Luar do Sertão
| "O Luar do Sertão" | |
|---|---|
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| Canção de Eduardo das Neves e coro | |
| Lado B | "A Partida do Tropeiro" (Bahiano)[1] |
| Lançamento | 1914 |
| Formato(s) | 78 rpm |
| Gênero(s) | Toada sertaneja |
| Duração | 3:37 |
| Gravadora(s) | Casa Edison |
| Composição | Catulo da Paixão Cearense João Pernambuco |
Luar do Sertão é uma toada sertaneja atribuída a Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, que expressa a saudade pela natureza e pela vida no meio rural. A canção é caracterizada por uma melodia suave e introspectiva e pelo refrão que enfatiza o contraste entre o luar da cidade e o do sertão, simbolizando o exílio emocional do eu-lírico.
A autoria de Luar do Sertão foi motivo de disputas ao longo dos anos. Embora o poeta Catulo tenha sido reconhecido pela letra, João Pernambuco é amplamente considerado o verdadeiro autor da melodia. A canção se tornou um ícone da música brasileira, sendo reinterpretada por diversos artistas e permanecendo um símbolo do regionalismo e da identidade nacional.
Aspectos líricos e musicais
A canção celebra o estilo de vida e a natureza do sertão, contrapondo-o ao do meio urbano e evocando sentimentos de saudade da terra natal. A simplicidade da linguagem, aliada à ênfase em imagens naturais, como a lua, a mata e o regato, confere à canção uma expressão de saudade idealizada da vida rural, um elemento recorrente na música popular urbana das primeiras décadas do século XX.[2][3][4]
Estruturalmente, a música se organiza em estrofes visuais que descrevem paisagens, sentimentos e desejos, intercaladas pelo refrão em torno dos versos "Não há, ó gente, ó não/ Luar como esse do sertão". Seu desenho melódico é composto pelas partes A (correspondente ao refrão) e B (correspondente às estrofes), com variações suaves no ritmo e na melodia, favorecendo um fraseado lírico intimista, sem grandes saltos melódicos. Nas duas partes, a melodia é caracterizada por movimentos suaves, com subidas e descidas em graus conjuntos, refletindo a beleza do tema e apoiando a narrativa. As células melódicas, compostas por três notas repetidas, recaem sobre palavras-chave como "saudade", "luar", "serra" e "terra", reforçando a temática central da canção. Ritmicamente, a canção é marcada por uma cadência lenta e contemplativa.[2][5]

O tema central da canção é a saudade, que expressa um vínculo afetivo e sensorial com a terra natal, refletindo seus sons, imagens e ritmos. Esse sentimento se intensifica pela sensação de exílio emocional, evidenciada na comparação entre o luar da cidade e o do sertão, onde a vida urbana é vista como distante e sem conexão sentimental. O sertão é idealizado como um espaço de pureza e harmonia com a natureza, contrastando com a frieza da cidade, e a morte é tratada como um desejo de retorno pacífico à terra natal, simbolizando a completude emocional. A natureza sertaneja funciona como metáfora dos estados de espírito do eu-lírico, expressando solidão, beleza e dor, ressaltando a interconexão entre o mundo externo e interno.[2][3][6]
O cientista da religião Mircea Eliade aponta que o simbolismo lunar nas religiões primitivas permitiu estabelecer correspondências entre fenômenos como nascimento, morte, ressurreição, fecundidade, criação e imortalidade.[7] Eliade chama a atenção para a permanência de "situações religiosas" arcaicas no universo mental do homem contemporâneo, integrando "ao seu cristianismo uma grande parte de sua herança religiosa pré-cristã, de uma Antiguidade imemorial". Esta herança inclui o sentimento de "santidade da Natureza", da qual o homem faz parte.[8]
