Luís Otávio Santos
| Luís Otávio Santos | |
|---|---|
| Nascimento | 1972 Juiz de Fora |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | músico, professor universitário |
| Empregador(a) | Escola Superior de música e arte dramática Felix Mendelssohn Bartholdy |
Luís Otávio Santos (Juiz de Fora, 1972) é um violinista e maestro brasileiro especializado em música antiga. Sua gravação das sonatas de Jean-Marie Leclair para a gravadora Ramée ganhou o "Diapason d'or", mais alto prêmio francês de música. Recebeu a Ordem do Mérito Cultural em 2007.
Vida e obra
Seus pais são os fundadores do Centro Cultural Pró Música de Juiz de Fora. Assim, Luís Otávio Santos começou seus estudos musicais aos 4 anos no piano, e aos 7 no violino.[1] Aos 17 anos, foi para a Holanda para estudar violino barroco com Sigiswald Kuijken; onde concluiu Bacharelado e Mestrado em 1996. A partir de 1992, foi membro principal da orquestra barroca de Kuijken, "La Petite Bande", onde trabalhou como spalla e solista. Trabalhou principalmente com formações holandesas e belgas, incluindo o Ricercar Consort, sob a regência de Philippe Pierlot; o Collegium Vocale Gent, sob a regência de Philippe Herreweghe; o ensemble Il Fondamento, sob a regência de Paul Dombrecht; a Nederlandse Bachvereniging, sob a regência de Gustav Leonhardt; e o ensemble Il Complesso Barocco, sob a regência de Alan Curtis.[2][3][4]
De 1997 a 2001, lecionou violino barroco no Conservatório de Fiesole e, de 1998 a 2001, foi assistente de Sigiswald Kuijken no Conservatório de Bruxelas. Em 2002, foi professor visitante na Universidade de Música e Teatro de Leipzig.[2]
Além de concertos, ele também trabalhou com gravações para gravadoras clássicas, incluindo a Brilliant Classics, para a qual gravou as sonatas completas de Bach para violino e cravo com Pieter-Jan Belder, em 1999. Sua gravação das sonatas de Jean-Marie Leclair para a gravadora Ramée, de 2005, ganhou o cobiçado "Diapason d'or". A partir de 1998, ele regeu a Orquestra Barroca de Haia por vários anos.[2]
Por 15 anos, Luís Otávio Santos foi diretor artístico do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, que é realizado anualmente em Juiz de Fora. Por seus serviços como embaixador cultural, Luís Otávio recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura em 2007. A revista Época o selecionou como um dos 100 brasileiros mais influentes em 2011.[2][5]
Vida pessoal
Luís Otávio Santos é o filho caçula de uma família de musicistas. Sua mãe chama Maria Isabel.[5]
Ele é casado com a também com a musicista Natalia Chahin, com quem tem dois filhos: Mateus e Iasmin.[5]
Prêmios
- 2011 - 100 brasileiros mais influentes, da revista Época
- 2007 - Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura[4]
- 2005 - "Diapason d'or", por "Jean-Marie Leclair - Sonates -°A Violon Seul avec la Basse Continue" (gravadora Ramée), com Alessandro Santoro (cravo), Ricardo Rodriguez Miranda (viola da gamba)[6]
Referências
- ↑ Cultural, Instituto Itaú. «Luis Otávio Santos». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 18 de outubro de 2025
- ↑ a b c d Arquivado em [Falta data] na ramee.org [Erro: arquivo url desconhecido] auf der Website des Labels Ramée (englisch)
- ↑ «Luis Otavio Santos». Consultado em 18 de outubro de 2025
- ↑ a b Povo, Correio do (14 de novembro de 2024). «Referência na Música Antiga, Luis Otavio Santos conduz a Ospa em uma noite dedicada ao barroco». Correio do Povo. Consultado em 18 de outubro de 2025
- ↑ a b c Minas, Tribuna de (28 de julho de 2019). «'Música é um exercício de evolução', defende Luís Otávio Santos». Consultado em 18 de outubro de 2025
- ↑ «Folha de S.Paulo - Música: Violinista brasileiro recebe Diapason d'Or - 25/02/2005». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 18 de outubro de 2025