Katú Mirim
| Katú Mirim | |
|---|---|
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| Informações gerais | |
| Nome completo | Katú Mirim |
| Nascimento | 09 de outubro de 1986 (39 anos) Jundiaí, São Paulo, Brasil |
| Nacionalidade | brasileira |
| Gênero(s) | |
| Ocupação | |
| Instrumento(s) | Vocal |
| Outras ocupações | |
| Página oficial | www |
Katú Mirim (9 de outubro de 1986) é uma rapper, cantora, compositora, atriz e ativista da causa indígena.[1]
Katú Mirim tem sido uma das grandes vozes na construção de um novo imaginário sobre o futuro. Filha de mãe preta e pai indígena da etnia Boe Bororo, foi adotada aos 11 meses por uma família evangélica da perifeira, no distrito do Campo Limpo Paulista. Criada por pastores e posteriormente tornando-se mãe solo, descobriu na música seu refúgio.[2]
A artista, audodeclarada indígena bissexual, foi precursora aofalar publicamente sobre autodeclaração indígena, retomada de identidade e questões LGBTQ entre povos originários. [3]Katú Mirim foi uma das primeiras influenciadoras indígenas a ganhar notoridade na internet [4]tendo começado a criar conteúdos em 2015. Sua música e ativismo transcendem o entretenimento, tornando-se um manifesto vivo pela decolonização das mentes e espaços. Katú mirim é uma das artistas mais importantes e inovadora da música indígena contemporânea. Sua música que mistura Rap, Pop, Rock e Synth pop é um marco no rap indígena Brasileiro e na música pop futurista. [5]Katú Mirim é a primeira cantora indígena a criar um Ep todo na temática futurista, solar punk e synth pop. As composições de Katú Mirim não apenas refletem as questões indígenas, mas também as questões de classe, gênero e sexualidade. Ela também não se encaixa apenas como Rapper, ou Rockstar, pois tem também álbum de Pop (Cura) e se denomina como uma artista livre.
Fashion, a rebeldia na estética.
O estilo de Katú Mirim é uma fusão poderosa entre fashion, futurismo e ancestralidade, criando uma identidade visual única que reflete sua música e seu ativismo. Considerada uma indígena Cyber Punk, por hackear o sistema, mas apesar do seu estilo Cyber Punk, Katú acredita e tem fé em um futuro Solar Punk. Seu estilo comunica força, rebeldia e autenticidade.
FUTURISMO INDÍGENA
Como precursora do movimento Indígena Futurista no Brasil, trazendo o movimento através de música, conteúdos educacionais e palestras, Katú propõe uma ruptura com a ideia convencional de futuro — historicamente representado pela velocidade, pelo avanço industrial, pelas grandes cidades e pelas engrenagens das máquinas. Katú Mirim também trouxe o futurismo indígena para suas músicas, mesclando rap, beats de synth pop, instrumentos ancestrais e contemporâneos com o EP Quinto Elemento e com os singles Indígena Futurista e De volta para o passado. Com a moda, ela também traz o futurismo no seu visual, quebrando os esteriótipos do que é a imagem de um indígena. Uma indígena rockstar, futurista e rebelde, o que podemos esperar de Katú Mirim.
Biografia
Katú Mirim nasceu e cresceu na periferia do interior Paulista. Com onze meses de idade foi adotada por um casal de não-indígenas. Veio ter conhecimento de que era adotada ainda na infância e aos treze anos descobriu que era filha biológica de pai indígena e mãe preta. Seu pai era indígena pertencente ao povo Boe Bororo e sua mãe era uma mulher preta, periférica (ambos já faleceram). Sua família adotiva era composta por pai, mãe e irmã. Seu pai adotivo faleceu em 2010 e sua irmã em 2020 na pandemia. Katú Mirim foi reconhecida como Boe Bororo por várias lideranças Boe Bororo. Em 2023 recebeu o nome de Merikaredo pelo chefe de cultura Boe Bororo, Raimundo Itogoga. No seu Instagram ela fala mais sobre o resgate de sua identidade no video retomada. [6]
Carreira
Em 2003 iniciou na música como cantora da banda de garagem Kids Six, banda Emo da cidade de Jundiaí. Em 2017 retornou para a música, cantando Rap lançou seu primeiro single Aguyjevete. [6]
Em 2017 viralizou com a hashtag #indionaoefantasia, trazendo à tona o debate sobre os costumes indígenas utilizados fora do contexto aos quais eles pertencem. Ainda 2017, a artista decidiu usar suas ações pela causa indígena para fundar o movimento “VI Visibilidade Indígena”, que luta pelos direitos e representatividade dos artistas indígenas.