O verso "a lua nasce por detrás da verde mata" sugere que o sertão mencionado pelo poeta não é o árido e seco da caatinga nordestina, mas sim um sertão exuberante e ressurgente, provavelmente renovado após as primeiras chuvas.[2]
Para a antropóloga Elizabeth Travassos, há uma dissonância entre o sujeito da canção e o cenário que ele descreve, dado que os compositores e cantores desse tipo de música geralmente viviam nas cidades, embora muitos tenham origens no sertão nordestino ou na roça paulista, sendo alguns migrantes que se tornaram artistas urbanos de sucesso. Travassos destaca que a pronúncia e o estilo vocal urbano do intérprete contrastam com a atmosfera rural que a música pretende evocar.[9]
Composição e polêmica sobre a autoria


Luar do Sertão é frequentemente atribuída a Catulo da Paixão Cearense (1863–1946) pela letra e a João Pernambuco (1883–1947) pela melodia, sendo inspirada no coco Meu Engenho é de Humaitá (também chamado de É de Maitá). No entanto, a questão de sua autoria foi alvo de controvérsias durante a vida dos dois artistas e continua a ser debatida por musicólogos e historiadores até os dias atuais.[4][10]
Catulo publica o poema O Luar do Sertão no seu livro Mata Iluminada (1924), com 12 estrofes e dedicado ao jornalista Assis Chateaubriand.[4]
Em um programa de rádio transmitido em 7 de setembro de 1937, Heitor Villa-Lobos apresentou a música Luar do Sertão, creditando sua autoria a João Pernambuco, gerando indignação entre Fred Figner e Catulo, que, em protesto, escreveram ao maestro para contestar a informação.[10]
Manoel José Gondin da Fonseca expressou-se a favor da autoria exclusiva de João, assim como diversas outras manifestações na imprensa carioca ao longo da década de 1940.[10]
O compositor e radialista Henrique Foréis Domingues, mais conhecido como Almirante, em seu livro No Tempo de Noel Rosa (1963), reforça a versão de que Catulo teria se apropriado da melodia de Pernambuco para compor seus versos. Para tal, apoia-se em depoimentos de Villa-Lobos, Alcebíades Carreiro, Mozart de Araújo, Sílvio Salema, Andrade Muricy e Benjamin de Oliveira.[4][11]
Em testemunho por escrito, datado de 1947 e reproduzido em fac-símile no livro de Almirante, Villa-Lobos afirma:[11]
"Entusiasmado pela sua bravura em defesa da verdade, para o bem da nossa música e para botar os pingos nos ii, [...] venho declarar o seguinte:
Que Catulo, com que convivi por mais de 30 anos e, por quem alimentava uma grande admiração, tinha por hábito, todas as vezes que nos encontrávamos depois das minhas viagens pelo interior do Brasil, mostrar o que havia feito de interessante.
Numa dessas ocasiões, êle cantou-me o 'Luar do sertão', pedindo-me uma opinião sobre a sua nova modalidade de canção.
[...] como era música nova que ele me mostrava e eu o sabia de antemão incapaz de escrever uma célula melódica que fosse, perguntei-lhe que era o autor, ao que ele me respondeu ser um autêntico sertanejo que vinha de conhecer naquele momento.
Mais tarde, vim a saber que se tratava de João Teixeira Guimarães (vulgo 'João Pernambuco') em quem reconheci real valor de original e característico compositor sertanejo."
