Lanceiros Negros
| Lanceiros Negros | |
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![]() Retratro de um Lanceiro Negro, óleo de Juan Manuel Blanes | |
| País | |
| Subordinação | |
| Denominação | Lanceiros Negros |
| Criação | 12 de setembro de 1836 |
| Extinção | 14 de novembro de 1844 |
| História | |
| Combates | Guerra dos Farrapos |
| Logística | |
| Efetivo | 408 homens |
| Comando | |
| Comandante | Joaquim Pedro |
| Comandantes notáveis | Joaquim Pedro Joaquim Teixeira Nunes Manuel Alves da Silva Caldeira Vicente Ferrer de Almeida Caetano Gonçalves da Silva |
Lanceiros Negros foram dois corpos de lanceiros constituídos, basicamente, de negros livres ou de libertos pela República Rio-Grandense que lutaram na Revolução Farroupilha. Possuíam 8 companhias de 51 homens cada, totalizando 408 lanceiros que andavam com seus cavalos.
Tornou-se célebre o 1.º Corpo de Lanceiros Negros organizado e instruído, inicialmente, pelo coronel Joaquim Pedro, antigo capitão do Exército Imperial, que participara da Guerra Peninsular e se destacara nas guerras platinas. Ajudou, nesta tarefa, o major Joaquim Teixeira Nunes, veterano e com ação destacada na Guerra Cisplatina. Este bravo, à frente deste Corpo de Lanceiros Negros, libertos, prestaria relevantes serviços militares à República Rio-Grandense.
Principais oficiais
Foram seus oficiais, entre outros:
- Coronel Joaquim Pedro
- Coronel Joaquim Teixeira Nunes
- Tenente Manuel Alves da Silva Caldeira
- Capitão Vicente Ferrer de Almeida
- Capitão Marcos de Azambuja Cidade
- Primeiro-tenente Antônio José Coritiba
- Segundo-tenente Caetano Gonçalves da Silva (filho de Bento Gonçalves)
- Segundo-tenente Ezequiel Antônio da Silva
- Segundo-tenente Antônio José Pereira
O Corpo de Lanceiros Negros em Campo do Menezes
O 1.º Corpo de Lanceiros Negros, ao comando do tenente-coronel Joaquim Pedro Soares e subcomandado pelo então major Teixeira Nunes, teve atuação importante na Batalha do Seival, em 11 de setembro de 1836, em reforço à Brigada Liberal de Antônio de Sousa Netto que surgiu por transformação do Corpo da Guarda Nacional de Piratini integrado por 2 esquadrões com 4 companhias, recrutados em Piratini e em seus distritos Canguçu, Cerrito e Bagé até o Pirai .
As tropas para o combate de Seival foram dispostas por Joaquim Pedro, na qualidade de imediato e assessor militar de Antônio Netto. Deixou um esquadrão em reserva que foi empregado em momento oportuno, decidindo a sorte da luta.
Segundo Docca, coube a este bravo e a Manuel Lucas de Oliveira convencerem Antônio Neto da proclamação da República Rio-Grandense, bem como "a grande satisfação de ler, a 11, no campo do Menezes, à frente da garbosa tropa por ele instruída, a Proclamação da República Rio-Grandense."
Recrutamento
O Corpo de Lanceiros Negros era integrado por negros livres ou libertados pela Revolução e, após, pela República, com a condição de lutarem como soldados pela causa.
O 1.º Corpo foi recrutado, principalmente, entre os negros campeiros, domadores e tropeiros das charqueadas de Pelotas e do então município de Piratini (atuais Canguçu, Piratini, Pedro Osório, Pinheiro Machado, Herval, Bagé, até o Pirai e parte de Arroio Grande).
