Mãe Gilda de Ogum
| Mãe Gilda de Ogum | |
|---|---|
![]() Busto de Mãe Gilda no Parque do Abaeté, em Salvador. | |
| Nascimento | 3 de outubro de 1935 Salvador |
| Morte | 21 de janeiro de 2000 (64 anos) Salvador |
| Cidadania | Brasil |
| Etnia | afro-brasileiros, negros |
| Ocupação | sacerdotisa, ialorixá |
Gildásia dos Santos e Santos (Salvador, 3 de outubro de 1935 — Salvador, 21 de janeiro de 2000), conhecida como Mãe Gilda de Ogum, foi uma líder religiosa e ativista social brasileira. Em 1988, fundou o Ilê Axé Abassá de Ogum, um terreiro de candomblé próximo à Lagoa do Abaeté, bairro de Itapuã, em Salvador.[1]
Ela própria foi iniciada no candomblé em 1976 no Terreiro de Oya. Após muitos anos de iniciação na religião, recebeu o cargo de ialorixá e, em outubro de 1988, registrou seu Terreiro de Candomblé, o Axé Abassá de Ogum. Ela se destacou por sua personalidade forte e seus esforços para melhorar a área de Nova Brasília de Itapuã em Itapuã.[1]
Difamações e uma série de violências contra ela e seus filhos de santo produzidas pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) nas páginas da Folha Universal lhe causaram infarto mortal em 21 de janeiro de 2000.[2] Os ataques incluíram a foto dela em matéria de capa com a manchete "Macumbeiros e charlatões lesam a vida e bolso de clientes”, o que motivou a sua família a processar a IURD e venceu a causa.[3] Em 2007, o Governo Federal do Brasil instituiu o aniversário de sua morte (21 de janeiro) como o Dia de Luta contra a Intolerância Religiosa.[4][5]
Em 2014, a Prefeitura Municipal de Salvador instalou o monumento público em homenagem à líder religiosa no Parque Metropolitano do Abaeté.[6] De autoria de Márcia Magno, o monumento é um busto de 1,7 m de altura, dos quais 1,1 m corresponde à base.[6] O local se tornou ponto de referência para o Dia de Luta contra a Intolerância Religiosa e os terreiros de candomblé.[3][7] Ao mesmo tempo, foi alvo de vandalismos em 2016[8] e em 2020.[9]
Ver também
- Intolerância religiosa no Brasil
- Lista de terreiros de candomblé em Salvador
- Preconceito contra religiões afro-brasileiras
- Lista de monumentos públicos em Salvador
- Pedra de Xangô
Referências
- ↑ a b Fundação Cultural Palmares (4 de novembro de 2014). «Personalidades Negras – Mãe Gilda». Fundação Cultural Palmares. Consultado em 23 de agosto de 2024
- ↑ «Busto que homenageia Mãe Gilda é vandalizado; criminoso disse estar 'a mando de Deus'». Metro 1. Consultado em 14 de abril de 2025
- ↑ a b «Abaeté recebe Busto de Mãe Gilda». Correio Nagô. 25 de novembro de 2014. Consultado em 14 de abril de 2025
- ↑ Souza, Makota Celia Goncalves (20 de janeiro de 2017). «A barbárie, a civilização e o bom combate» [Barbarism, civilization, and the good fight]. Brasil de Fato. Consultado em 5 de maio de 2023
- ↑ Rego, Jussara (16 de janeiro de 2018). «O Caso Mãe Gilda que originou a lei brasileira contra a intolerância religiosa» [The Mãe Gilda Case that originated the Brazilian law against religious intolerance]. CartaCampinas. Consultado em 5 de maio de 2023
- ↑ a b Fundação Gregório de Mattos (julho de 2022). «MÃE GILDA» (PDF). Consultado em 14 de abril de 2025
- ↑ Ascom/Inema (22 de janeiro de 2015). «Abaeté: Busto de Mãe Gilda recebe homenagem no Dia de Combate à Intolerância Religiosa». Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Consultado em 14 de abril de 2025
- ↑ «Busto de Mãe Gilda é reinaugurado após ser alvo de vandalismo». G1 Bahia. 28 de novembro de 2016. Consultado em 14 de abril de 2025
- ↑ «Homem é preso por vandalizar estátua de mãe de santo: 'A mando de Deus'». noticias.uol.com.br. 16 de julho de 2020. Consultado em 14 de abril de 2025
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