Picanço-americano

Picanço-americano
Ocorrência: Pleistoceno–Recente

Estado de conservação
Quase ameaçada
Quase ameaçada (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Laniidae
Género: Lanius
Espécie: L. ludovicianus
Nome binomial
Lanius ludovicianus
Linnaeus, 1766
Distribuição geográfica
  Verão   Residente   Invernante
  Verão
  Residente
  Invernante
Subespécies
  • L. l. anthonyi
  • L. l. excubitorides
  • L. l. grinnelli
  • L. l. ludovicianus
  • L. l. mearnsi
  • L. l. mexicanus
  • L. l. miamensis
  • L. l. migrans

O picanço-americano[2] (Lanius ludovicianus) é uma ave passeriforme da família Laniidae. Trata-se do único representante dos picanços que é endêmico da América do Norte; já o picanço-boreal (Lanius borealis), espécie relacionada, vive ao norte da área de distribuição do picanço-americano e também ocorre na Sibéria. Em inglês, recebe o apelido de butcherbird (ave-açougueira) por seu comportamento carnívoro: alimenta-se de presas como insetos, anfíbios, lagartos, pequenos mamíferos e aves de pequeno porte, sendo que algumas dessas presas acabam expostas ou guardadas em um local específico, como em galhos de árvores.[3] Por possuir porte reduzido e garras pouco robustas, essa ave predadora recorre ao hábito de empalar suas presas em espinhos ou em arame farpado para facilitar a alimentação.[4] A população de picanços-americanos vem sofrendo um declínio acentuado nos últimos anos, sobretudo nas regiões do Centro-Oeste, Nova Inglaterra e Médio-Atlântico.[5]

Taxonomia

Em 1760, o zoólogo francês Mathurin Jacques Brisson apresentou uma descrição do picanço-americano em sua obra Ornithologie, baseada em um espécime proveniente da Louisiana, nos Estados Unidos. Para denominá-lo, utilizou o nome francês La pie-griesche de la Louisiane e o nome latino Lanius ludovicianus.[6] Embora Brisson tenha criado nomes em latim, esses termos geralmente não seguem o sistema binomial e, por isso, não são reconhecidos pela Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica.[7] Quando o naturalista sueco Carlos Lineu revisou seu Systema Naturae para a décima segunda edição, em 1766, ele acrescentou 240 espécies previamente descritas por Brisson, entre elas o picanço-americano.[7] Lineu registrou uma breve descrição, adotou o nome binomial Lanius ludovicianus — o mesmo nome latino empregado por Brisson — e citou o trabalho do zoólogo francês.[8] O nome específico ludovic corresponde ao latim tardio para "Luís", enquanto o sufixo "-ianus" indica algo pertencente ou relativo a alguém. Assim, o significado aproximado de seu nome científico é "açougueiro de Luís".[9]

Atualmente, são reconhecidas sete subespécies[10]:

  • L. l. excubitorides Swainson, 1832 – Canadá central e as regiões central e ocidental dos Estados Unidos
  • L. l. migrans Palmer, W, 1898 – leste da América do Norte
  • L. l. ludovicianus Linnaeus, 1766 – costa sudeste dos Estados Unidos
  • L. l. anthonyi Mearns, 1898 – Ilhas do Canal (próximas ao sul da Califórnia, sudoeste dos EUA)
  • L. l. mearnsi Ridgway, 1903 – Ilha de San Clemente (próxima ao sul da Califórnia, sudoeste dos EUA)
  • L. l. grinnelli Oberholser, 1919 – extremo sul da Califórnia e norte da Baja California (noroeste do México)
  • L. l. mexicanus Brehm, C. L., 1854 – oeste e centro do México, além do sul da Baja California (noroeste do México)