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No final da década de 1960, Pixinguinha, em um dos seus depoimentos ao Museu da Imagem e do Som, ao ser perguntado sobre quem seria o autor, declarou: "Eu acho que é do João Pernambuco. A letra seria do Catulo da Paixão Cearense, pois êste não sabia fazer música. [...] Eu ouvi o João Pernambuco cantar o 'Luar do sertão' e 'Cabocla de Caxangá' antes do Catulo colocar as letras”.[12]
João Pernambuco, que era uma pessoa humilde e tinha apenas uma instrução básica, não conseguiu se impor na questão legal da autoria.[10]
Catulo faleceu em 1946 em situação financeira desfavorável, tendo cedido seus direitos autorais por valor irrisório ao amigo Guimarães Martins. O corpo foi levado em cortejo a pé até o Cemitério do Catumbi, onde uma multidão aguardava. No cemitério, sucederam-se diversos discursos de personalidades, o que fez a cerimônia estender-se até à noite. Quando escureceu, uma imensa lua cheia podia ser vista no céu e o tenor mexicano Alfonso Ortiz começou a cantar baixinho Luar do Sertão. Pouco a pouco, um coro de milhares de vozes dos presentes o acompanhou, numa homenagem espontânea ao poeta.[13][14][15]
Em janeiro de 1947, foi realizada uma tentativa de acordo sobre a autoria durante uma reunião na Rádio Tupi. Dela fizeram parte Almirante, Sílvio Salema, Djalma Maciel, Max Nunes, Hélio Bastos Couto, Guimarães Martins e João Pernambuco. Após três horas de discussões, elaborou-se um documento afirmando que a melodia seria um "arranjo ou estilização do motivo folclórico Engenho de Humaitá" e que, enquanto não se resolvesse judicialmente a controvérsia, a canção deveria "ser apresentada ou difundida como: 'Letra e arranjo musical de motivo folclórico de Catullo da Paixão Cearense'". Todos os participantes assinaram o documento, menos João, que faleceu no mesmo ano, dezessete dias antes do seu 64º aniversário.[10]
A Lei de Direitos Autorais assegura proteção por 70 anos após a morte dos autores. Dessa forma, Luar do Sertão passou para o domínio público em 2018.[1]
Interpretações notáveis e legado

A primeira gravação de O Luar do Sertão foi feita em fevereiro de 1914, por Eduardo das Neves (1874–1919) acompanhado de coro, e lançada no mesmo ano em disco de 78 rotações pela Casa Edison. Classificada como toada sertaneja, essa gravação termina com um diálogo entre o intérprete e uma das coristas. No fonograma figuram os créditos "Versos e Musica de Catullo Cearense".[1][4]
Na transmissão inaugural da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, realizada às 21 horas do dia 12 de setembro de 1936, as primeiras notas de Luar do Sertão foram executadas em um vibrafone por Luciano Perrone, sendo seguidas por um "Alô alô Brasil!" na voz do locutor Celso Guimarães.[16][17] Graças à iniciativa de Almirante, essa melodia passou a ser utilizada como prefixo musical da PRE-8 Rádio Nacional, tornando-se amplamente reconhecida em todo o país.[4]
O apelo regionalista e nacionalista dessa obra ecoava as propostas dos grupos intelectuais modernistas, que criticavam as canções urbanas e massificadas e valorizavam os estilos e temas rurais.[3]
Luar do Sertão é uma das canções mais regravadas da história da música brasileira, com uma ampla gama de arranjos e interpretações que variam desde as mais folclóricas até as mais sofisticadas, próximas ao registro erudito.[4] O Dicionário Cravo Albin a chama de "um segundo Hino Nacional",[18] e a Rádio Senado, de "hino sertanejo".[19]