Armamento individual
Excelentes combatentes de cavalaria, entregavam-se ao combate com grande denodo, por saberem, como verdadeiros filhos da liberdade, que esta, para si, seus irmãos de cor e libertadores, estaria em jogo em cada combate. Manejam como grande habilidade suas armas prediletas - as lanças. Estas, por eles usadas mais longas do que o comum. Combinada esta característica, com instrução para o combate e disposição para a luta, foram usados como tropas de choque, uso hoje reservado às formações de blindados. Por tudo isto infundiram grande terror aos adversários. Eram armados também com adaga ou facão e, em certos casos, algumas armas de fogo em determinadas ocasiões.
Como lanceiros não utilizavam escudos de proteção, mas sim seus grosseiros ponchos de lã - bicharás, que serviram-lhes de cama, cobertor e proteção do frio e da chuva. Quando em combate a cavalo, enrolado no braço esquerdo, o poncho (bichará) servia-lhes para amortecer ou desviar um golpe de lança ou espada. No corpo a corpo desmontado, servia para aparar ou desviar um golpe de adaga ou espada em cuja esgrima eram habilíssimos, em decorrência da prática continuada do jogo do talho, nome dado pelo gaúcho à esgrima simulada com faca, adaga ou facão.
Alguns poucos eram hábeis no uso das boleadeiras como arma de guerra, principalmente para abater o inimigo longe do alcance de sua lança, quer em fuga, quer manobrando para obter melhor posição tática.
De peões a guerreiros
Eram rústicos e disciplinados. Faziam a guerra à base de recursos locais, comiam se houvesse alimento e dormiam em qualquer local, tendo como teto o firmamento do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A maioria montava a cavalo quase que em pêlo, a moda charrua. Vale também lembrar que os Lanceiros Negros exerciam uma função de tropa de choque no exército farroupilha, pelo simples fato de manejar com eximia destreza a lança que é uma arma essencial para este tipo de combate.
Vestuário
Seu vestuário era constituído de sandálias de couro cru, chiripá de pano grosseiro, um colete recobrindo o tronco e na cabeça uma vincha (braçadeira) vermelha símbolo de república.
Como esporas improvisavam uma forquilha de madeira presa ao pé com tiras de couro cru. Esta espora farroupilha acomodava-se ao calcanhar e possuía a ponta bem afiada. Alguns poucos usavam calças, cartola e chilenas (esporas), como imortalizado em pintura no Museu de Bolonha, na cidade de Bolonha, Itália.
Lanceiros Negros na Expedição de Laguna
Parte do 1.º Corpo de Lanceiros Negros participou da expedição a Laguna, ao comando de David Canabarro, que teve como comandante de vanguarda o tenente-coronel Joaquim Teixeira Nunes com seus Lanceiros Negros.
A retirada dos farroupilhas de Laguna para o Rio Grande do Sul, através de Lages e Vacaria, contou com a presença de Teixeira Nunes, Giuseppe Garibaldi, Luigi Rossetti e Anita Garibaldi e foi assegurada por muitos valorosos Lanceiros Negros.
