo para a poda das oliveiras e das vinhas. A cadeia é atravessada por uma estrada que liga El Aiune a Bercane. Ela passa nas proximidades do importante sítio pré-histórico da Gruta dos Pombos, em Taforalte; a oeste dessa localidade começam os desfiladeiros do Zeguel, por onde passa uma via secundária que também permite chegar a Bercane; a estrada principal, de Ujda a Bercane, contorna o maciço pelo oeste.[3]

Referências

  1. Chaker 1991, p. 1470.
  2. a b Chaker 1991, p. 1468.
  3. Chaker 1991, p. 1468-1469.

Bibliografia