Em 1931, Miller propôs que a relação entre o comprimento da corda da asa e o comprimento da cauda constituía um indicador relevante para diferenciar subespécies.[11] Lanius ludovicianus migrans, que ocorre no leste da América do Norte, pode ser distinguido da subespécie ocidental L. l. excubitorides pelo comprimento das asas, pela extensão da cauda e pela coloração. Além disso, L. l. migrans apresenta a testa mais clara do que o topo da cabeça.[12] Segundo o estudo de Mundy et al., realizado em 1997, há uma diferença genética significativa entre a subespécie insular L. l. mearnsi e a subespécie continental L. l. gambeli, resultado de uma barreira ao fluxo gênico que separa as duas formas.[13]

Morfologia

Exemplar em Royal Palm Beach, Flórida

O picanço-americano é um passeriforme de porte médio.[14] O seu nome em inglês, loggerhead shrike (picanço-cabeçudo), faz referência ao tamanho relativamente grande da cabeça em comparação com o restante do corpo. O comprimento das asas e da cauda mede aproximadamente 9,70 cm e 9,83 cm, respectivamente.[14] Seu peso médio é de 50 g, variando entre 45 e 60 g em indivíduos adultos e saudáveis.[15]

Faixas de medição[16]
  • Comprimento: 20 a 23 cm
  • Peso: 34 a 51 g
  • Envergadura: 27,9 a 32,0 cm

A espécie apresenta uma aparência robusta, com cabeça grande, alongada e oval, aparentemente encaixada diretamente no tronco; bico forte com ponta curvada; asas arredondadas; pés com garras firmes; e uma cauda de comprimento médio, terminando em forma vagamente romboidal. No conjunto, o picanço-americano é bastante semelhante ao picanço-boreal, distinguindo-se deste por seu porte menor, pela coloração em geral mais escura, pela máscara facial mais ampla — envolvendo completamente o olho com preto facial — e pelo bico mais curto e menos curvado.[17]

A plumagem possui tonalidade cinza-rato na testa, coroa, nuca, dorso, escapular e uropígio; a garganta, a região inferior do ventre e a base da cauda são brancas; e o peito, o ventre e os flancos exibem nuances suaves de cinza-claro. As asas e a cauda são negras, sendo que as primeiras apresentam um brilho branco nas penas primárias e desde a base das coberteiras, enquanto a cauda possui uma borda branca. A máscara facial estende-se das laterais do bico até a região periauricular e a bochecha, ambas pretas, e é sobreposta anteriormente por uma sobrancelha muito fina e branca. Há dimorfismo sexual, embora discreto e difícil de identificar em campo: os machos exibem coloração um pouco mais intensa que as fêmeas.[18][19]

Em ambos os sexos, pés e bico são negros, e os olhos possuem coloração castanho-escura.

Vocalização

No condado de Yolo, Califórnia

A vocalização da espécie é ampla e diversificada, descrita como áspera e estridente.[20] Entre os sons emitidos pelo picanço estão assobios agudos, trinados intensos e gorjeios guturais.[14] Os machos, durante a temporada reprodutiva, produzem trinados que variam em ritmo e tom. Em situação de alarme, a ave emite um chamado "schgra-aa", abrindo simultaneamente as penas da cauda. Além disso, um chamado de alerta característico é usado para indicar ameaças vindas de cima. Os filhotes vocalizam sons como "tcheek" e "tsp" logo após o nascimento.[21] Durante o cortejo alimentar, as fêmeas podem solicitar comida com notas de súplica "mak", enquanto os machos respondem oferecendo alimento acompanhados dos sons "wuut" ou "shack".[22] O macho produz ainda um grito territorial áspero, ao passo que o canto da fêmea tende a ser mais baixo e suave. Em geral, os machos vocalizam com muito mais frequência do que as fêmeas.[12][21]

Distribuição geográfica e habitat

Espécime em Baja California Sur

Os picanços-americanos anteriormente apresentavam uma ampla distribuição, abrangendo o sul do Canadá, os Estados Unidos continentais e o México.[11] Contudo, desde a década de 1960, suas populações sofreram declínio acentuado.[23] Na costa sul da Califórnia, ocorrem quatro subespécies: mearnsi, gambeli, grinnelli e anthonyi.[24] A subespécie L. l. mearnsi habita exclusivamente a Ilha de San Clemente, na Califórnia, enquanto L. l. gambeli se reproduz no continente e L. l. anthonyi nas Ilhas do Canal.[13]L. l. excubitorides ocorre na região central da América do Norte, ao passo que a subespécie não migratória L. l. ludovicianus reside no sudeste da América do Norte.[23] A distribuição de L. l. migrans estende-se do norte ao leste do continente norte-americano; porém, vem diminuindo desde a década de 1940.[12]