Massacre de Porongos
O Massacre de Porongos ocorreu na madrugada de 14 de novembro de 1844, na localidade de Porongos, hoje parte do município de Pinheiro Machado. O evento culminou na dizimação do 1º Corpo de Lanceiros Negros. A natureza exata deste acontecimento, chamado por diversas denominações ("Surpresa", "Massacre" ou "Traição"), divide profundamente a historiografia em duas correntes principais: a da Traição e a da Surpresa.[1]
A corrente da Traição defende que o massacre foi resultado de um acordo prévio entre o general farroupilha David Canabarro e o Barão (futuro Duque) de Caxias, comandante do Exército Imperial. O principal objetivo de Canabarro, à frente do partido da "Minoria" (reconciliadora), seria o de eliminar os elementos mais radicais da Revolução, notadamente os lanceiros negros que lutavam pela liberdade e eram uma força abolicionista, facilitando a paz com o Império e garantindo anistia e privilégios para os chefes brancos.[2]
A prova documental mais citada pelos defensores desta tese é um ofício que teria sido enviado por Caxias ao Coronel Francisco Pedro de Abreu (Moringue), o comandante imperial no ataque. O documento instruía especificamente a poupar brancos e índios ("pois bem sabe que essa pobre gente ainda nos pode ser útil no futuro") e a massacrar os negros, além de proteger a bagagem de Canabarro, indicando que o ataque não era uma surpresa para o comando farroupilha.[3][4] Evidências comportamentais também são citadas, como o fato de a infantaria negra ter sido desarmada ("tiraram o cartuchame") na véspera por ordem de Canabarro.[5] Por fim, o ataque imperial foi direcionado apenas ao acampamento dos negros, que estavam separados, enquanto brancos e índios conseguiram fugir, reforçando a ideia de que o massacre foi um ato cirúrgico para destruir a principal força republicana pró-libertação.[6]
A corrente da Surpresa, endossada por diversos historiadores e pela memória tradicionalista, argumenta que o evento foi uma derrota militar legítima causada pela negligência de Canabarro, mas não por traição. A tese aponta que Canabarro, apesar de sua fama de vigilância, foi pego de surpresa ("a primeira surpresa" em sua carreira, segundo Caxias) e estava recolhido em sua barraca no momento do ataque.[7] A surpresa teria sido facilitada pela "displicência" de Canabarro, que não deu ouvidos a advertências prévias.[8]
Os defensores desta tese argumentam que o ofício de Caxias instruindo o massacre dos negros e a proteção dos brancos e da bagagem de Canabarro foi, na verdade, uma falsificação criada pelo Coronel Moringue para desmoralizar Canabarro e dividir as forças farroupilhas. Tratava-se, portanto, de um golpe de "guerra psicológica".[9] O historiador Walter Spalding, segundo Sinotti et al., refere-se ao evento como a "surpresa de Porongos" e o maior desastre do período revolucionário, mas nega a traição de Canabarro, defendendo seu caráter.[10]
A perda foi desastrosa, com mais de 100 mortos e 300 prisioneiros (entre negros, brancos e oficiais), além da perda total de equipamentos.[11][12] O destino imediato dos entre 120 e 200 combatentes negros que sobreviveram ao ataque foi a captura e remessa como prisioneiros de guerra para locais como a "Presiganga" em Pelotas, aguardando ordens da Corte Imperial.[13]
O derradeiro combate
Em 28 de novembro de 1844, Teixeira Nunes e remanescentes de seu legendário Corpo de Lanceiros Negros travaram o último combate da Revolução em terras do Rio Grande do Sul, consta que em terras do atual município de Arroio Grande, berço do Visconde de Mauá.
A morte de Teixeira Nunes foi assim comunicada pelo então Barão de Caxias, em ofício: Posso assegurar a V. Exa. que o Coronel Teixeira Nunes foi batido no campo de combate, deixando o campo, por espaço de duas léguas, juncando de cadáveres. Eram seguramente cadáveres de Lanceiros negros.
Teixeira Nunes foi um dos maiores lanceiros de seu tempo, e como uma ironia do destino teria caído mortalmente ferido por uma lança manejada pelo braço vigoroso do alferes Manduca Rodrigues.
O único ponto controverso da paz firmada entre Caxias e farroupilhas, a liberdade dos escravos que lutaram com os rebeldes, foi resolvido de forma pragmática e cruel: o batalhão dos chamados Lanceiros Negros, desarmado por seu comandante, Davi Canabarro, foi massacrado em novembro de 1844, em Porongos.
— Eduardo Bueno[14]
O destino final dos Lanceiros Negros
O destino dos entre 120 e 200 Lanceiros Negros sobreviventes e aprisionados em Porongos e outras batalhas é o ponto mais sombrio e contestado do final da Revolução Farroupilha.
