Legião Húngara
A Legião Húngara foi uma unidade militar de cavalaria criada por Giuseppe Garibaldi, parte do Exército Meridional garibaldino, ativa entre 1860 e 1867.[1]
Foi assim chamada porque era formada por exilados e soldados húngaros que já haviam lutado ao lado de outras formações garibaldianas durante o Risorgimento, como Stefano Turr.
História
Turr, em 1859, durante a Segunda Guerra de Independência Italiana, promoveu a deserção de um certo número de soldados húngaros do exército dos Habsburgos que passaram para o lado dos Caçadores dos Alpes[2].
Formada na Sicília, na cidade de Palermo, em 16 de julho de 1860,[3] contava inicialmente com 50 homens que se tornaram um grande grupo de 500 voluntários comandados pelo Coronel Brigadeiro Nándor Éber (1825-1885)[4] (por isso também chamada de Brigada "Eber", que na realidade incluía todos os combatentes estrangeiros), correspondente do jornal The Times com cidadania inglesa, e pelo Tenente-Coronel Lajos Tukory, que morreu em Palermo em 29 de maio de 1860. Passada para o comando de Turr, que naqueles meses se tornara governador de Nápoles, foi usada para reprimir surtos de revolta na província de Avellino, até o plebiscito. Turr foi dispensado em dezembro de 1861, enquanto Eber deixou a Itália em outubro de 1860.
Incorporada ao exército de Saboia após a unificação da Itália como "Legião Auxiliar Húngara" (1.400 homens sob o comando do Coronel Mogyoròdy), foi empregada no combate ao banditismo italiano pós-unificação na província de Terra di Lavoro, em particular entre abril de 1861 e agosto de 1862 e, posteriormente, de outubro de 1865 a junho de 1866. Desempenhou um papel em alguns eventos sangrentos, como o massacre de Auletta e a revolta de Montefalcione. Permaneceu ativa até 1867.[5]
Ver também
Bibliografia
- Andrea Carteny La legione ungherese contro il brigantaggio, Volume 1 Edizioni Nuova Cultura, Roma 2012
- Alexandre Dumas: I Garibaldini.
- Gaetano Falzone, Legioni estere con Garibaldi nel 1860, Palermo, 1961, U. Manfredi editore
- Gaetano Falzone (a cura di); I corrispondenti italiani di Stefano Turr nel Magyar orszagos leveltar di Budapest. Palermo, Tip. G. Mariscalco, 1965.
- Ignazio Helfy (a cura di); Documenti e note relativi al libello contro il generale Turr. Milano, Guglielmini, 1863.
- Lajos Lukacs; Bandiere della legione ungherese in Italia nell'armeria Reale di Torino. Torino, 1971.
- Caterina Pigorini Beri; Stefano Turr : ricordi politici. Roma, Nuova antologia, 1908
- Stefania Turr; L' opera di Stefano Turr nel Risorgimento italiano (1849-1870) descritta dalla figlia (2 voll.); Firenze, Tipografia fascista, 1928.
- Attilio Vigevano; La legione ungherese in Italia (1859-1867). Ministero della Guerra, Stato Maggiore centrale, Ufficio storico, Roma, 1924.
- (em húngaro) Anna Dániel; Így élt Türr István. Budapest, Móra Kiadó, 1985.
- (em húngaro) Béla Gonda; Türr tábornok. Budapest, Baja város közönsége, 1925.
Referências
- ↑ Raccolta degli atti del governo dittatoriale e prodittatoriale in Sicilia. [S.l.]: Stabilimento tipografico Francesco Lao. 1860. p. 126. Consultado em 28 de novembro de 2010 [ISBN não especificado]
- ↑ «Treccani - La cultura italiana | Treccani, il portale del sapere». Consultado em 18 de setembro de 2021
- ↑ La legione ungherese contro il brigantaggio, Volume 1, di Andrea Carteny Edizioni Nuova Cultura, Roma 2012 pag. 19
- ↑ Gaetano Falzone, Sicilia 1860, Flaccovio, 1978, pagina 245
- ↑ «Gli esuli ungheresi che hanno partecipato al Risorgimento italiano». Consultado em 18 de setembro de 2021. Arquivado do original em 30 de julho de 2023