A espécie necessita de habitats abertos que ofereçam áreas para forrageamento, poleiros elevados e locais adequados para nidificação.[25] É frequentemente encontrada em campos e pastagens abertas e demonstra preferência por cedros-vermelhos e espinheiros como locais de nidificação.[26] Os espinhos do espinheiro e as agulhas finas do cedro proporcionam proteção e camuflagem contra predadores.[27] A ave também pode nidificar em cercas ou sebes próximas a pastagens abertas e depende de poleiros altos como pontos de observação para caçar.[25][26] Os picanços-americanos favorecem ambientes de vegetação baixa, pois esses locais aumentam sua eficiência de caça. Já a vegetação mais alta tende a exigir maior gasto de tempo e energia na busca por presas, levando-os a selecionar áreas com vegetação mais curta.[28]

Comportamento

Alimentação

Observou-se repetidas vezes que os picanços-americanos conseguem matar presas maiores do que eles próprios, perfurando o pescoço ou a cabeça do animal e torcendo-a. A rapidez dessa ação provoca no alvo uma lesão semelhante ao "chicote cervical". A força exercida pelo pescoço do picanço compensa a fragilidade de suas garras, tornando essa limitação praticamente irrelevante.[29]

Embora pertençam à ordem dos passeriformes, tratam-se de predadores diurnos. Sua alimentação é composta principalmente de insetos, mas também inclui aracnídeos, répteis, anfíbios, roedores, morcegos e pequenas aves.[30][31] Há registros até de consumo de serpentes venenosas, como a mocassim-d'água (Agkistrodon piscivorus). O tamanho das presas pode variar desde 0,001 g para insetos até cerca de 25 g no caso de camundongos ou pequenos répteis.[3]

Uma iguana-do-deserto presa a um arbusto Krameria bicolor por um picanço-americano na Califórnia
Empalando um inseto em um arame farpado
Espécime com comida no bico em Riverside

Não são consideradas aves de rapina verdadeiras, pois não possuem garras grandes e fortes para capturar e matar presas.[4] Em vez disso, atuam como caçadores de emboscada, perseguindo suas vítimas por meio de ataques rápidos e mergulhados a partir de poleiros elevados. Ao vigiar a área a partir de um ponto fixo, em vez de voar constantemente, o picanço economiza energia. Os poleiros ideais situam-se a aproximadamente 4 metros de altura, normalmente em galhos externos de árvores ou em fios de telefone.[3][32] No inverno, quando há menor disponibilidade de alimento — devido à sua preferência por insetos e presas poiquilotérmicas —, os picanços podem sofrer estresse energético e apresentar perda de peso.[3] Enquanto insetos podem ser consumidos em pleno voo, vertebrados exigem maior tempo e gasto energético para serem manipulados.[4] Por ser relativamente pequeno em comparação ao tamanho de algumas de suas presas, a espécie depende de adaptações especializadas para facilitar a captura e o consumo. O bico robusto e recurvado do picanço-americano permite-lhe seccionar o pescoço de pequenos vertebrados. Já presas de maior porte são empaladas em superfícies afiadas, como espinhos ou arame farpado, processo no qual a presa é pressionada contra a projeção.[4] Dessa forma, a ave pode arrancar a carne utilizando a estrutura como apoio. Esses espinhos também servem como local de fixação para armazenar alimento e consumi-lo posteriormente.[3]

O comportamento de empalamento parece ser instintivo, uma vez que os pais não demonstram essa prática aos filhotes. Entretanto, é necessário que o jovem picanço vivencie a experiência de empalar uma presa em uma projeção real durante um período crítico de seu desenvolvimento; caso isso não ocorra, ele não conseguirá aplicar o comportamento instintivo em condições naturais.[33] Além disso, já foi observado na natureza o cleptoparasitismo, no qual o picanço persegue outra ave e rouba a presa recém-capturada.[34]