O fim da Revolução Farroupilha foi selado na região de Ponche Verde, em 1º de Março de 1845. As negociações que culminaram na paz ocorreram em um contexto de extrema exaustão da população e das forças rebeldes, devido à estratégia militar de Caxias, que restringiu o espaço farroupilha e cortou seus meios de financiamento.[15]
Este evento, chamado de "Paz de Ponche Verde" ou "Tratado de Ponche Verde," foi, na prática, uma petição de anistia dos líderes farroupilhas ao Imperador, e não um tratado entre nações soberanas.[16] O local foi escolhido pelo Barão de Caxias, que passou a negociar diretamente com David Canabarro e o partido reconciliador.[17]
A historiografia tradicional, como a de Dante de Laytano descrita em Sinotti et al., defende que a Monarquia reconheceu a emancipação dos escravos em armas efetivamente através do Tratado de Paz.[18] A narrativa tradicional sobre este acordo baseia-se na Cláusula IV da Ata, que afirmava: "São livres e como tais reconhecidos todos os cativos que serviram à República."[19]
Uma variação desta tese sugere uma Visão Conciliatória, na qual o Barão de Caxias buscou harmonizar as Instruções Reservadas do Império (que exigiam a remessa dos escravos à Corte como propriedade imperial) com a honra da Convenção de Paz. Segundo essa versão, Caxias teria contrariado ordens superiores de recolher os escravos como propriedade estatal para a Fazenda de Santa Cruz no Rio de Janeiro.[20] Em vez disso, Caxias teria concedido a alforria com a condição de exílio (não retorno ao Rio Grande), enviando-os para o Rio de Janeiro para serem incorporados aos Regimentos de Cavalaria Ligeira do Exército Imperial, assim cumprindo a cláusula de liberdade e as ordens superiores simultaneamente.[21]
Historiador Moacyr Flores contesta vigorosamente a versão oficial, argumentando que a Convenção de Paz foi uma simulação para ocultar a reescravização. A principal evidência dessa dissimulação reside nas Instruções Reservadas emitidas pelo Ministro da Guerra (18 de dezembro de 1844), cujo Item 5º exigia a remessa à Corte dos escravos rebeldes para serem colocados sob a tutela do Governo Imperial.[22]
Caxias deixou claro que manteria as forças imperiais prontas para atacar os rebeldes "caso que não concordem em me entregar os negros e dispersarem a gente".[23] Após serem entregues, os escravos foram provisoriamente incorporados a Corpos de Cavalaria de Linha, com a ressalva de que esse seria um arranjo temporário, "até seguirem para essa Corte na forma das ordens que recebi"[24], confirmando que o destino final não era o serviço militar.
A evidência mais definitiva de que a liberdade não foi concedida é a Comissão da Câmara de Deputados que se reuniu no Rio de Janeiro, três anos depois, em maio de 1848. O propósito dessa comissão era deliberar sobre a devolução dos escravos capturados no Rio Grande do Sul aos seus antigos donos. A Comissão encerrou suas atividades sem libertar ou devolver os negros, que ao invés permaneceram como escravos da nação no Arsenal e na Fazenda de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.[25]
Neste contexto, a Cláusula IV da Convenção sobre a liberdade funcionou apenas como uma forma de encobrimento, permitindo que os líderes farrapos mantivessem sua honra enquanto a reescravização era consolidada.[26]
Homenagem
Foi também lembrando Teixeira Nunes e seus lanceiros negros, que o acompanharam na expedição a Laguna, que Giuseppe Garibaldi escreveu: Eu vi batalhas disputadas mas nunca e em nenhuma parte homens mais valentes nem lanceiros mais brilhantes do que os da cavalaria rio-grandense, em cujas fileiras comecei a desprezar o perigo e a combater pela causa sagrada dos povos.
No Museu de Bolonha, Itália, existe um quadro do Lanceiro Negro Farroupilha, representa um dos célebres lanceiros negros farroupilhas que acompanharam Giuseppe Garibaldi e Luigi Rossetti no retorno de Santa Catarina, após o malogro da República Juliana.
