José Eduardo de Carvalho Crato
| José Eduardo de Carvalho Crato | |
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![]() José Eduardo de Carvalho Crato. | |
| Nascimento | 1877 Setúbal |
| Morte | 1 de maio de 1947 |
| Cidadania | Portugal, Reino de Portugal |
| Distinções |
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José Eduardo de Carvalho Crato OTE • M?CG • ComC • GOA • ComSE • MOCE (São Julião, Setúbal, 14 de outubro de 1877 – Foz do Douro, Porto, 1 de maio de 1947) foi um militar, político e maçom português.[1][2]
Biografia
Nasceu na freguesia de São Julião, em Setúbal, mas foi batizado na freguesia de São José, em Lisboa. Primogénito de dois filhos do oficial-general António Xavier Crato (Cacheu, Guiné, 15 de Setembro de 1849 – ?), tio-bisavô de Nuno Crato, e de sua mulher (Lisboa, Santa Isabel) Maria Amélia de Carvalho Crato (Sé, Elvas, – ?), doméstica, e neto paterno de José Xavier Crato.[3][4]
Fez o curso da Escola Politécnica de Lisboa, depois os da Escola Naval, de Torpedos e Electricidade e complementar Naval de Guerra, sempre com grandes distinções.[1]
Oficial da Marinha de Guerra,[1] atingiu os postos de Capitão de Fragata[2] e de Capitão de Mar e Guerra.[3][5][6]
Iniciado na Maçonaria em data e Loja desconhecidas com o nome simbólico de Fernão de Magalhães, e filiado, em data desconhecida de 1910, na Loja Irradiação, de Lisboa, pertenceu, depois, à Loja Liberdade e Justiça, também de Lisboa, todas afectas ao Grande Oriente Lusitano.[2]
Republicano, foi chefe de gabinete do governador-geral de Angola em 1911[1]
A 29 de janeiro de 1915, casou civilmente em Lisboa com Margarida Barros Pereira de Carvalho (Sande (São Clemente), Guimarães, 21 de maio de 1892 – Sande (São Clemente), Guimarães, 26 de março de 1968), Senhora da Casa da Mogada, em São Clemente de Sande, Guimarães, filha do comerciante Guilherme Pereira de Carvalho, natural de Amarante (freguesia de Telões), e de Maria do Carmo Barros de Carvalho, também natural de Sande (São Clemente).[7] Deste casamento não houve descendência.[3]
Foi também chefe de gabinete do ministro das Colónias e do ministro da Marinha,[1] membro da Junta Revolucionária de 19 de outubro de 1921 e ministro das Colónias no Ministério de Manuel Maria Coelho, em 1921.[2]
Combateu na Primeira Guerra Mundial.[1]
Sobraçou a pasta de ministro das Colónias e foi adido naval em Paris, França,[2] chefe dos Departamentos Marítimos do Sul e Norte,[2] da Missão de Construção de Torpedos em Weymouth, em 1932, e da Missão de Construção de Contratorpedeiros em Glasgow, ambas no Reino Unido. Realizou missões de serviço importantes em Portugal e no estrangeiro.[1]
Comandou o Navio-Hospital Gil Eannes e os antigos destroyers Vouga e Guadiana e o moderno Vouga, além da fragata D. Fernando II e Glória.[1]
Foi comandante da Escola de Artilharia Naval[2] e da Esquadra na Festa da Marinha de 1938. Em 1939, sendo Capitão de mar e guerra, foi administrador da "Não-Intervenção na Guerra de Espanha" em Dover. Foi Capitão do Porto de São Tomé[1][2] e Presidente da Junta Autónoma dos Portos do Douro e Leixões, etc.[2]
Foi Presidente da Junta de Turismo da Estância Termal das Taipas, tendo contribuído para a elevação de Caldas das Taipas, na freguesia de Caldelas, à categoria de vila, em 1940.[8]
Morreu a 1 de maio de 1947, em sua casa, na Rua da Agra, freguesia da Foz do Douro, no Porto.[8]
Condecorações
Possuía a Medalha Militar da Cruz de Guerra, a Medalha Militar de Ouro de Comportamento Exemplar, a Medalha de Bons Serviços em Campanha Letra C, as Medalhas Comemorativas das Campanhas no Mar, 1916-1917-1918, em Moçambique, 1914-1918, em Timor, 1912-1913 e no Congo, 1914-1915, a Medalha de Prata de Coragem, Abnegação e Humanidade, etc.[1]
Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito[1] de Portugal (4 de junho de 1919)[5]
Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada[1] de Portugal (13 de junho de 1919)[5]
Comendador da Ordem Militar de Cristo[1] de Portugal (28 de junho de 1919)[5]
Senhor Comendador da Ordem do Mérito Naval de Espanha[1] (? de ? de 19??)
Comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra de França[1] (? de ? de 19??)
Comendador da Ordem de São Carlos do Mónaco[1] (? de ? de 19??)
Oficial Nobre Italiano da Ordem dos Santos Maurício e Lázaro de Itália[1] (? de ? de 19??)
Oficial da Ordem de Leopoldo II da Bélgica[1] (? de ? de 19??)
Grande-Oficial da Ordem Militar de Avis[1] de Portugal (5 de outubro de 1935)[5]
Comendador da Ordem da Coroa de Itália de Itália (20 de abril de 1939)[6]
Primeira Classe da Ordem de Mérito da Águia Alemã da Alemanha (20 de abril de 1939)[6]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s Vários. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume 6. 89
- ↑ a b c d e f g h i António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques. Dicionário de Maçonaria Portuguesa. [S.l.: s.n.] pp. Volume I. Coluna 437
- ↑ a b c António Luís Cardoso Perestrelo (2011). Genealogias do Alto Alentejo. [S.l.]: Cultideias. 104-6
- ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia de São José - Lisboa (1877-1878)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 74v e 75, assento 154
- ↑ a b c d e «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "José Eduardo de Carvalho Crato". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 31 de março de 2016
- ↑ a b c «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "José Eduardo de Carvalho Crato". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 20 de maio de 2018
- ↑ «Livro de registo de casamentos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1915-01-02 - 1915-12-31)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 17 e 17v, assento 17
- ↑ a b «José Eduardo de Carvalho Crato: 70 anos do seu falecimento». Reflexo Digital. Consultado em 26 de janeiro de 2026


