José Carlos da Fonseca (político)
José Carlos da Fonseca | |
|---|---|
![]() José Carlos da Fonseca | |
| Ministro do Tribunal Superior do Trabalho | |
| Período | 1987-1993 |
| Antecessor(a) | Orlando Sozinho Lobato |
| Sucessor(a) | Galba Veloso |
| Vice-governador do Espírito Santo | |
| Período | 1979-1983 |
| Antecessor(a) | Carlos von Schilgen |
| Sucessor(a) | José Moraes |
| Deputado federal pelo Espírito Santo | |
| Período | 1971-1975 |
| Deputado estadual pelo Espírito Santo | |
| Período | 1967-1971 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 21 de julho de 1931 São José do Calçado, ES |
| Morte | 26 de outubro de 2007 (76 anos) Brasília, DF |
| Alma mater | Universidade Federal do Espírito Santo |
| Partido | ARENA (1966–1979) PDS (1980–1985) PFL (1985–1987) |
| Profissão | jornalista, advogado |
José Carlos da Fonseca, (São José do Calçado, 21 de julho de 1931 – Brasília, 26 de outubro de 2007) foi um jornalista, advogado e político brasileiro, outrora vice-governador do Espírito Santo e ministro do Tribunal Superior do Trabalho.[1][2][3]
Dados biográficos
Filho de Luís Teixeira da Fonseca e Carolina Nunes da Fonseca. Nomeado oficial de gabinete do governador Jones dos Santos Neves em 1954, foi secretário de O Diário e da sucursal de O Jornal na capital capixaba, formando-se advogado em 1957, pela Universidade Federal do Espírito Santo. Chefe de gabinete da presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), foi procurador autárquico e chefe do serviço jurídico desse órgão. Entre 1960 e 1963, concluiu a pós-graduação em Sociologia, o curso de filosofia na Academia Brasileira de Letras e de Direito Agrário na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.[1][2][nota 1]
Presidente da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC) no Espírito Santo e membro do Conselho Nacional de Cooperativismo, comandou vários inquéritos administrativos na Superintendência para a Reforma Agrária (SUPRA) nos primeiros dias do Regime Militar de 1964, o que abriu-lhe conexões com a ARENA, elegendo-se deputado estadual em 1966,[4] mandato do qual licenciou-se para assumir a chefia do Gabinete Civil no governo Cristiano Dias Lopes, elegendo-se deputado federal em 1970.[1][5]
No ano seguinte à sua posse, concluiu os cursos de Mercado de Capitais no Centro de Ensino Técnico de Brasília e de Desenvolvimento Comunitário e Escolas-Família na cidade italiana de Pádua, foi secretário da Confederação Nacional da Agricultura entre 1973 e 1985.[2] Derrotado na eleição para senador por Dirceu Cardoso em 1974,[6] foi assessor especial do ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, diretor do Instituto Brasileiro do Café, da Federação de Agricultura do Espírito Santo e diretor do Banco do Estado do Espírito Santo, neste caso a convite do governador Elcio Álvares.[1][2]
Eleito vice-governador do Espírito Santo por via indireta na chapa de Eurico Resende em 1978, ingressou no PDS em 1980 e conseguiu outro mandato de deputado federal em 1982.[7] Ao longo do mesmo, ausentou-se na votação da Emenda Dante de Oliveira em 1984 e escolheu Paulo Maluf no Colégio Eleitoral em 1985.[8][9] Contudo, nenhuma dessas posições obstaram sua adesão ao PFL e ao governo da Nova República. Terceiro suplente de deputado federal em 1986, foi nomeado ministro do Tribunal Superior do Trabalho pelo presidente José Sarney no ano seguinte.[3]
Pai do também político, José Carlos da Fonseca Júnior.
Notas
- ↑ Sob as nomenclaturas de então, José Carlos da Fonseca graduou-se na Faculdade de Direito de Vitória e trabalhou no Serviço Social Rural.
Referências
- ↑ a b c d BRASIL. Fundação Getúlio Vargas. «Biografia de José Carlos da Fonseca no CPDOC». Consultado em 8 de setembro de 2025
- ↑ a b c d BRASIL. Câmara dos Deputados. «Biografia do deputado José Carlos da Fonseca». Consultado em 8 de setembro de 2025
- ↑ a b BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. «Biografia do ministro José Carlos da Fonseca». Consultado em 8 de setembro de 2025
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1966». Consultado em 8 de setembro de 2025
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1970». Consultado em 8 de setembro de 2025
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1974». Consultado em 8 de setembro de 2025
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1982». Consultado em 8 de setembro de 2025
- ↑ Clóvis Rossi (26 de abril de 1984). «A nação frustrada! Apesar da maioria de 298 votos, faltaram 22 para aprovar diretas. Capa». acervo.folha.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 8 de setembro de 2025
- ↑ Redação (16 de janeiro de 1985). «Sai de São Paulo o voto para a vitória da Aliança. Política, p. 06». acervo.folha.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 8 de setembro de 2025