Entre as interpretações notáveis da canção, podemos citar a de Paraguassu, Francisco Alves, Vicente Celestino, Paulo Tapajós, Orlando Silva, Luiz Gonzaga, Inezita Barroso, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Elomar, Xangai, Chitãozinho & Xororó, Baden Powell, Caetano Veloso, Jair Rodrigues, Tonico & Tinoco, Milton Nascimento, Roberto Corrêa, Eliete Negreiros e Pena Branca & Xavantinho.[4][20][21]
Nas primeiras gravações, observa-se uma instrumentação semelhante à das gravações urbanas de seresta e dos regionais de choro, com violão, violão de sete cordas, cavaquinho, percussão, flauta e clarinete. Ao mesmo tempo, os arranjos, as conduções rítmicas e as linhas de baixo evocam, ora os maxixes, ora as canções de seresta. Esses elementos, que não faziam parte das práticas rurais dos caipiras, foram gradualmente inseridos e, com o tempo, incorporados por duplas e músicos de décadas posteriores.[22]
A interpretação pelo grupo vocal feminino de origem austríaca Singing Babies, que gravou a canção em 1935, foi usada por Mário de Andrade no livro Aspectos da música brasileira como um exemplo para cantores e compositores de "o quanto certas maneiras de cantar e de compor deformam a coisa nacional".[23]
Em 2009, a Rolling Stone Brasil celebrou o terceiro aniversário da revista convidando 92 especialistas, entre pesquisadores, produtores e críticos musicais, para elegerem as 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos. Os resultados foram publicados na edição de outubro, com Luar do Sertão na 62ª posição.[24][25]
Adaptações cinematográficas
A canção também inspirou dois longas-metragem, lançados em 1949 e 1971.[26][27]
A versão de 1949, protagonizada por Wálter Forster e Lydia Sanders, conta a história de uma cantora lírica que foge da capital para o interior paulista, onde se apaixona por um fazendeiro. A canção-título foi interpretada por Sólon Sales, acompanhado por coral. Foi o primeiro filme dirigido no Brasil por Mario Civelli, italiano de Roma que chegou em São Paulo em 1946 e que foi responsável por produzir os primeiros longas coloridos do cinema brasileiro.[26][28]
A versão de 1971 foi dirigida por Osvaldo de Oliveira e protagonizada pela dupla sertaneja Tonico & Tinoco, que também executa vários números musicais ao longo da película. No filme, ambientado no interior paulista, a chegada de alguns homens encarregados de abrir uma estrada de ferro trás uma série de aborrecimentos para os moradores locais. Tinoco, um dos moradores, é acusado falsamente do furtar o dinheiro dos operários e vai preso, o que motiva Tonico a investigar o caso para provar a inocência do amigo.[27]
Referências
- ↑ a b c «Disco Odeon R 120911 / 120912». Portal da Discografia Brasileira. Consultado em 17 de outubro de 2025
- ↑ a b c d Alencar, Maria Amélia Garcia de (2008). «Expressões do sagrado na música do sertão» (PDF). A história e seus territórios: conferências do XXIV Simpósio Nacional de História da ANPUH. 14. Consultado em 18 de outubro de 2025
- ↑ a b c Mendonça, Joêzer de Souza (2025). «Aquarelas e querelas: retratos do Brasil na canção populal» (PDF). Paranaguá: Anadara Brasiliana
- ↑ a b c d e f g h «Luar do Sertão». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 18 de outubro de 2025
- ↑ Lima, Nísia Trindade (1999). Um Sertão Chamado Brasil: intelectuais e representação geográfica da identidade nacional. Rio de Janeiro: Revan/IUPERJ-UCAM. p. 130
- ↑ Galvão, Walnice Nogueira (2004). «Metamorfoses do sertão». Estudos Avançados. 18 (52): 375-394. doi:10.1590/S0103-40142004000300024. Consultado em 20 de outubro de 2025
- ↑ Eliade, Mircea (1992). O Sagrado e o Profano: a essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes. pp. 77. 92
- ↑ Eliade, Mircea (1992). O Sagrado e o Profano: a essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes. pp. 79, 86
