Lobo-marinho

 Nota: Para a foca conhecida como lobo-marinho na Madeira, veja Foca-monge-do-mediterrâneo. Para o navio que faz transporte entre Porto Santo e Funchal, veja Lobo Marinho (navio).
Lobo-marinho
Arctocephalus fosteri
Arctocephalus fosteri
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Superfamília: Pinnipedia
Família: Otariidae
Subfamília: Arctocephalinae
Géneros recentes

Os lobos-marinhos são mamíferos pinípedes pertencentes à subfamília Arctocephalinae da família Otariidae. Dividem-se nos géneros Arctocephalus e Callorhinus.[1]

Arctocephalinae é uma subfamília de mamíferos marinhos conhecidos como ursos-marinhos ou lobos-marinhos. Esta subfamília está dentro da Família Otariidae na superfamília Pinnipedia. Possui dois géneros, um monotípico, limitado às águas do Ártico e ao nordeste do Oceano Pacífico. O outro género está presente desde o nordeste do Oceano Pacífico até à Antártida e é composto por 8 espécies, embora seja fundamentalmente um género do Hemisfério Sul.[2][3][4]

Taxonomia

Regime alimentar

O lobo-marinho nada em águas até uma profundidade de 100m, por isso a sua alimentação é constituída por peixes que habitam até essa profundidade. Na fase adulta consome por dia a 4 a 6% do seu peso por dia, pode chegar a comer 12 kg por dia em alimento se pesar em média 250 kg. Estes animais comem geralmente peixes diversos que varia de acordo com a disponibilidade do meio, polvo (cefalópodes), mexilhões (crustáceos – espécies agarradas nas rochas). O lobo-marinho procura alimento em locais rochosos e baixos próximos da costa e das suas colónias, mas devido muitas vezes a falta de alimento é obrigado a ir para alto mar onde encontra alimento com mais facilidade, mas em contrapartida corre o risco de ser atacado pelos predadores.

Como é revestido o seu corpo e a sua forma de reprodução

O lobo marinho é um mamífero marinho, tem uma forma modelada para o meio aquático, o seu corpo é uniforme e apresenta 4 membros transformados em barbatanas. Apesar de habitar em mares temperados, o lobo marinho apresenta uma camada de gordura subcutânea, que serve de reserva alimentação, protecção mecânica e térmica. O seu corpo é coberto de pelugem castanho-escuro que pode chegar a preto no dorso e vai clareando até ao ventre. A face ventral é uma zona clara, branca que varia de tonalidade sendo por isso utilizada para identificação dos animais. Na face ventral encontram-se dois mamilos. Pode medir 280 cm e pesar até 400 kg. Estes animais têm uma baixa natalidade mas em contrapartida vivem de 30 a 40 anos. A sua baixa natalidade deve-se ao facto das fêmeas atingirem a maturidade sexual entre os 4 e 6 anos de vida. O período dos seus nascimentos dão-se entre os meses de Maio e Novembro, sendo que nos meses de Setembro e Outubro nascem mais. Cada fêmea tem normalmente uma única cria de 2 em 2 anos, muito raramente nascem gémeos.

Causas que originem o perigo de extinção

Factores de ameaça:perturbação dos animais no seu habitat natural, provocada por pescadores e turistas, captura acidental em artes de pesca, atos de vandalismo e abate de animais

Estes animais foram alvo de armas de fogo e explosivos, utilizados pelos pescadores, que os culpavam pela redução das pescarias, mas a culpa é dos pescadores porque eles é que aperfeiçoaram os engenhos da pesca costeira e se expandiram no sector. Além dos pescadores, o turismo também se desenvolveu e foram ocupando os habitats utilizados por estes animais, onde faziam a sua reprodução.

Também contribui o lixo que é deixado no mar, como por exemplo as redes de pesca perdidas, e a poluição das águas. E que o lobo marinho tem maior longevidade do que outros animais aquáticos em seu ecossistema, devido ao seu maior tamanho e peso, de 400 kg.

Referências

  1. «Nomes comuns de animais em português». DicionarioeGramatica.com. 2 de novembro de 2016 
  2. Jeff W. Higdon, Olaf RP Bininda-Emonds, Robin MD Beck, & Steven H. Ferguson (2007). "Phylogeny and divergence of the pinnipeds (Carnivora: Mammalia) assessed using a multigene dataset". BMC Evol Biol. 2007 7: 216. doi:10.1186/1471-2148-7-216. PMC 2245807. PMID 17996107.
  3. John J. Flynn et al.; 2 (2005). "Molecular Phylogeny of the Carnivora". Systematic Biology 54 (2): 317–337. doi:10.1080/10635150590923326. PMID 16012099. "'Missing link' fossil seal walked", BBC News, 22 April 2009
  4. Ulfur Arnason, Anette Gullberg, Axel Janke, et al. (2006). "Pinniped phylogeny and a new hypothesis for their origin and dispersal". Molecular Phylogenetics and Evolution 41 (2): 345–354. doi:10.1016/j.ympev.2006.05.022. PMID 16815048.

Ligações externas