Referências
- ↑ Ana Paula Comin De Carvalho, “O memorial dos lanceiros negros: disputas simbólicas, configurações de identidades e relações interétnicas no Sul do Brasil,” Sociedade e Cultura 8, no. 2 (2007), https://doi.org/10.5216/sec.v8i2.1018, 143-144
- ↑ Kárita Gill Sinotti, Leonardo Betemps Kontz, and Odilon Leston Júnior. "A Revolução Farroupilha: o massacre de cerro dos Porongos." Revista Contribuciones a las Ciencias Sociales 27 (2015), 7, 11
- ↑ Moacyr Flores, Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde (Est Edições, 2008), 58-59
- ↑ Sinotti et al., A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O MASSACRE DE CERRO DOS PORONGOS, 10
- ↑ Sinotti et al., A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O MASSACRE DE CERRO DOS PORONGOS, 11
- ↑ Sinotti et al., A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O MASSACRE DE CERRO DOS PORONGOS, 12
- ↑ Sinotti et al., A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O MASSACRE DE CERRO DOS PORONGOS, 6
- ↑ Sinotti et al., A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O MASSACRE DE CERRO DOS PORONGOS, 67
- ↑ Sinotti et al., A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O MASSACRE DE CERRO DOS PORONGOS, 7, 9
- ↑ Sinotti et al., A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O MASSACRE DE CERRO DOS PORONGOS, 7
- ↑ Flores, Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde, 59
- ↑ Sinotti et al., A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O MASSACRE DE CERRO DOS PORONGOS, 8
- ↑ Sinotti et al., A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O MASSACRE DE CERRO DOS PORONGOS, 62
- ↑ Eduardo Bueno, História do Brasil, 1997.
- ↑ Flores, Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde, 66-67
- ↑ Flores, Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde, 57
- ↑ Flores, Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde, 71-72
- ↑ Sinotti et al., A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: O MASSACRE DE CERRO DOS PORONGOS, 9
- ↑ Cláudio Moreira Bento, O exército farrapo e os seus chefes (Biblioteca do Exército Editora, 1992), 20
- ↑ Bento, O exército farrapo e os seus chefes, 20-21
- ↑ Bento, O exército farrapo e os seus chefes, 20-21
- ↑ Flores, Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde, 64
- ↑ Flores, Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde, 63
- ↑ Flores, Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde, 63-64
- ↑ Flores, Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde, 64
- ↑ Flores, Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde, 64
Ver também
Bibliografia
- BENTO, Cláudio Moreira. O Exército Farrapo e os seus chefes. Rio de Janeiro: BIBLIEx,1992. 2v)
- BENTO, Cláudio Moreira. O Negro na Sociedade do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: IEL,1975.
- De Carvalho, Ana Paula Comin. “O memorial dos lanceiros negros: disputas simbólicas, configurações de identidades e relações interétnicas no Sul do Brasil.” Sociedade e Cultura 8, no. 2 (2007). https://doi.org/10.5216/sec.v8i2.1018.
- Flores, Moacyr. Negros na Revolução Farroupilha: Traição em Porongos e farsa em Ponche Verde. Est Edições, 2008.
- GIANEZINI, Quelen. Os negros e o tradicionalismo gaúcho: um estudo de caso sobre o CTG Lanceiros de Canabarro em Alegrete. Rio Grande do Sul.
- Sinotti, Kárita Gill, Leonardo Betemps Kontz, and Odilon Leston Júnior. "A Revolução Farroupilha: o massacre de cerro dos Porongos." Revista Contribuciones a las Ciencias Sociales 27 (2015).
- Sousa Docca, Emílio Fernandes de. História do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro: Org.Simões, 1954. (obra póstuma)
- SPALDING, WALTER. Farrapos!. Porto Alegre: Sulina, 1960.
Ligações externas
- Ministério da Cultura do Brasil Fundação Cultural Palmares Ações de Patrimônio : item 2. projeto e construção de Memorial (em Porongos, Pinheiro Machado) e Monumento ao Lanceiro Negro Farroupilha (no Parque Farroupilha, em Porto Alegre)

