Josias Gomes
Josias Gomes | |
|---|---|
![]() Em 2025 | |
| Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia | |
| Período | 2 de janeiro de 2026 até a atualidade |
| Nomeado por | Jerônimo Rodrigues |
| Antecessor(a) | Pedro Lino |
| Secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia | |
| Período | de 13 de março 2019 até 1 de abril de 2022 |
| Governador | Rui Costa |
| Secretário de Relações Institucionais da Bahia | |
| Período | de 1 de janeiro de 2015 até 11 de abril de 2018 |
| Governador | Rui Costa |
| Deputado federal pela Bahia | |
| Período | 1 de fevereiro de 2003 até 31 de janeiro de 2007 |
| Período | 1 de fevereiro de 2011 até 31 de janeiro de 2023 |
| Período | 7 de fevereiro de 2023 até 2 de janeiro de 2026 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Josias Gomes da Silva |
| Nascimento | 14 de outubro de 1956 (69 anos) Amaraji, Pernambuco |
| Progenitores | Mãe: Maria José Alves da Silva Pai: Jesuino Gomes da Silva |
| Alma mater | Universidade Federal da Paraíba |
| Partido | PT (1980-2026) Sem partido (2026-presente) |
| Profissão | Agrônomo |
Josias Gomes da Silva (Amaraji, 14 de outubro de 1956), é um agrônomo e político brasileiro. Em 2002, 2010, 2014 e 2018 foi eleito deputado federal pelo PT da Bahia. Josias ocupou o cargo de deputado federal "suplente em exercício" no período de 2023–2027.[1]
Nascido em Amaraji no estado de Pernambuco, Josias Gomes se formou em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba em 1980, tendo sido ativo líder estudantil, presidente do Diretório Acadêmico de Ciências Agrárias, onde liderou a primeira greve no estado da Paraíba, 14 anos após o golpe militar de 1964.
Infância e adolescência
Josias Gomes da Silva nasceu em 14 de outubro de 1956, em Amaraji (PE), filho de Jesuíno Gomes da Silva e Maria José Alves da Silva. Em 1980, formou-se em agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em Areia (PB), e, em 1992, concluiu uma pós-graduação Latu Sensu pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus (BA).
Iniciou a militância política no movimento estudantil, tendo sido presidente do Diretório Acadêmico (DA) de Agronomia da UFPB de 1978 a 1979. Foi, também, membro da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza, em Areia (1978-1990).
Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980, quando da fundação da entidade. Três anos depois, mudou-se para Porto Velho, onde exerceu a função de secretário da Comissão Executiva Estadual do PT (1983-1987), foi assessor de Planejamento da secretaria de Planejamento de Porto Velho, na gestão do prefeito nomeado Sebastião Assef Valladares (1984), e presidiu o Sindicato dos Engenheiros de Rondônia (1985-1987).
Na década de 1990, Josias Gomes se transferiu para a Bahia, onde dirigiu a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Cacau, em Itabuna (1991-1993). No âmbito do PT, coordenou campanhas eleitorais de prefeitos e deputados estaduais em Itabuna (BA) (1990-1992), foi secretário do Diretório Estadual (1997-1999), membro do Diretório Nacional (1995-1997) e, em 1999, foi eleito presidente do Diretório Estadual, cargo que ocupou até 2004. Nesta função, organizou reuniões com os partidos que apoiaram a candidatura presidencial de Luís Inácio Lula da Silva em 2002, e, ao longo do primeiro governo Lula (2003-2007), administrou o preenchimento de cerca de 900 cargos federais em todo o Estado. Nas eleições municipais de 2004, atuou no sentido de ampliar o número de prefeituras administradas pelo partido, de maneira que o PT concorreu em 288 dos 417 municípios baianos, com 20 prefeitos eleitos pela sigla.
Carreira política
Está no Partido dos Trabalhadores desde os primeiros movimentos que culminaram na sua fundação. Participou da primeira campanha de filiação no ano de 1980, quando ainda estudante de Agronomia no Estado da Paraíba. Exerceu diversas funções de direção no PT nos estados onde militou politicamente. Em Rondônia, foi Secretário de Organização entre 1983/84 e Secretário Geral em 1985/87; participou na condição de coordenador, em fins de 1983 da campanha pelas “diretas já” e contribuiu para a formação de sindicatos de diversas categorias no estado de Rondônia, onde trabalhou e militou por mais de cinco anos.
Passou pela Secretaria de Planejamento do Governo de Rondônia, sendo conduzido, ainda, pela primeira bancada parlamentar petista na Assembléia Legislativa de Rondônia, à função de Vice Diretor-Geral da Casa.
Em 1985, foi o candidato a vice-prefeito na chapa do PT para a Prefeitura de Porto Velho,na primeira disputa eleitoral pós-ditadura nas capitais brasileiras. Ainda em Rondônia, organizou, em 1986, a primeira greve de funcionários públicos do Estado e, no mesmo ano, coordenou a campanha do candidato a governador pelo PT.