Reprodução

Em Napanee, Ontário
Casal no condado de Mono

Os picanços-americanos são aves monogâmicas. Ainda assim, sabe-se que os machos podem iniciar uma segunda tentativa de nidificação com outra fêmea antes mesmo de a primeira ninhada ter emplumado. Eles começam a se reproduzir já na primeira primavera de vida.[12] Durante esse período, o macho executa um ritual de cortejo que ocorre em pleno voo: ele realiza movimentos erráticos pelo ar, ascendendo e descendo rapidamente, e às vezes chega a perseguir a fêmea. Para se exibir diante da possível parceira, abre a cauda em forma de leque e bate as asas.[4][11][35] As fêmeas podem responder à exibição com notas de súplica semelhantes às emitidas por juvenis pedindo alimento, o que incentiva o macho a oferecer comida.[4]

A espécie nidifica em áreas semiabertas situadas no sul de Ontário, Quebec e nas províncias das pradarias canadenses, com distribuição que se estende até o México. O ninho pode ser construído tanto em locais isolados quanto em pequenos agrupamentos de árvores e arbustos densos, desde o nível do solo até alturas superiores a 4 metros. O tamanho médio da ninhada tende a aumentar conforme a latitude. Os picanços iniciam a incubação após a postura do penúltimo ovo, o que resulta em eclosão assíncrona. A incubação dura aproximadamente 16 dias. A fêmea deposita de 4 a 8 ovos em um ninho volumoso composto de galhos e grama. Após a eclosão, os filhotes recebem alimento tanto do macho quanto da fêmea. O período médio até o emplumamento é de cerca de 19 dias. Os jovens podem permanecer próximos e dependentes dos adultos por 3 a 4 semanas; depois disso, começam a buscar alimento por conta própria. Muitas vezes, porém, os filhotes não sobrevivem muito tempo após a eclosão. Quando há mortalidade na ninhada, os adultos podem consumir ou descartar os corpos dos filhotes mortos, ou até oferecê-los como alimento aos sobreviventes.[36] O registro de maior longevidade para um picanço-americano é de 12 anos e 6 meses.[37]

Estado de conservação

As populações de picanço-americano vêm diminuindo na América do Norte desde a década de 1960. As causas desse declínio ainda não são totalmente compreendidas, embora hipóteses incluam perda de habitat, contaminação por pesticidas e perturbações de origem humana.[23] O picanço-americano-oriental (L. l. migrans) encontra-se criticamente em perigo no Canadá, com menos de 35 casais reprodutores conhecidos no país.[38] Já o picanço-americano-da-ilha-de-san-clemente (L. l. mearnsi) também está criticamente ameaçado, tendo apresentado uma população de apenas 5 a 10 indivíduos entre 1983 e 1988.[13] Embora somente essa subespécie insular esteja legalmente listada como ameaçada nos Estados Unidos, a espécie como um todo está em declínio em todo o continente e já não ocorre na maior parte do nordeste dos EUA; foi extirpada de todos os estados da Nova Inglaterra, bem como de New Brunswick e Nova Escócia.[39] Em 1997, estabeleceu-se uma população em cativeiro no Zoológico de Toronto e na Universidade McGill. Posteriormente, em 2001, foi criado um programa experimental de reprodução e soltura em campo, coordenado pela Wildlife Preservation Canada. A chamada “reprodução em campo” consiste na transferência dos casais mantidos em cativeiro durante o inverno — no Zoológico de Toronto e na McGill — para grandes recintos instalados dentro do habitat natural do picanço em Ontário, onde realizam a nidificação e criam seus filhotes. Quando os jovens se dispersam naturalmente dos pais, são então liberados na natureza. Desde 2004, mais de 90 filhotes são soltos anualmente, e entre 2% e 6,5% desses juvenis soltos conseguem migrar com sucesso e retornar no ano seguinte para se reproduzir.[40][41]


Referências

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