Leopardus colocolo

Leopardus colocolo
CITES Appendix II (CITES)[1]
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Gênero: Leopardus
Espécies:
L. colocolo
Nome binomial
Leopardus colocolo
(Molina, 1782)
Subespécies
  • L. c. colocola (Molina, 1782)
  • L. c. pajeros (Desmarest, 1816)
  • L. c. braccatus (Cope, 1889)
  • L. c. garleppi (Matschie, 1912)
  • L. c. budini (Pocock, 1941)
  • L. c. munoai (Ximénez, 1961)
  • L. c. wolffsohni (Garcia-Perea, 1994)

O colocolo[2] (Leopardus colocolo), ou gato-palheiro, (na literatura inglesa é referido como gato-dos-pampas) é um pequeno gato selvagem, nativo da zona ocidental central da América do Sul, que ocorre desde o Equador e Chile através da Cordilheira dos Andes na Argentina e alguns países andinos.[3] Pouco se conhece acerca dos hábitos de caça e dos cuidados parentais com os filhotes. Acredita-se que é um exímio caçador noturno, que caça principalmente pequenos mamíferos e aves. Através de levantamentos taxonômicos recentes, duas subespécies foram elevadas a espécies: o gato-palheiro-do-pantanal[4] (L. braccatus) e o gato-dos-pampas ou gato-palheiro-dos-pampas (L. pajeros).

Características

Aspectos físicos gerais

O Leopardus colocolo é pequeno, alcança de 50 a 70 cm e um pesa de 3 a 7 kg, aproximadamente. A cor da sua pelagem varia de cinza a amarelo e de marrom escuro, coberto com franjas de cor marrom e linhas escuras na nuca e nos ombros. Vive normalmente entre 9 e 16 anos.

Em um exemplar adulto, distingue-se por seu corpo alargado e flexível. Suas orelhas são pontiagudas e pequenas, e seu rosto amplo, similar no aspecto ao gato doméstico. Têm poderosos dentes, principalmente os molares, que são pontiagudos. Reproduz-se uma vez ao ano, com uma prole de uma a três crias, a gestação demora 80 dias de gestação.

Exemplares do Brasil

Os exemplares presentes na região central do Brasil podem apresentar uma tonalidade marrom-avermelhada e patas total ou até mesmo parcialmente negras; os do estado do Rio Grande do Sul são cinza-amarelados. A região do ventre é mais clara e com pintas negras, ou marrons e/ou uma faixa de pelos de 7 centímetros de comprimento no dorso, (em regiões frias), estendendo-se da cabeça até a ponta da cauda. Apresenta pelos consideravelmente longos. Os olhos são marrom-amarelados.

Alimenta-se de pequenos mamíferos, como pacas, cuícas, lebres, diversos tipos de vegetais, algumas aves, ovos de aves ou répteis, insetos e pequenos répteis. Pode ser considerado praticamente terrestre, mas pode escalar árvores e passar grande parte do dia descansando em troncos, é de habito noturno e solitário, mas formam pares na época do acasalamento. Os cuidados parentais duram até os filhotes completarem um ano de idade. Atinge a maturidade sexual aos dois anos de idade. A época de reprodução estende-se de abril a julho. Habita áreas abertas como pampas, campos, cerrados, pantanal e florestas montanhosas (região andina).

No Brasil, sua distribuição ainda é pouco clara, pode ocorrer no Rio Grande do Sul, partes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Brasil central (cerrado) até o sudoeste do Piauí, sudeste do Maranhão, oeste da Bahia e do Estado de Minas Gerais.[5]

No Rio Grande do Sul acredita-se que a espécie está em eminente perigo de desaparecimento, devido à caça indiscriminada e ao extermínio dos campos e banhados de várzeas, nas baixadas entre as coxilhas.[6]

Subespécies

  • Leopardus colocolo braccatus (por alguns elevada a espécie: L. braccatus)
  • Leopardus colocolo budini
  • Leopardus colocolo colocolo
  • Leopardus colocolo crespoi
  • Leopardus colocolo garieppi
  • Leopardus colocolo munoai (por alguns elevada a espécie: L. munoai)
  • Leopardus colocolo pajeros (por alguns elevada a espécie: L. pajeros)
  • Leopardus colocolo thomasi
  • Leopardus colocolo Pantanal
  • Acrescenta-se ainda a subespécie dos pampas


Notas

  1. a b Lucherini, M.; Eizirik, E.; de Oliveira, T.; Pereira, J.; Williams, R.S.R. (2016). «Leopardus colocolo». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016: e.T15309A97204446. Consultado em 24 de janeiro de 2022 
  2. Wozencraft, W. C. (16 noviembre 2005). En Wilson, D. E., and Reeder, D. M. (eds): Spp. Mamíferas del Mundo, 3ª ed., Johns Hopkins University Press, 538. ISBN 0-8018-8221-4
  3. Diego Queirolo; et al. (2013). «Avaliação do risco de extinção do gato-palheiro». Biodiversidade Brasileira. Consultado em 18 de setembro de 2013. Arquivado do [file:///C:/Users/F%C3%A1bio/Downloads/375-1653-1-PB.pdf original] Verifique valor |url= (ajuda) (PDF) em 12 de agosto de 2013 
  4. (em inglês)Leopardus colocolo
  5. (em português)Diversas informações do Gato palheiro[ligação inativa]
  6. Silva, Flávio,. Mamíferos silvestres, Rio Grande do Sul 3a revista e ampliada ed. Porto Alegre, RS: [s.n.] ISBN 9788561941093. OCLC 910664643 

Ligações externas