- ↑ Travassos, Elizabeth (2008). «Nostalgia, sátira, celebração: sobre os modos de cantar a roça e o sertão». In: Starling, Heloisa M.; Martins, Bruno V. Imaginação da terra: memória e utopia na moderna canção popular brasileira. Belo Horizonte: Editora da UFMG. p. 24
- ↑ a b c d e Krieger, Fernando. «140 anos de um mestre: o 'saudoso', 'dengoso', 'magoado' e 'brasileirinho' João Pernambuco, o Poeta do Violão». Discografia Brasileira. Consultado em 20 de outubro de 2025
- ↑ a b Domingues, Henrique Foréis (2013) [1963]. No tempo de Noel Rosa 3ª ed. Rio de Janeiro: Sonora
- ↑ Fernandes, Antônio Barroso (1970). As vozes desassombradas do museu. Vol. 1 : Pixinguinha, Donga, João da Baiana. Rio de Janeiro: Museu de Imagem e do Som. p. 22
- ↑ Frazão, Francisco Adelino de Sousa; Costa, Robson Bessa (2021). «Canção e retórica: Um estudo acerca da inserção de elementos persuasivos na canção Ontem,ao luar» (PDF). Desenredos. 13 (37): 134-171. Consultado em 20 de outubro de 2025
- ↑ «Enciclopédia Ilustrada do Choro no Séc. XIX: Catulo da Paixão Cearense». Casa do Choro. Consultado em 19 de outubro de 2025
- ↑ Matos, Pedro Gomes de (1976). «Catullo Cearense: poeta e letrista» (PDF). Revista da Academia Cearense de Letras. 77 (37): 118-119. Consultado em 19 de outubro de 2025
- ↑ Del Priore, Mary (2017). Histórias da gente brasileira. Vol. 3: república – memórias (1889-1950). São Paulo: LeYa
- ↑ «Luciano Perrone». Dicionário Cravo Albin. Consultado em 19 de outubro de 2025
- ↑ «Catulo da Paixão Cearense». Dicionário Cravo Albin. Consultado em 19 de outubro de 2025
- ↑ «Curta Musical: Luar do Sertão». Rádio Senado. Consultado em 19 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2025
- ↑ «Composição: Luar do Sertão». Discografia Brasileira. Consultado em 20 de outubro de 2025
- ↑ «Luar do Sertão – Busca no IMMuB». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 20 de outubro de 2025. (pede registo (ajuda))
- ↑ Pinto, João Paulo do Amaral (2006). «A música caipira e o advento do disco» (PDF). Sonora. 2 (3). Consultado em 20 de outubro de 2025
- ↑ Andrade, Mário de (1991). Aspectos da música brasileira. Rio de Janeiro: Villa Rica
- ↑ Angelo, Assis (18 de dezembro de 2009). «N°62 - Luar do Sertão». Rolling Stone Brasil. Consultado em 19 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 28 de maio de 2025
- ↑ «As 100 maiores músicas brasileiras. Cadê aquela?». Gazeta do Povo. 26 de outubro de 2009. Consultado em 19 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 16 de outubro de 2023
- ↑ a b «Luar do Sertão (1949)». Cinemateca Brasileira. Consultado em 19 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 12 de julho de 2021
- ↑ a b «Luar do Sertão (1971)». Cinemateca Brasileira. Consultado em 19 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 11 de julho de 2021
- ↑ «Acervo da Multifilmes pode desaparecer». O Estado de S. Paulo. 3 de março de 2012. Consultado em 19 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2025
Leituras sugeridas
- Azevedo, Luiz Heitor Corrêa de (2016). 150 anos de música no Brasil (1800-1950) 2ª ed. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional
- Costa, Haroldo (2009). Catullo da Paixão: vida e obra. Rio de Janeiro: ND Comunicação
- Domingues, Henrique Foréis (2013) [1963]. No tempo de Noel Rosa 3ª ed. Rio de Janeiro: Sonora
- Leal, José de Souza; Barbosa, Artur Luiz (1982). João Pernambuco: arte de um povo. Rio de Janeiro: Funarte
- Mello, Zuza Homem de; Severiano, Jairo (1997). A canção no tempo: 85 anos de músicas brasileiras. Vol. 1: 1901-1957. São Paulo: Ed. 34
Ligações externas
- Fonograma original no Portal da Discografia Brasileira
- Partitura para piano no Musica Brasilis
