José Joaquim Fragoso

José Joaquim Fragoso
Nascimento19 de agosto de 1928
Maputo
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãoengenheiro civil, político, administrador de empresas, banqueiro

José Joaquim Fragoso (Lourenço Marques (Conceição), 19 de agosto de 1928) é um engenheiro civil, administrador de empresas e político português que foi Ministro das Finanças em 1975.[1]

Biografia

Nasceu em Moçambique, filho de Miguel Ângelo de Arriaga Brum da Silveira Costa Campos Fragoso, inspetor dos Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique, e de Maria da Conceição Nogueira Fragoso.

Concluiu a licenciatura em engenharia civil, no Instituto Superior Técnico, e estreou-se profissionalmente no lugar de diretor fabril da Cerâmica Palença, cargo que exerceu entre 1953 e 1956. Daí transitou para as funções de técnico do gabinete de urbanização da Câmara Municipal de Almada e da Companhia de Águas de Lisboa, onde trabalhou entre 1957 e 1960.

Contudo, optando por seguir a carreira bancária, ingressou como técnico no Banco de Fomento Nacional, onde viria a ser subdiretor, diretor-geral, secretário-geral e, por último, administrador, entre 1960 e 1975.

No ano seguinte, assumiu as funções de administrador da Caixa Geral de Depósitos, que manteve até 1984. Em 1985, tornou-se administrador dos Caminhos-de-Ferro Portugueses, cargo que cessa em 1991, para então assumir a presidência da Caixa Económica Açoriana, onde se manteve até 1993.

Dois anos depois, inicia o primeiro de três mandatos como administrador da Caixa Económica Montepio Geral (depois de terminar essas funções, em 2003, foi eleito membro da respetiva Assembleia Geral, para o biénio de 2004-2006), que vem a acumular com os cargos de gestor da Bolsimo - Gestão Imobiliária, Ldª (desde 1996), administrador da Futuro - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA (desde 1996), administrador do Banco de África Ocidental (desde 1997), administrador da Moçambique Companhia de Seguros (desde 2000) e vice-presidente do Banco de Desenvolvimento e Comércio de Moçambique (a partir de 2000).

A sua atividade política remonta aos tempos da universidade, quando se torna dirigente associativo e inspira o 1.º Dia do Estudante e Semana Universitária, como manifestações da resistência e afirmação do movimento académico.

Pela mesma altura, participa ativamente no Movimento de Unidade Democrática Juvenil (MUD Juvenil), tendo apoiado as candidaturas à Presidência da República do general Norton de Matos, do professor Ruy Luís Gomes e do general Humberto Delgado.

Após o derrube do Estado Novo, integrou os IV e V Governos Provisórios, nas funções de Ministro das Finanças (de 26 de março a 8 de agosto de 1975 e de 8 de agosto a 10 de setembro de 1975).

Referências

Ligações externas