José Maria de Sousa Soares de Andrea

José Maria de Sousa Soares de Andrea
Nascimento16 de junho de 1791
Lisboa
Morte8 de julho de 1856
CidadaniaReino de Portugal
Ocupaçãooficial

José Maria de Sousa Soares de Andrea (Lisboa, Encarnação, 16 de Junho de 1791 — 8 de Julho de 1856) foi um militar português.[1]

Biografia

Filho de José Joaquim Soares de Andrea (Lisboa, Olivais, bap. 24 de Setembro de 1744 - 14 de Julho de 1800), Fidalgo Português neto materno dum Italiano descendente duma das principais famílias de Génova, Cavaleiro da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo e Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher Isabel Narcisa de Sant'Ana e Sousa, era irmão mais novo de Tomás José de Sousa Soares de Andrea e de Francisco José de Sousa Soares de Andrea, Barão de Caçapava no Brasil e irmão mais velho de Bernardo José de Sousa Soares de Andrea.

Assentou Praça como Aspirante de Marinha a 2 de Março de 1809, completando o Curso na Academia de Marinha do Rio de Janeiro, sendo despachado Guarda-Marinha a 20 de Março de 1810. Desde 1810 e até 1824, serviu em diferentes navios da Esquadra Portuguesa do Brasil. Em 1823, ao ser proclamada a Independência Brasileira, foi acusado de obediência ao Governo de Portugal, sendo preso em São Domingos Soriano e remetido para a Colónia do Sacramento, a bordo da escuna Seis de Fevereiro, da qual se evadiu, logrando chegar a Montevideu, que se conservava fiel às Autoridades Portuguesas. Ali, foi encarregado da Inspecção do Arsenal, acumulando esta com as funções de Comandante desde 6 de Fevereiro de 1823 até à retirada das forças portuguesas para Lisboa. A ele se deve, em grande parte, a vitória alcançada pelos navios portugueses sobre os brasileiros que bloqueavam o Porto no Combate da Batalha Naval de Montevideu de 21 de Outubro de 1823.[1] Seu irmão, o então Capitão-Tenente Bernardo José de Sousa Soares de Andrea, comandou um dos quatro navios com que ele, Capitão-de-Fragata, bateu, a 2 de Outubro de 1823, as seis embarcações brasileiras que bloqueavam o Porto de Montevideu.[2]

Regressou a Lisboa em 1824, onde desempenhou várias comissões importantes nos serviços marítimos, até que foi preso e remetido para o Castelo de São Jorge, de Lisboa, a 15 de Junho de 1832, por desafecto ao Governo de D. Miguel I de Portugal. Posto e liberdade aquando da Proclamação da Rainha D. Maria II de Portugal, a 24 de Julho de 1833, foi nomeado Comandante das Baterias da Praça-Forte de Peniche, cargo em que muito se revelaram os seus dotes de Militar, principalmente por ocasião da entrada da Esquadra Francesa no Rio Tejo.[1]

Referências

  1. a b c Vários. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume 2. 552 
  2. Vários. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume 2. 551