José de Sousa Pereira de Sampaio Vaía
| José de Sousa Pereira de Sampaio Vaía | |
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| Nascimento | 3 de julho de 1790 Vila Pouca de Aguiar |
| Morte | 13 de fevereiro de 1847 Santa Marta de Penaguião |
| Cidadania | Reino de Portugal |
| Ocupação | oficial, político |
| Distinções |
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| Título | Visconde de Santa Marta |
José de Sousa Pereira de Sampaio Vaía ComC • ComTE (Vila Pouca de Aguiar, 3 de Julho de 1790 – Santa Marta de Penaguião, 13 de Fevereiro de 1847), 2.º visconde de Santa Marta, foi um Marechal de Campo português da ala miguelista.
Em 1808, como alferes, é integrado nos Batalhões de Caçadores 3 e 4 para lutar nas Guerras Peninsulares.
Faz parte de expedição a Pernambuco, em 1817, comandada pelo general Luís do Rego Barreto, fazendo parte com o posto de major da divisão dos Voluntários Leais de El-Rei que venceu a chamada Revolução Pernambucana. Aí igualmente combateu na campanha de Montevideu.
Quando voltou ao reino foi colocado no Estado-Maior General, como coronel graduado.
Depois, na Revolução de 1820, como José de Sousa se manifestasse a favor dos princípios da Junta Suprema do Porto, chega a Ajudante General do Exército e, nesse cargo, teve notável intervenção nos acontecimentos ocorridos em 11 de Novembro, desse ano de 1820, em Lisboa.
Passados tempos, e em face da evolução dos sucessos políticos, já na qualidade de brigadeiro graduado e comandante do regimento n.° 23, apoiou o movimento da Vilafrancada e que teve por resultado a queda do regime parlamentar liberal.
Depois do triunfo do movimento conservador e do regresso de D. João VI à capital, no meio das tropas comandadas pelo infante D. Miguel, foi objecto de particular benevolência deste príncipe, é nomeado pelo exército realista sob chefe do Estado Maior General, sendo agraciado com o título de Visconde Santa Marta, em sucessão de seu pai.
Em 1828 comanda, depois, as forças de Trás os Montes e Minho, durante a revolta do Porto. Mas depois, perante certos desastres de comando principalmente devido às rivalidades com o general Póvoas seu companheiro de armas e não fazer uso de uma "mão-de-ferro", é demitido do cargo em 21 de Fevereiro de 1833.[1]
Depois da guerra civil ter acabado apresenta-se a D. Pedro IV de Portugal, isola-se, a seguir, em Trás os Montes e aqui termina os seus dias.
Foi condecorado com várias e importantes condecorações, nomeadamente, a comenda das Ordens de Avis e da Torre e Espada, Cavaleiro da Legião de Honra de França e a medalha de Guerra Peninsular.
Dados genealógicos
Morreu sem ter casado e sem ter tido geração. Era filho de Manuel Gregório de Sousa Pereira de Sampaio, 1.º visconde de Santa Marta, e de Antónia Vitorina Teixeira de Magalhães e Lacerda, filha de António Teixeira de Magalhães e Lacerda e de Ana Teresa Pereira Pinto de Azevedo Souto Maior, 3.ª senhora do Morgado de Celeiros.
Referências
- ↑ Em 1828 tomou para si a chefia das divisões ligeiras de Trás os Montes e Minho na ocasião em que se deu a revolta do Porto e comandava a 4.ª divisão, no Porto, quando em 1832 se deu o desembarque do Mindelo dos liberais. As autoridades miguelistas que não contavam com tal sucesso, nenhumas providências tinham tomado contra tal eventualidade. Em face das notícias, o general, na manhã de 8 de Julho de 1832, mandou recolher os dinheiros dos cofres públicos da Companhia Vinícola do Douro, destacou a 3.ª brigada para a costa junto a Vila do Conde, sob o comando do brigadeiro José Cardoso Meneses, e foi ele próprio com outra fracção das forças disponíveis, milicianos de Braga e 60 dragões de Chaves, guarnecer outra zona litoral, mais a Sul, a praia do Lavre, acima de Leça. Atacadas estas forças pelos atiradores de D. Pedro e cortadas as comunicações entre os dois generais absolutistas, teve o visconde de Santa Marta de retroceder sobre Matosinhos e recolher pela noite ao Porto, com 13.000 homens, ali resolveu evacuar a cidade. As forças recuaram para Grijó e depois para Oliveira de Azeméis, onde se realizou a concentração das várias forças que defendiam a causa de D. Miguel, pois Cardoso Meneses tinha feito uma marcha exaustiva, rodeando o Porto. Avançaram as tropas até Vila Nova de Gaia e uma parte delas passou a 20 de Agosto de 1832 para a margem norte do Douro, tendo se estas últimas batido contra os liberais em Valongo e na Batalha de Ponte Ferreira. Num esforço combinado com o general Póvoas, conseguiu então fechar o cerco do Porto. A rivalidade entre estes dois chefes miguelistas frustrou todo o plano e impediu uma vitória decisiva na acção na referida ponte. O Visconde de Santa Marta não se apercebeu da confusão que pôs em debandada as forças liberais para o Porto e retirou-se por seu lado para Oliveira de Azeméis. Mais tarde conseguiu ocupar Penafiel e não prosseguiu na acção perante a propositada inércia do general Póvoas. A fim de anular os efeitos desta rivalidade, o governo miguelista nomeou Gaspar Teixeira para o lugar de comandante chefe do exército, porém este general não foi mais feliz e veio pouco depois a ser substituído de novo pelo visconde de Santa Marta, que estabeleceu o seu quartel general em Águas Santas. Operou novamente o cerco do Porto, mas limitou se a esperar que os sitiados se rendessem à míngua, em vez de desenvolver o ataque à cidade. O governo miguelista demitiu-o, por este facto, em 21 de Fevereiro de 1833, e fê-lo substituir pelo conde de São Lourenço, que nenhum êxito conseguiu - Dicionário dos mais ilustres VAÍA, José de Sousa Pereira de Sampaio, Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte, Editora Cidade Berço, Guimarães, volume II.
Bibliografia
- Nobreza de Portugal e Brasil, Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, vol. 3, pg. 300.
Ligações exteriores
- VAÍA, José de Sousa Pereira de Sampaio, Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte, Editora Cidade Berço, Guimarães, volume I
- Dicionário dos mais ilustres VAÍA, José de Sousa Pereira de Sampaio, Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte, Editora Cidade Berço, Guimarães, volume II