Em 2018 participou da gravação da música “Retomada”, juntamente com Marina Peralta e Afrojess.[7]
Em 2019 Fundou o primeiro coletivo indígena lgbtq do Brasil, o Tybyra coletivo que luta por politicas públicas, visibilidade e respeito para os indígenas lgbtq+.[8]
Em 2019 foi a primeira artista indígena brasileira a realizar show para a marca Levi’s.[9] Se apresentou no Festival Red Bull Amaphiko.[10] Participou do Órbita Festival onde dividiu o palco com Edgar.[11] Prestou consultoria à Maurício de Souza Produções na construção do espetáculo "Brasilis".[12] Desfilou no São Paulo Fashion Week.[1] Participou do comercial da Converse e do podcast POC de Cultura patrocinado pela mesma, junto ao coletivo Tibira - LGBTQ+ Indígena.[13] Participou do encontro MASP Professores, "Eu sou porque nós somos: mulheres e interseccionalidade", o programa se dedicou a discutir a importância de conhecer e compreender as experiências vividas por mulheres em diferentes dimensões e camadas sociais, considerando a necessidade de exercícios empáticos de suporte, crítica e ação conjunta.[14] Participou de WME (Women’s Music Event) onde cantou Aguyjevete ao lado de Kaê Guajajara, transmitido ao vivo pelo canal TNT Brasil.[15] Foi a primeira indígena brasileira a tocar na rádio CBC (Canadian Broadcasting Corporation).[16] Participou do clipe "A Caminhada" da cantora Gloria Groove.[17] Participou do Mekukradjá, "(Re)existindo pelas letras, criando pontes", palestra apresentada no Itaú Cultural.[18] Em 2020 participou do vídeo clipe da cantora Iza Be The One.[19]
Em 2020 Katú mirim foi a primeira indígena Brasileira capa da revista ELLE, primeira indígena capa da revista Corpo Futuro e Be Free.
BIG FESTIVAIS: Se apresentou em grandes festivais como Rock in Rio, Rock the Mountain, Coma festival, Elas festival, entre outros.Foi uma das atrações musicais da cerimônia de entrega do Prêmio Sim à Igualdade Racial 2023, ao lado de BK', MC Soffia, Linn da Quebrada, Kaê Guajajara e Liniker.[20]
Referências
- ↑ a b Nov 2019, 24; às 10h56, 19h44 | Última atualização: 2 mar 2020 (24 de novembro de 2019). «Quem são os pardos no Brasil? A reafirmação identitária da rapper Katú Mirim - Portal Catarinas». Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ «Rapper indígena Katú Mirim: "Perguntam se tem como ir pintada para shows"». www.uol.com.br. Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ «Excluídos e sexualizados, indígenas LGBTs contra-atacam a homofobia». www.cedefes.org.br. Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ «#ÍndioNãoÉFantasia: quem é a indígena que iniciou debate sobre uso de fantasias». G1. 9 de fevereiro de 2018. Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ Santos, Savyo (18 de março de 2024). «Associado Abramus: Katú Mirim». ABRAMUS. Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ a b Martins, Bárbara (23 de dezembro de 2020). «Katú Mirim, rapper paulista, é sinônimo de resistência indígena na cidade». Hypeness (em inglês). Consultado em 23 de abril de 2023
- ↑ https://www.marinaperalta.com.br/
- ↑ «Coletivo Tybyra promove debates e conscientização sobre indígenas LGBTQIA+ | EBC Rádios». radios.ebc.com.br. Consultado em 3 de abril de 2025. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2024
- ↑ «Geração 501: evento traz oficinas e shows gratuitos por São Paulo». CLAUDIA. 23 de abril de 2019. Consultado em 23 de abril de 2023
- ↑ «Programação do Festival Red Bull». www.redbull.com. Consultado em 29 de maio de 2023
- ↑ Rassy, Gabriela (2 de abril de 2019). «Órbita vai dos shows aos discos voadores em festival gratuito». Catraca Livre. Consultado em 23 de abril de 2023
- ↑ «"Cultura e a arte são fundamentais para a formação de bons cidadãos", afirma Mauro Sousa». GQ. Consultado em 23 de abril de 2023
- ↑ https://audioboom.com/posts/7454818-lgbtqia-indigenas-crew-tibira-com-katu-mirim
- ↑ «MASP». MASP. Consultado em 29 de maio de 2023
- ↑ WME (5 de dezembro de 2019). «WME Awards se consagra como única premiação nacional do canal TNT». Women's Music Event. Consultado em 29 de maio de 2023
- ↑ https://www.cbc.ca/listen/live-radio/1-184-reclaimed/clip/15743870-reawakening
- ↑ «Gloria Groove alfineta conservadores em novo clipe; confira A Caminhada». observatoriog.bol.uol.com.br. Consultado em 23 de abril de 2023
- ↑ https://www.picuki.com/tag/mekukradja
- ↑ «Iza lança 'Let Me Be the One', em parceria com americano Maejor; veja clipe». entretenimento.uol.com.br. Consultado em 9 de março de 2021
- ↑ Prêmio Sim à Igualdade Racial 2023 | ID_BR | Origens e Raízes, consultado em 29 de maio de 2023
