Kim In-Kyu
| Kim In-Kyu | |
|---|---|
| Nascimento | 5 de fevereiro de 1950 Seul |
| Cidadania | Coreia do Sul |
| Alma mater |
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| Ocupação | político |
| Empregador(a) | Sungkyunkwan University |
Kim In-Kyu (김인규, nascido em 5 de fevereiro de 1950) é um jornalista sul-coreano. Formado em Ciência Política pela Universidade Nacional de Seul, ingressou na emissora pública KBS em 1973 como repórter da primeira turma de concurso público. Posteriormente presidiu a Associação da Indústria de Mídia Digital antes de retornar à KBS, onde se tornou o 19º presidente da emissora.[1] Sua liderança na KBS (2009–2012) foi marcada por greves, críticas de censura e debates sobre a independência da mídia pública na Coreia do Sul.
Ocupou vários cargos de liderança, como chefe do departamento político e diretor de novas mídias, sendo nomeado diretor da KBS em 2003. Também foi professor convidado da Universidade Sungkyunkwan e atuou como chefe de estratégia de comunicação da campanha presidencial de Lee Myung-bak (2007).[2] Também atuou como chefe da União Ásio-Pacífico de Rádiodifusão.[3]
Carreira
Kim foi indicado pela KBS em novembro de 2009 e aprovado pelo presidente Lee Myung-bak, o que gerou forte oposição interna.[4] O sindicato da KBS criticou sua ligação política com Lee e ameaçou greve geral, alegando tentativa de “controle político da emissora”. Apesar dos protestos, Kim tomou posse em 24 de novembro de 2009.
Em seu discurso de posse, prometeu fortalecer o caráter público da KBS, eliminar conflitos internos e modernizar a emissora. Defendeu o aumento da taxa de licença de TV (que não era reajustada havia 29 anos) e anunciou planos para uma plataforma gratuita de TV digital, inspirada no modelo britânico Freeview. Foi acusado de tentar pressionar operadoras de telefonia (SK Telecom, KT e LG Telecom) a contribuir com fundos para a associação que presidia, supostamente a pedido da Casa Azul (presidência). O governo negou coerção e afirmou que as contribuições eram voluntárias, mas a oposição exigiu investigação.
Durante seu mandato, Kim foi acusado de favorecer o governo Lee Myung-bak e censurar críticas. Jornalistas da KBS protestaram contra o que chamaram de “retorno do autoritarismo” dentro da emissora. A suspensão de programas críticos, como uma reportagem sobre o projeto dos “Quatro Grandes Rios”, aumentou a tensão e levou a punições de produtores e repórteres.
Controvérsias
Durante o regime de Chun Doo-hwan, Kim produziu uma série especial exaltando o “Primeiro Ano da Quinta República”, elogiando o governo militar e a liderança de Chun. O conteúdo foi posteriormente criticado como propaganda política.
Referências
- ↑ TODD KUSHIGEMACHI (4 de junho de 2012). «KBS' Kim In-kyu to receive International Emmy». Variety. Consultado em 1 de novembro de 2018
- ↑ «KBS Board of Directors names former Lee aide Kim In-kyu as candidate for President». The Hankyoreh. Consultado em 1 de novembro de 2018
- ↑ KBS Chief to Visit N.Korea. The Chosun Ilbo. Consultado em 5 de novembro de 2025
- ↑ KBS Board of Directors names former Lee aide Kim In-kyu as candidate for President. 한겨레'. Consultado em 5 de novembro de 2025
Ligações externas
- Kim In-Kyu (em inglês) no KBS Global