José Sulaca
José Sulaca
ܝܘܣܦ ܣܘܠܩܐ | |
|---|---|
| Arcebispo da Igreja Católica | |
| Arcebispo de Angamalé | |
![]() | |
Título |
Metropolita de Toda a Índia |
| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Arquidiocese de Angamalé |
| Predecessor | Jacó Abuna |
| Sucessor | Mar Abraão |
| Mandato | 1555 - 1567 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação episcopal | 1555 Roma por Simeão VIII João Sulaca |
| Nomeado arcebispo | 1555 |
| Dados pessoais | |
| Morte | Roma 1569 |
| Arcebispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
José Sulaca (em siríaco: ܝܘܣܦ ܣܘܠܩܐ) (? - Roma, 1569) foi um dos últimos bispos siríacos orientais enviados aos cristãos de São Tomé da atual Querala, na Índia. Ele foi logo seguido por Mar Abraão; ambos chegaram ao Malabar após a chegada dos portugueses. O patriarca caldeu Ebedejesus IV Maron (1555–1570), o sucessor de Simeão VIII João Sulaca, enviou o irmão de João, Mar José, a Malabar como bispo caldeu; embora consagrado em 1555 ou 1556, Mar José não conseguiu chegar à Índia antes do final de 1556, nem ao Malabar antes de 1558, quando os portugueses foram finalmente alertados pela presença de Mar Abraão e permitiram a Mar José, acompanhado por outro bispo caldeu, Mar Elias, para - muito brevemente - ocupar a sua sé, antes que a Inquisição também o enviasse para Lisboa em 1562.
Biografia
Os dois últimos bispos assírios de Malabar foram Mar José Sulaca e Mar Abraão; ambos chegaram a Malabar após a chegada dos portugueses.[1][2]
Não há dúvida de que a nomeação de José Sulaca foi canônica, pois ele, o irmão do primeiro patriarca caldeu João Sulaca, foi nomeado por seu sucessor Ebedejesus IV Maron e enviado para a costa de Malabar. Antes disso, ele foi o bispo de Nínive (José foi consagrado metropolita por seu próprio irmão, o patriarca João Sulaca em 1554[3]). Mar José foi enviado à Índia com cartas de apresentação do papa às autoridades portuguesas; além disso, foi acompanhado pelo bispo Ambrósio, um comissário dominicano e papal do primeiro patriarca, por seu socius, padre Antonio, e por Mar Elias Hormaz, arcebispo de Diarbaquir. Eles chegaram a Goa por volta de 1563 e foram detidos em Goa por dezoito meses antes de serem autorizados a entrar na diocese. Prosseguindo para Cochim, perderam o bispo Ambrósio; os outros viajaram por Malabar por dois anos e meio a pé, visitando todas as igrejas e as praças afastadas.[1]
Então, Mar Elias, Antônio, o sócio do falecido prelado, e um dos dois monges sírios que os acompanhavam, deixaram a Índia para retornar; o outro monge permaneceu com o arcebispo José. Por algum tempo o novo prelado se deu bem com os missionários portugueses e jesuítas; aliás, eles o elogiavam por ter introduzido ordem e decoro nos serviços da Igreja e tudo corria harmoniosamente por algum tempo. Mais tarde, surgiram atritos por ele impedir os sírios ordenados localmente de celebrar a missa, pregar e instruir seu rebanho. Eventualmente, um incidente revelou que Mar José não havia abandonado sua lealdade à Igreja do Oriente, pois foi relatado ao Bispo de Cochim, Dom Frei Jorge Temudo, que ele havia tentado mexer com a fé de alguns jovens em seu serviço pertencente à Diocese de Cochim. Isso veio ao conhecimento do bispo, por meio dele ao arcebispo de Goa, Dom Gaspar Jorge de Leão Pereira, depois ao vice-rei, Dom Antão de Noronha; decidiu-se removê-lo e enviá-lo para Portugal, para ser recebido na Santa Sé.[1]
Em 1567, as autoridades portuguesas pediram que fosse investigadas a conduta e a doutrina do prelado suspeito de propagar o "erro nestoriano"; em conseqüência disso, o primeiro concílio provincial foi realizado e José Sulaca foi enviado para Portugal em 1568, daí para Roma, onde morreu pouco depois de sua chegada.[1]
O cardeal Eugène Tisserant em seu livro Eastern Christianity in India, de 1957, comenta o triste fim de Mar José Sulaca.
No entanto, a medida do sofrimento foi plena, e Mar José recebeu, perto do túmulo dos Apóstolos, a coroa que havia merecido, através de seu longo e lento martírio, que talvez tenha sido mais doloroso do que o de seu heróico irmão (Simeão VIII João Sulaca)[4]
Referências
- ↑ a b c d Encyclopaedia of sects & religious doctrines, Volume 4 By Charles George Herbermann page 1180,1181
- ↑ Para mais detalhes sobre Mar Jacó, Mar José e Mar Abraão, há a obra de A. M. Mundadan, "History of St. Thomas Christianity in India", em George Menachery, Ed., The St. Thomas Christian Encyclopaedia of India, Vol. II, Trichur, 1973 pp.46-52,(em inglês) especialmente as notas finais. Também Joseph Thkkedath, History of Christianity in India, Vol.II, CHAI, Bangalore, 1982, Ch.3 pp.34-56. (em inglês)
- ↑ Robert Kerr (1824). A General History and Collection of Voyages and Travels, Arranged in Systematic Order (em inglês). Edimburgo: Wentworth Press. p. 478. ISBN 9781362322252
- ↑ Cardeal Eugene Tesserant, Eastern Christianily in India, traduzido ao inglês por E.R. Hambye, Calcutá:Orient Longmans, 1957, p.41.
Bibliografia
- A. Mathias Mundadan (1982). History of Christianity in Indian. From the Beginning up to the Middle of the Sixteenth Century (em inglês). vol. 1. Bangalore: Joseph Thekkedath
- J. P. M. van der Ploeg (1983). Mar Joseph, Bishop-Metropolitan of India (1556-1569). III Symposium Syriacum 1980 (em inglês). Rom: Ed. by R. Lavenant (OCA 221). PIO. p. 161–170
- Douglas Webb (1958). Mar Joseph Sulaqa et la liturgie du Malabar (em francês). vol. 3. [S.l.]: Orient Syrien. p. 185–205.
Ligações externas
- «GCatholic» (em inglês)
| Precedido por Mar Jacó Abuna |
![]() Arcebispo de Angamalé 1555 — 1567 |
Sucedido por Mar Abraão |