Em 1989 chegou à Bahia, pela região cacaueira, onde participou da coordenação da campanha presidencial do companheiro Lula. Também, em 1989, ajudou a organizar a primeira campanha salarial unificada dos trabalhadores rurais da lavoura cacaueira. Participaram 26 sindicatos de trabalhadores rurais, numa memorável campanha.
Em 1990, coordenou a campanha de Geraldo Simões para deputado estadual. Uma campanha, por sinal, vitoriosa. Ao mesmo tempo, trabalhou pela criação da Central Única dos Trabalhadores na região cacaueira. Em 1992 coordenou a campanha de Geraldo Simões para a Prefeitura de Itabuna. Após esta outra campanha vitoriosa, ocupou a Secretaria de Assuntos Estratégicos, espaço de articulação política da administração municipal.
Em 1997, assumiu a Secretaria Geral do partido no Estado. Dois anos depois, em 1999, foi eleito presidente do PT da Bahia. Em 2000, na função de presidente da legenda, na Bahia, coordenou a campanha municipal daquele ano, quando PT elegeu sete prefeitos e 114 vereadores nos diversos municípios da Bahia. Em 2001, nas primeiras eleições diretas do PT, foi reeleito presidente estadual, ainda no primeiro turno. Ajudou a coordenar a campanha eleitoral de 2004, onde o PT elegeu 19 prefeitos, 13 vice-prefeitos e 183 vereadores.
Em 2002, concorreu a deputado federal, elegendo-se para a legislatura 2003-2007, com 75 mil votos, distribuídos em 384 municípios. Na Câmara dos Deputados, foi membro titular das Comissões Permanentes de Agricultura e Política Rural (2005-2006) e Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (2005-2006), nas Comissões Especiais das Bacias Hidrográficas do Semiárido, Crise da Parmalat, Projeto de Lei (PL) nº 2401/03 de Biossegurança (2005) e PL nº 2.671/89 dos Combustíveis (2005-2006) e na Comissão Externa para Averiguar Incêndio em Roraima. Em 2005, foi acusado pelo deputado federal Roberto Jefferson, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB/RJ), de ter participado de um suposto esquema de pagamento de propinas a parlamentares da base aliada para a aprovação de projetos de interesse no primeiro governo Lula, afastando-se temporariamente da direção do PT na Bahia para enfrentar o processo de cassação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética, relatado pelo deputado federal Antônio Mendes Thame, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB/SP). Josias Gomes depôs em dezembro de 2005 e foi absolvido em maio de 2006.
Concorreu à reeleição para deputado federal pelo PT em 2006, sem êxito. No pleito seguinte, em 2010, foi reconduzido a um novo mandato na Câmara dos Deputados. Na legislatura 2011-2015, foi membro titular das Comissões Permanentes de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (2011-2013) e Relações Exteriores e de Defesa Nacional (2013-2015) e das Comissões Especiais PL 7495/06 que Cria Empregos Públicos na Funasa (2011-2014), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 005/11 dos Subsídios a Cargos Públicos (2012-2015), PEC 313/13 da Perda Automática do Mandato (2013-2015) e PEC 019/11 da Zona Franca do Semiárido Nordestino (2014-2015), além de ter sido vice-líder do PT (2013-2014). Dentre as ações ligadas à agricultura, realizou a 24ª Feira Nacional da Agropecuária e a 2ª Feira Baiana da Agricultura Familiar, em Salvador.
Em 2010,[2] 2014 e 2018 novamente se reelegeu deputado federal.
Em 2014, foi reeleito pela terceira vez deputado federal pelo PT para a legislatura de 2015-2019, mas licenciou-se para assumir o cargo de secretário de Relações Institucionais do Estado da Bahia do governo Rui Costa, do PT (2015-2019), tendo participado, junto à Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Seminário realizado em Itabuna para analisar o cenário atual da cacauicultura. Ver referência
Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então Presidente Michel Temer.[3]
Em 2024 Josias foi um dos signatários da PEC do fim da escala 6x1, e o texto atingiu as assinaturas necessárias para ser protocolado e tramitar na Câmara.[4]
Referências
- ↑ «Deputado Federal Josias Gomes». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 23 de outubro de 2025
- ↑ Bahia, Redação do Jornal Grande (24 de agosto de 2011). «Deputado federal Josias Gomes denuncia tentativa de assassinato contra dirigente do PT em Ribeira de Pombal». Jornal Grande Bahia (JGB). Consultado em 23 de outubro de 2025
- ↑ Deutsche Welle (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Carta Capital. Consultado em 18 de setembro de 2017
- ↑ «Fim da escala 6×1: PEC atinge as assinaturas necessárias para tramitar na Câmara». VEJA. Consultado em 23 de outubro de 2025

