Mérito, excelência e inteligência

Mérito, excelência e inteligência (MEI) (do inglês: Merit, excellence, and intelligence) é uma estrutura organizacional que enfatiza a seleção de candidatos com base exclusivamente no seu mérito, realizações, habilidades, capacidades, inteligência e contribuições.[1]

As empresas que substituíram os seus programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) por MEI incluem: Toyota, Meta, McDonald's, Walmart, Ford, Harley-Davidson, John Deere, Nissan, Tractor Supply Company, Amazon e Boeing.[1]

História

O conceito de mérito, excelência e inteligência (MEI) foi criado por Alexandr Wang, cofundador e CEO da Scale AI em junho de 2024.[2] Wang publicou um post de blog intitulado “Meritocracy at Scale”, no qual Wang afirmou:[2][3]

Apenas contratamos a melhor pessoa para o trabalho, procuramos e exigimos a excelência e preferimos, sem hesitações, pessoas muito inteligentes, […]

Tratamos todos como indivíduos. Não estereotipamos, tokenizamos ou tratamos ninguém injustamente como membro de um grupo demográfico em vez de como indivíduo.

— Alexandr Wang, Meritocracy at Scale (em inglês)

Críticas

Declarações críticas do mérito, excelência e inteligência (MEI) incluem:

  • Ignorar “as barreiras sistémicas que persistem […]” e “marginalizar aqueles que não se enquadram num molde homogéneo e heteronormativo”.[4]
  • Sendo uma filosofia “B.S.” (em português: "de merda" ou "sem-sentido" que é difundida “entre alguns homens brancos no poder que acreditam que merecem o seu privilégio”.[5]
  • Mérito não ter uma definição universal.[5]
  • Especialistas não identificados afirmaram que o MEI não leva em conta “viéses reais” e faz com que as pessoas contratem pessoas semelhantes a elas.[2]
  • Seena Hodges, uma consultora de DEI, afirmou que “Dizer que se contrata por mérito, excelência e inteligência é, na verdade, dizer que pessoas historicamente sub-representadas não são dignas”.[6][7]
  • Haje Jan Kamps descreveu o MEI como “a mais nova onda de estupidez”. Kamps convidou Alexandr Wang, e aqueles que apoiavam Wang, “a se foderem completamente […] Por favor, leiam meus lábios. Eu fui perfeitamente claro: Vão se foder. Completamente. Tirem a cabeça do cu ignorante e depois fodam-se completamente.”[8] Em nota do editor, o jornal online TechCrunch declarou que a postagem foi editada “para remover a sua linguagem mais ofensiva”, que não reflete os “padrões de integridade” do TechCrunch e pediu desculpas aos leitores “por este erro grave.”.[8]

Ver também

Referências

  1. a b Kelly, Jack. «Trump Replaces DEI With 'Merit, Excellence, and Intelligence'». Forbes (em inglês). Consultado em 30 de maio de 2025 
  2. a b c Burleigh, Paige McGlauflin,Emma. «A new catchphrase is a hit with DEI critics but reveals how misunderstood hiring really is». Fortune (em inglês). Consultado em 30 de maio de 2025 
  3. «Scale is a meritocracy, and we must always remain one. | Scale». scale.com (em inglês). Consultado em 30 de maio de 2025 
  4. Goodall, Cerys. «Why DEI Matters More Than Ever In The Face Of MEI». Forbes (em inglês). Consultado em 30 de maio de 2025 
  5. a b Mallick, Mita (7 de fevereiro de 2024). «POV: Elon Musk thinks MEI is great. I think it's B.S.». Fast Company. Consultado em 30 de maio de 2025 
  6. Borges, Alexandre (27 de julho de 2024). «Mérito, excelência e inteligência, o coquetel anti-woke no trabalho». O Antagonista. Consultado em 30 de maio de 2025 
  7. Borchers, Callum (25 de julho de 2024). «Merit, Excellence and Intelligence: An Anti-DEI Approach Catches On». WSJ (em inglês). Consultado em 30 de maio de 2025 
  8. a b Kamps, Haje Jan (28 de junho de 2024). «DEI? More like 'common decency' — and Silicon Valley is saying 'no thanks'». TechCrunch (em inglês). Consultado em 30 de maio de 2025. Cópia arquivada em 28 de junho de 2024 

Ligações externas